Levante! Coletivo Sindical dos Trabalhadores da Unicamp

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Carta em apoio aos dirigentes e militantes do Sintusp


Nesta quarta-feira (30),  haverá  a reunião entre o Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP) e o reitor da Universidade João Grandino Rodas no qual será tratado o tema dos processos criminais e administrativos contra dirigentes e militantes desse sindicato, filiado á CSP-Conlutas.

Solicitamos para todas as entidades que enviem carta de apoio ainda hoje com cópia para o SINTUSP e para a Reitoria. E-mail que devem enviar as cartas: sintusp@sintusp.org.br; gr@usp.br;

Segue, abaixo, carta  aprovada na reunião da Secretaria Executiva da CSP-Conlutas realizada nesta terça-feira (29).

Carta Ao Reitor da USP

Magnífico Reitor da USP: João Grandino Rodas

Tomamos conhecimento de que haverá uma mesa de negociação entre o Sindicato dos Trabalhadores da USP com a reitoria da Universidade de São Paulo nesta quarta-feira dia 30 de maio de 2012, no qual será tratado o tema dos processos criminais e administrativos contra dirigentes e militantes do SINTUSP.

Queremos manifestar o nosso grande interesse e expectativa de que esta reunião seja positiva, resultando na reversão destes processos. Assim como pedimos que seja também agendada uma reunião com os estudantes, para que seja tratada a questão referente aos processos desses alunos da USP.

fonte: CSP-Conlutas

terça-feira, 22 de maio de 2012

39 instituições aderem à greve nacional dos docentes das Federais; servidor público realiza dia de luta



Professores de mais três universidades aderiram nesta segunda-feira (21) à greve dos docentes das Instituições Federais de Ensino Superior deflagrada na última quinta-feira (17). A Universidade de Brasília (UnB), a Federal de Juiz de Fora (UFJF) e a Federal do Pampa (Unipampa) também começaram a semana com as atividades paralisadas.

Até o momento são 43 seções sindicais de 39 instituições federais de ensino com as atividades suspensas por tempo indeterminado.  Veja aqui a lista de quem está em greve.

Para o Comando Nacional de Greve do ANDES-SN, a força dos primeiros dias de paralisação “demonstra de forma contundente e inequívoca a indignação que tomou conta da categoria depois tantas tentativas de negociação com o governo sem resultados concretos. A precarização das condições de trabalho nas instituições federais de ensino vem se agravando dia a dia com falta de professores, de salas de aula, de laboratórios e até mesmo materiais básicos para funcionamento”.

Reivindicações - Tendo como referência a pauta da Campanha 2012 dos professores federais, aprovada no 31º Congresso do Sindicato Nacional e já protocolada junto aos órgãos do governo desde fevereiro, os docentes reivindicam a reestruturação da carreira – prevista no Acordo firmado em 2011 e descumprido pelo governo federal.

 A categoria pleiteia carreira única, com 13 níveis remuneratórios e variação de 5% entre estes níveis, a partir do piso para regime de 20 horas correspondente ao salário mínimo do Dieese (atualmente calculado em R$ 2.329,35), incorporação das gratificações e percentuais de acréscimo relativos à titulação e ao regime de trabalho.

Os professores também querem a valorização e melhoria das condições de trabalho dos docentes nas Universidades e Institutos Federais e atendimento das reivindicações específicas de cada instituição, a partir das pautas de elaboradas localmente.

Vale lembrar que estas são reivindicações históricas da categoria docente e que a reestruturação da carreira vem sendo discutida desde o segundo semestre de 2010, sem registrar avanços efetivos.

O acordo emergencial firmado entre o Sindicato Nacional e o governo no ano passado, estipulava o prazo de 31 de março para a conclusão dos trabalhos do grupo constituído entre as partes e demais entidades do setor da educação para a reestruturação da carreira.

Por diversas vezes, o ANDES-SN cobrou do governo uma mudança na postura e tratamento dado aos docentes, exigindo agilidade no calendário de negociação, o que não ocorreu. A precariedade nas Instituições Federais, em diversas partes do país, principalmente nos campi criados com a expansão via Reuni, também vem sendo há tempos denunciada pelo Sindicato Nacional.

 Servidores fazem dia de luta  – Marcado como dia de luta dos servidores públicos federais, na  quinta-feira passada (17)  a categoria  realizou  um dia paralisação de atividades.  Nos estados  de Roraima, Amazonas, Minas Gerais, Goiás, Bahia, Sergipe, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Ceará, Distrito Federal e Tocantins houve  mobilização. Os mais diversos setores do funcionalismo público atenderam ao chamado de luta.

Para arrancar avanços na negociação com Governo, a mobilização e unidade  da categoria são cada vez mais importante e crescem em todo país.

A próxima ação de mobilização dos servidores será uma marcha a Brasília no dia 5 de junho com a realização de uma plenária, logo após a passeata,  que reunirá representantes de toda a base do conjunto das entidades unidas em torno da Campanha Salarial 2012. Na ocasião os servidores irão votar indicativo de greve apontado para o dia 11 de junho.

A CSP-CONLUTAS  está atuando ativamente nos fóruns da categoria e contribuindo para as negociações e a mobilização do funcionalismo federal. Por isso, convoca o conjunto das entidades do setor, filiadas à Central, para prepararem as ações e a participação nas atividades do próximo período e avançar, sobretudo, na construção da greve unificada.

Confira a agenda de luta dos docentes e servidores públicos federais:

31 de maio – prazo para o governo atender as reivindicações dos Servidores Públicos Federais;
05 de junho – caravanas a Brasília e Plenária Nacional Unificada;
11 de junho – data indicativa para a greve geral no setor público federal, caso não haja atendimento das reivindicações.

Hoje tem audiência pública sobre cotas na ALESP




             Hoje, 22/05, às 19h, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, acontece uma audiência pública com o tema "Cotas raciais: Acesso às universidades públicas no estado de São Paulo - Discussão do PL 530/2004".
            O objetivo é discutir a implantação de cotas nas universidades paulistas tendo em vista que as mesmas se posicionaram contrárias às medidas propostas pelo governo Federal que foram referendadas recentemente pelo Supremo Tribunal Federal.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Aumenta o número de universidades em greve; dia de luta dos servidores públicos é realizado em 11 estados




fonte: CSP-Conlutas

No segundo dia da greve iniciada pelos docentes das instituições federais de ensino, mais seis locais aderiram à mobilização convocada pelo Sindicato Nacional dos Docentes de Ensino Superior (ANDES-SN). A partir desta sexta-feira (18) também paralisaram suas atividades os docentes da Universidade Federal do Recôncavo Baiano, da Universidade Federal de Pernambuco, da Universidade Federal do Acre e das seções sindicais de Juazeiro, da Universidade Federal do Vale do São Francisco, e de Catalão, da Universidade Federal do Goiás.

“A greve já começou muito forte e outras seções já deliberaram parar na próxima semana”, adianta o professor Carlos Alberto da Fonseca Pires, que está em Brasília participante do Comando Nacional de Greve. Deliberaram entrar em greve na próxima segunda-feira (21), por exemplo, a Universidade de Brasília e a Universidade Federal de Juiz de Fora. Os docentes da Universidade Federal Fluminense vão paralisar a partir da terça-feira (22).

A categoria reivindica uma carreira única, com incorporação das gratificações em 13 níveis remuneratórios, tendo uma variação de 5% entre níveis a partir do piso para um regime de 20 horas ( que corresponde ao salário mínimo do Dieese, atualmente calculado em R$ 2.329,35), e percentuais de acréscimo relativos à titulação e ao regime de trabalho.

Os professores também querem a valorização e melhoria das condições de trabalho dos docentes das instituições federais de ensino e o atendimento das reivindicações específicas de cada instituição, a partir das pautas de elaboradas localmente.

 Durante o dia de ontem (17), o Comando Nacional de Greve aprovou uma nota em que fazem um balanço do primeiro dia e apontas as razões da paralisação. O texto pode ser lido anexo.

A lista completa de universidades que pararam suas atividades e a íntegra do documento  podem ser confiros no site do Andes-SN

Servidores fazem dia de luta  em 11 estados – Marcado como dia de luta dos servidores públicos federais, na  quinta-feira (17)  a categoria  realizou  um dia paralisação de atividades.  Nos estados  de Roraima, Amazonas, Minas Gerais, Goiás, Bahia, Sergipe, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Ceará, Distrito Federal e Tocantins houve  mobilização. Os mais diversos setores do funcionalismo público atenderam ao chamado de luta.

Para arrancar avanços na negociação com Governo, a mobilização e unidade  da categoria são cada vez mais importante e crescem em todo país.

A próxima ação de mobilização dos servidores será uma marcha a Brasília no dia 5 de junho e logo após com uma  plenária que reunirá representantes de toda a base do conjunto das entidades unidas em torno da Campanha Salarial 2012. Na ocasião os servidores irão votar indicativo de greve apontado para o dia 11 de junho.

Com informações da Condsef e Andes-SN

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Educação e criminalização são o caminho para combater a homofobia



A 3ª edição da Marcha Nacional Contra Homofobia, realizada no dia 16 de maio, reuniu cerca de mil pessoas de vários estados entre representantes do movimento social, de entidades de classe, de sindicatos e estudantes. A CSP-Conlutas marcou presença com seus sindicatos filiados, entre eles, Sindsef-SP.  Com bonecos, faixas e batucada os militantes da Central mostraram seu entusiasmo e disposição de luta.

Este ano o tema foi “Homofobia tem cura: educação e criminalização”. Desde a concentração, na Praça dos Três Poderes, os militantes esquentavam os motores puxando palavras de ordem como: “Assim não dá se tem homofobia tem que criminalizar” ou, ainda, “ôôô Dilma pisou na bola a homofobia continua na escola”.

Alegre e colorida à atividade, organizada pela Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), contou com intervenções sobre a importância de ensinar nas escolas o respeito às diferenças. Outro alvo de criticas foi à dificuldade encontrada na aprovação do PLC 122 no Senado.

A professora Amanda Gurgel falou sobre as expectativas com a eleição da primeira presidente do Brasil e abordou necessidade dos participantes da marcha exigirem a aprovação imediata do PLC 122. “Infelizmente o país não mudou com a eleição de uma mulher, continuamos vendo o assassinato de homossexuais. Somente com a criminalização da homofobia é que esta realidade pode mudar”, disse a professora.

O servidor do Ibama e diretor do Sindsef-SP, Carlos Daniel Toni, marcou presença ao lado do seu companheiro, Flávio, e de seus  dois filhos. Toni pediu o fim das mortes de homossexuais, bissexuais, transexuais e travestis.  “Nós queremos parar de enterrar gays e travestis no Brasil. Infelizmente no governo Dilma o número de assassinatos de gays, lésbicas, travestis e transexuais aumentou”, desabafou pedindo a criminalização da homofobia.

Próximo do encerramento, os Deputados Chico Alencar e Jean Wyllys (PSOL-RJ), além do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), que saíam da cerimônia de instalação da Comissão da Verdade, fizeram uma saudação aos ativistas. Em suas falas afirmaram que a luta pelos direitos LGBT e a instalação da comissão da verdade é um passo importante para combater o obscurantismo e à intolerância no país.

A emoção ficou a cargo do grupo Mães pela Igualdade, que durante a caminhada leram a Carta às mães e pais brasileiros.  A mensagem relata as experiências das mães que compõem o grupo: a impotência e dor de ter um filho vítima da humilhação, ofensa, agressão e assassinato motivados por homofobia.
Solange Gadelha, mãe do estudante de Direito Enilson Gadelha Lima, 28, contou que ao descobrir a orientação sexual de seu filho percebeu duas coisas importantes: primeiro que seu amor era incondicional e segundo que precisaria entrar na luta para defender os direitos de seu filho. “Acredito que tenho a tarefa de abrir portas para meu filho”, confidenciou.
Solange e outras 22 mães formam a ONG ABCD’S (Ação Brotar pela Cidadania e Diversidade Sexual), no grande ABC. O grupo nasceu há dois anos com o objetivo de lutar contra o preconceito que seus filhos homossexuais enfrentam.  “Além de abrir as portas do nosso coração é preciso ajudá-los em todos os aspectos da sociedade”, concluiu Solange.

fonte: CSP-Conlutas