Levante! Coletivo Sindical dos Trabalhadores da Unicamp

terça-feira, 22 de maio de 2012

39 instituições aderem à greve nacional dos docentes das Federais; servidor público realiza dia de luta



Professores de mais três universidades aderiram nesta segunda-feira (21) à greve dos docentes das Instituições Federais de Ensino Superior deflagrada na última quinta-feira (17). A Universidade de Brasília (UnB), a Federal de Juiz de Fora (UFJF) e a Federal do Pampa (Unipampa) também começaram a semana com as atividades paralisadas.

Até o momento são 43 seções sindicais de 39 instituições federais de ensino com as atividades suspensas por tempo indeterminado.  Veja aqui a lista de quem está em greve.

Para o Comando Nacional de Greve do ANDES-SN, a força dos primeiros dias de paralisação “demonstra de forma contundente e inequívoca a indignação que tomou conta da categoria depois tantas tentativas de negociação com o governo sem resultados concretos. A precarização das condições de trabalho nas instituições federais de ensino vem se agravando dia a dia com falta de professores, de salas de aula, de laboratórios e até mesmo materiais básicos para funcionamento”.

Reivindicações - Tendo como referência a pauta da Campanha 2012 dos professores federais, aprovada no 31º Congresso do Sindicato Nacional e já protocolada junto aos órgãos do governo desde fevereiro, os docentes reivindicam a reestruturação da carreira – prevista no Acordo firmado em 2011 e descumprido pelo governo federal.

 A categoria pleiteia carreira única, com 13 níveis remuneratórios e variação de 5% entre estes níveis, a partir do piso para regime de 20 horas correspondente ao salário mínimo do Dieese (atualmente calculado em R$ 2.329,35), incorporação das gratificações e percentuais de acréscimo relativos à titulação e ao regime de trabalho.

Os professores também querem a valorização e melhoria das condições de trabalho dos docentes nas Universidades e Institutos Federais e atendimento das reivindicações específicas de cada instituição, a partir das pautas de elaboradas localmente.

Vale lembrar que estas são reivindicações históricas da categoria docente e que a reestruturação da carreira vem sendo discutida desde o segundo semestre de 2010, sem registrar avanços efetivos.

O acordo emergencial firmado entre o Sindicato Nacional e o governo no ano passado, estipulava o prazo de 31 de março para a conclusão dos trabalhos do grupo constituído entre as partes e demais entidades do setor da educação para a reestruturação da carreira.

Por diversas vezes, o ANDES-SN cobrou do governo uma mudança na postura e tratamento dado aos docentes, exigindo agilidade no calendário de negociação, o que não ocorreu. A precariedade nas Instituições Federais, em diversas partes do país, principalmente nos campi criados com a expansão via Reuni, também vem sendo há tempos denunciada pelo Sindicato Nacional.

 Servidores fazem dia de luta  – Marcado como dia de luta dos servidores públicos federais, na  quinta-feira passada (17)  a categoria  realizou  um dia paralisação de atividades.  Nos estados  de Roraima, Amazonas, Minas Gerais, Goiás, Bahia, Sergipe, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Ceará, Distrito Federal e Tocantins houve  mobilização. Os mais diversos setores do funcionalismo público atenderam ao chamado de luta.

Para arrancar avanços na negociação com Governo, a mobilização e unidade  da categoria são cada vez mais importante e crescem em todo país.

A próxima ação de mobilização dos servidores será uma marcha a Brasília no dia 5 de junho com a realização de uma plenária, logo após a passeata,  que reunirá representantes de toda a base do conjunto das entidades unidas em torno da Campanha Salarial 2012. Na ocasião os servidores irão votar indicativo de greve apontado para o dia 11 de junho.

A CSP-CONLUTAS  está atuando ativamente nos fóruns da categoria e contribuindo para as negociações e a mobilização do funcionalismo federal. Por isso, convoca o conjunto das entidades do setor, filiadas à Central, para prepararem as ações e a participação nas atividades do próximo período e avançar, sobretudo, na construção da greve unificada.

Confira a agenda de luta dos docentes e servidores públicos federais:

31 de maio – prazo para o governo atender as reivindicações dos Servidores Públicos Federais;
05 de junho – caravanas a Brasília e Plenária Nacional Unificada;
11 de junho – data indicativa para a greve geral no setor público federal, caso não haja atendimento das reivindicações.

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