Programa e princípios de funcionamento do Levante!
Objetivos do coletivo
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O objetivo do grupo é a mobilização permanente dos trabalhadores da Unicamp na defesa direta de seus direitos e da classe trabalhadora.
Participação
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A participação no coletivo é livre a qualquer trabalhador da Unicamp, concursado ou terceirizado, desde que haja acordo e respeito aos objetivos, métodos e princípios programáticos.
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A posição deliberada no grupo não centraliza seus membros, que podem expressar suas diferenças livremente. Estas posições, contudo, são expressão de suas posições individuais e não do grupo como um todo, o que deve ficar claro.
Métodos de ação
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Nosso método prioritário é a luta direta da classe trabalhadora, através da atuação em greves e ações de combate dos trabalhadores.
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O Levante priorizará a organização dos trabalhadores desde a base, nos seus locais de trabalho, com o objetivo de mobilizar e conscientizar os trabalhadores.
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Combateremos toda forma de burocratização e afastamento em relação aos trabalhadores.
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O Levante deverá usar todas suas campanhas e ações para reconstruir a consciência de classe nos trabalhadores, combatendo ideologicamente o individualismo e o corporativismo.
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Para atingir os objetivos do grupo, consideramos necessária a disputa política e programática nos diversos campos e esferas possíveis, sejam os da luta sindical ou institucional. Contudo, a atuação em qualquer dessas esferas não deve subordinar a luta direta dos trabalhadores. Ao contrário, utilizaremos as diferentes formas de disputa política na Universidade para fortalecer as lutas e impulsioná-las, denunciando, sempre que for o caso, o caráter de classe ou institucional do campo de luta.
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É princípio do coletivo sua autonomia em relação a partidos e sua independência organizativa e financeira.
Eixos políticos e programáticos
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Oposição à reitoria da Unicamp e aos governos que atacam os trabalhadores (Dilma e Alckmin).
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Luta contra as reformas neoliberais e a retirada de direitos.
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Luta pela redução da jornada de trabalho para 36 horas (30 horas na área da saúde).
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Luta pela unificação das lutas e isonomia de direitos entre os trabalhadores das Universidades Estaduais Paulistas. Construção e participação de fóruns de debate político sobre os rumos do Fórum das Seis e da FASUBRA, apontando perspectivas políticas para o fortalecimento das lutas da classe trabalhadora nas Universidades e das entidades sindicais.
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Luta pelo piso salarial conforme valor mínimo do salário definido pelo Dieese.
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Luta pelo aumento de recursos para a educação e do repasse do ICMS às Universidades públicas.
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Unidade na luta com os estudantes e professores das Universidades.
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Luta em defesa do serviço público e do regime jurídico único.
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Luta pela unificação das centrais sindicais e populares existentes em uma única central, combativa e independente dos governos. Nesse sentido, participar ativamente da construção da CSP-Conlutas, alternativa de luta que, no momento, melhor acena para esta unificação – disputar os fóruns e decisões dessa central para o projeto da unificação e para outras posições que venham a ser discutidas no coletivo.
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Solidariedade ativa à luta de todos os trabalhadores e movimentos sociais.
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Luta contra a terceirização e pela incorporação dos trabalhadores terceirizados.
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Luta pelo fim da Funcamp e das fundações.
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Luta contra as opressões: desenvolver campanhas permanentes na categoria.
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Pelo direito de organização e luta dos trabalhadores: em defesa do direito de greve.
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Luta contra a criminalização dos movimentos sociais.
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Luta contra a autarquização da Área da Saúde e HC.
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Luta contra a estrutura de poder na Universidade: democratização dos fóruns e paridade.
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Luta intransigente contra a estrutura sindical oficial, que atrela os sindicatos ao Estado e os torna dependentes dele. Luta contra o imposto sindical.
Posicionamento em relação ao STU e a outros grupos na Unicamp
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Exigir da atual diretoria do STU, Vamos à Luta, a realização integral do programa pelo qual foi eleita, denunciando e combatendo qualquer hesitação dela na defesa do direito dos trabalhadores.
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Lutar em unidade com outras forças e coletivos da universidade pelos direitos dos trabalhadores, mantendo a autonomia de organização e deliberação do coletivo e enfrentando essas mesmas forças sempre que não se colocarem do lado dos trabalhadores.
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Lutar pelo fortalecimento do STU como instrumento combativo e democrático para as lutas da classe trabalhadora. Para isso, participaremos de e/ou realizaremos campanhas de filiação sindical. O STU deve ser uma escola de luta para a classe trabalhadora.
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Lutar em defesa da proporcionalidade, do fortalecimento dos CRs, do rodízio de liberados, e implantação de todas as formas democráticas que aumentem a participação dos trabalhadores para a construção da entidade e das lutas.
Funcionamento interno e financiamento
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Arrecadação recursos financeiros para as atividades e materiais do Levante através de cotizações voluntárias dos membros e campanhas financeiras diversas.
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Consideramos as diferenças nas posições políticas algo bastante saudável e necessário à vida do coletivo. Sendo assim, as discussões e decisões devem ser democráticas e buscar um consenso para a ação conjunta. Quando o consenso não for possível, as decisões serão tomadas por maioria simples e, como parte dessa deliberação, caberá também a decisão sobre a exposição ou não das posições divergentes dentro do coletivo.
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Realização de reuniões periódicas para a discussão e deliberação sobre as políticas do Levante.
Comunicação
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Formar uma comissão de comunicação para gerenciar as listas de discussão e o blog do coletivo. Não é função dessa comissão a moderação de comentários ou artigos, apenas o gerenciamento de senhas, inclusão/exclusão de e-mails, divulgação dos materiais do Levante.
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O Levante terá duas listas de discussão. Uma lista aberta a qualquer interessado, outra lista apenas para os participantes efetivos do grupo. No que toca a discussões internas ou organizativas, os membros deverão utilizar a lista restrita aos participantes.
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Sob pena de exclusão das listas de discussão, não serão aceitos comentários preconceituosos ou com ataques pessoais. Além disso, para evitar spams e falsificações, todas as mensagens deverão ser assinadas ou ter sua fonte divulgada.
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Garantir um espaço no blog em que os ativistas possam debater suas opiniões políticas.