Levante! Coletivo Sindical dos Trabalhadores da Unicamp

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Vídeo sobre a terceirização nas Universidades Estaduais

Olá,

encaminho um vídeo, produzido por uma organização política que faz parte do Sintusp (a LER-QI), que mostra a situação e a luta dos trabalhadores terceirizados nas Universidades Estaduais Paulistas - e que mostra também as péssimas condições de trabalho no restaurante da Unicamp.


A terceirização avança na USP, na UNESP e na UNICAMP, submetendo trabalhadores como nós à condições de trabalho desumanas e à falta de direitos trabalhistas básicos. Essa situação é responsabilidade dos governos, da reitoria e dos gestores das Universidades - que são os mesmos que recebem denúncias de fraudes em licitações e não fazem nada.
Esse projeto de universidade só serve para garantir lucro às grandes empresas e à máfia das empresas terceirizadas!

A experiência do Sintusp na luta contra a terceirização deve nos ajudar a tirar lições importantes nesse enfrentamento. A terceirização deve ser enfrentada com luta e mobilização (e não com acordos rebaixados com a reitoria, como fez o STU/Vamos à Luta (VAL) aqui na Unicamp.

Vale lembrar que o VAL desmobilizou a luta dos trabalhadores do restaurante, que, por isso, não atingiram sequer sua reivindicação mais básica: a volta do trabalhador que fez a denúncia das condições precárias de trabalho dos terceirizados que lavavam as bandejas.
O VAL deveria aprender com esse vídeo e mudar sua política. É preciso mobilizar para luta e envolver toda a comunidade acadêmica nessa batalha.

Somos todos trabalhadores! Fazemos parte da mesma classe!
Pelo fim da terceirização - incorporação imediata dos trabalhadores terceirizados!
Pela isonomia de direitos entre os trabalhadores das universidades estaduais!
Unificar a luta para vencer!


Guilherme, DGA/Transportes, do coletivo Levante.
http://levanteunicamp.blogspot.com

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O primeiro grande erro do “Vamos à Luta” no STU

No fim da última semana escrevi um texto sobre a paralisação dos trabalhadores terceirizados no Restaurante Universitário e as condições de trabalho desumanas a que estão submetidos – e como a responsabilidade pela situação é da reitoria e do governo. Agora é importante discutir a resposta que os trabalhadores devem dar para reverter essa situação.

A nova direção do STU, o Vamos a Luta (VAL), foi eleita pela vontade dos trabalhadores de mudar o sindicato. O programa do VAL apontava claramente para a luta e para a superação do imobilismo da gestão Alerta. Os trabalhadores da Unicamp votaram no VAL porque querem uma direção de luta para defender seus direitos e conquistar avanços na carreira, no salário, nas condições de trabalho.

Se o VAL quer ser essa direção de luta, deve cumprir o programa que o elegeu. Só que, infelizmente, nessa primeira luta que o STU enfrenta com sua nova diretoria, a resposta do VAL é igual à da antiga gestão – e está conduzindo os trabalhadores à derrota.

STU: de cara nova, mas de alma velha (muito velha)

À primeira vista, as coisas pareciam bastante diferentes. O STU participou da luta dos terceirizados. Esteve presente, divulgou no boletim e se colocou do lado dos trabalhadores em luta e como seu representante nas negociações com a reitoria.

Mas não adianta parecer diferente, é preciso ter uma política diferente. E isso o “Vamos à Luta” não teve. Em vez de fortalecer a luta dos terceirizados, ele privilegiou o diálogo com a reitoria e desmobilizou os trabalhadores, que voltaram a trabalhar.

A postura do sindicato já estava clara no boletim de sexta-feira (23/09). Ele dizia: “o STU entende que a solução para esse problema deve se dar no constante diálogo e está aberto para a continuidade das conversas”. Estranho. Uma diretoria que se elegeu prometendo mobilizar os trabalhadores para a luta de rua e contra a terceirização diz para toda a categoria que a solução para terceirização é: o diálogo com a reitoria... Mas é exatamente a reitoria a responsável por essa situação! 

Lutar contra a terceirização em vez de iludir os trabalhadores!

A terceirização existe para submeter os trabalhadores a uma situação de trabalho degradante, mantendo-os sem direitos e com baixos salários. O que está acontecendo no restaurante não é um acidente, mas é o objetivo da reitoria com o processo de terceirização.  Não é o diálogo com a reitoria que vai resolver o problema dos trabalhadores, mas a luta contra esse projeto! O VAL se elegeu dizendo isso, mas na prática está fazendo o contrário.

E o pior é que o boletim do STU de segunda-feira (26/09) usa a mentira para esconder a política das lideranças do VAL. Ele diz que “Com muito esforço do STU, a prefeitura do campus cedeu e agendou uma reunião para hoje, às 8h30”. Mas a realidade é outra. Na quinta-feira, dia da paralisação, houve uma reunião para negociar as pautas dos terceirizados e os representantes da reitoria foram claros em sua ameaça: só vai acontecer negociação se os trabalhadores voltarem ao trabalho.

Essa é a ameaça típica contra as greves e mobilizações. É uma chantagem com um único objetivo: desmobilizar a luta e desorganizar os trabalhadores. E o STU/VAL caiu na chantagem. Aceitou a volta ao trabalho para sentar e negociar com os representantes da reitoria. Isso sem conquistar nenhum compromisso de que as principais reivindicações seriam atendidas! Ou seja, quem cedeu foi o STU, e não a reitoria.

E, dessa forma, os trabalhadores terceirizados foram desarmados, porque o que chamou a atenção da Universidade para os seus problemas foi a organização e a paralisação desses trabalhadores. Voltando ao trabalho eles perdem a arma que tinham para pressionar a reitoria a atender suas reivindicações.

Luta contra a reitoria ou diálogo com ela?

Esse tipo de prática é característica conhecida do sindicalismo de negociação, do sindicalismo de escritório. O VAL não se elegeu para isso. Os trabalhadores não votaram nele para que o STU continuasse igual era na gestão do Alerta.

Em 2006, em um caso exemplar, os trabalhadores da área da saúde fizeram uma grande greve em defesa da jornada de 30 horas. O STU/Alerta fez coisa semelhante ao que o STU/VAL está fazendo: desmontou a greve para poder negociar com a reitoria. O resultado: os trabalhadores perderam sua arma, as negociações não avançaram e os trabalhadores da área da saúde foram derrotados.

Repetindo essa história, a postura do STU/VAL vai levar a luta a um beco sem saída. É possível que a reitoria aceite algumas das reivindicações. É sua obrigação manter a universidade funcionando e, para isso, manter os equipamentos em ordem (e, assim, a máquina de lavar bandejas). É possível que os materiais de segurança sejam fornecidos, porque não interessa à Universidade essa propaganda negativa. Mas, tão logo a comunidade universitária deixe de olhar para a situação desses trabalhadores terceirizados, a situação vai voltar ao que era antes.

Ou seja, a política de negociação do VAL além de não fazer avançar a luta pelas principais reivindicações dos trabalhadores terceirizados, não vai garantir avanços permanentes nas condições de trabalho dos terceirizados.

É preciso mudar a lógica e ir para a luta!

Não desconhecemos as dificuldades da luta dos terceirizados. Mas entendemos que a única solução para a questão é a luta intransigente contra a terceirização e a incorporação dos trabalhadores terceirizados aos quadros da Universidade.

E para alcançar isso é necessário tornar cada luta isolada dos trabalhadores numa luta contra o projeto da reitoria e do governo. A situação que apareceu no restaurante acontece em toda a Universidade. E não é o diálogo com os responsáveis por ela (e que a conhecem) o que vai resolver. Somente a mobilização dos trabalhadores, concursados ou não, em defesa das condições de trabalho para os terceirizados e contra a terceirização pode solucionar o problema.

Ainda é tempo para que VAL mude sua postura. Mas precisa mudar agora! Se o STU/VAL continuar seguindo a cartilha de suas lideranças vai acabar da mesma forma como terminou a gestão do Alerta: afastado dos trabalhadores e freiando nossa luta. A política do sindicato não pode continuar como está: desmobilizar e desorganizar a luta dos terceirizados é um crime do STU e nos levará à derrota.

Guilherme, DGA/Transportes, do coletivo Levante.


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Fiz uma pequena correção de data: onde se lia "na sexta-feira houve uma reunião", alterei para "Na quinta-feira, dia da paralisação, "

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Restaurante paralisado, terceirização e PLANES

Carta aberta sobre a paralisação do Resturante Universitário

Olá,

Ontem (22/09) o Restaurante Universitário (“bandejão”) não funcionou. Os trabalhadores terceirizados da empresa EB Alimentação decidiram paralisar seu trabalho em razão das péssimas condições de trabalho a que estão submetidos na UNICAMP. Durante toda essa semana, por exemplo, eles tiveram de lavar todas as bandejas e talheres de forma manual. Isso significa, por dia, mais de 5.000 bandejas.

Conversando com esses trabalhadores percebemos melhor a situação precária de suas condições de trabalho - e o relato dos problemas poderia encher várias páginas: desde queimaduras por produtos químicos, passando pelo assédio das chefias, pelo ambiente de trabalho inadequado e por máquinas que, literalmente, estão caindo aos pedaços e que a UNICAMP não conserta. Tudo isso se soma à falta de funcionários necessários para o trabalho (o número de  usuários do restaurante é cada vez maior), os salários miseráveis e a falta de direitos trabalhistas básicos.

Sinceramente, quando visitei o local em que trabalham saí estarrecido. Ambiente mofado e pequeno, máquinas enferrujadas e presas com gambiarras e arames, rede elétrica exposta e praticamente desencapada, vazamentos e poças d’água no chão. O cenário é desolador e prepara uma tragédia. Um pequeno acidente e a combinação desses elementos pode levar, facilmente, à perda de vidas.

Essa é a realidade de um grande número de pessoas da Unicamp. Pessoas como eu e você, pessoas que têm famílias e sonhos, e que têm direito a condições de trabalho dignas, direito a trabalhar com segurança e receber um salário decente para sustentar sua família.

Esse é o resultado do processo de terceirização de que a reitoria se orgulha: seres humanos submetidos a condições de trabalho e vida completamente desumanos. Tudo isso garantindo lucro para as empresas terceirizadas.

Nós, trabalhadores concursados, também sentimos na pele a forma como a reitoria age. Nosso trabalho não é valorizado, sofremos assédio das chefias e da reitoria, não temos carreira decente, nosso piso salarial é o menor entre as universidades estaduais e ainda temos de lutar contra a reitoria pelo nosso direito de greve (a reitoria está processando as lideranças da greve de 2010, que estão sendo intimadas a depor na delegacia). E agora, ela ainda quer nos enganar com esses prêmios PAEPE que uma meia dúzia vai receber, dizendo que isso é valorização do funcionário.

O que precisamos entender é que todos esses ataques fazem parte do mesmo projeto, da reitoria e do governo, e que precisamos nos unir para enfrentá-los. Somos todos trabalhadores, e a terceirização afeta a todos nós.

A máscara da terceirização está caindo. Há pouco tempo ficamos sem segurança porque a empresa contratada pela reitoria faliu e não pagou seus funcionários. Agora essa situação no restaurante mostra as condições insalubres a que estão submetidos os trabalhadores dessa Universidade - e a comunidade acadêmica vai ficar sem refeição porque a reitoria não investe na manutenção das máquinas do restaurante.

Essas verdades nós não ouvimos no PLANES. Esse é o resultado do projeto que nossas ilustríssimas autoridades que falam nessas reuniões não mostram. Essa é a realidade por trás daqueles números que elas apresentam com tanto orgulho. Esse é o projeto dos gestores da Universidade, dos reitores e do governo.

E enquanto nós, trabalhadores desta universidade, não entendermos que só nós podemos mudar essa situação e que os ataques contra os terceirizados também são ataques contra nós, concursados, e que todos somos trabalhadores e que temos de nos unir, os reitores e pró-reitores vão continuar festejando e propagandeando esses números que escondem a superexploração, a miséria e a morte de trabalhadores como nós.


Guilherme, DGA/Transporte, do coletivo LEVANTE.

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Abaixo segue a pauta de reivindicação dos trabalhadores do restaurante que estão paralisados:

Retorno imediato do Cláudio ao RU (trabalhador que fez a denúncia da situação e foi transferido).
Aquisição em caráter de urgência de uma nova máquina para lavar bandejas.
Fim dos descontos nos dias de férias dos trabalhadores da EB Alimentação relativos ao recesso de final de ano.
Reposição de equipamentos, materiais de consumo e ferramentas para manutenção de máquinas do RU. Em especial, peças ligadas diretamente à segurança dos trabalhadores.
Contratação de novos funcionários. Contra a obrigação dos trabalhadores exercerem funções além das que estabelecem seu contrato.
Reposição de equipamentos de proteção individual e higiene, tais como botas, sapatos, uniformes, etc.
Fim do assédio moral das chefias, inclusive humilhação pública de trabalhadores.
Conserto dos elevadores do RA e RU, que estando danificados submetem os trabalhadores a condições de extrema periculosidade e insalubridade.
Conserto do ar condicionado do RU.
Conserto das máquinas de suco e chá do RU, que apresentam problemas de resfriamento e manutenção.
Direito de atendimento dos funcionários terceirizados no CECOM.
Construção de uma câmara fria para depósito de restos de comida, evitando mal cheiro e proliferação de pragas no local.
Reforma da sala de apoio da caldeira, que não possui saída de emergência e submete os trabalhadores a condições extremas de calor.
Conserto do equipamento de abastecimento da caldeira, que hoje está sendo feito de forma manual.
Mudança de função das funcionárias que trabalham na copinha, uma vez que estão submetidas a um trabalho muito pesado.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Programa e princípios de funcionamento do Levante!

Programa e princípios de funcionamento do Levante!

Objetivos do coletivo
· O objetivo do grupo é a mobilização permanente dos trabalhadores da Unicamp na defesa direta de seus direitos e da classe trabalhadora.

Participação
· A participação no coletivo é livre a qualquer trabalhador da Unicamp, concursado ou terceirizado, desde que haja acordo e respeito aos objetivos, métodos e princípios programáticos.
· A posição deliberada no grupo não centraliza seus membros, que podem expressar suas diferenças livremente. Estas posições, contudo, são expressão de suas posições individuais e não do grupo como um todo, o que deve ficar claro.

Métodos de ação
· Nosso método prioritário é a luta direta da classe trabalhadora, através da atuação em greves e ações de combate dos trabalhadores.
· O Levante priorizará a organização dos trabalhadores desde a base, nos seus locais de trabalho, com o objetivo de mobilizar e conscientizar os trabalhadores.
· Combateremos toda forma de burocratização e afastamento em relação aos trabalhadores.
· O Levante deverá usar todas suas campanhas e ações para reconstruir a consciência de classe nos trabalhadores, combatendo ideologicamente o individualismo e o corporativismo.
· Para atingir os objetivos do grupo, consideramos necessária a disputa política e programática nos diversos campos e esferas possíveis, sejam os da luta sindical ou institucional. Contudo, a atuação em qualquer dessas esferas não deve subordinar a luta direta dos trabalhadores. Ao contrário, utilizaremos as diferentes formas de disputa política na Universidade para fortalecer as lutas e impulsioná-las, denunciando, sempre que for o caso, o caráter de classe ou institucional do campo de luta.
· É princípio do coletivo sua autonomia em relação a partidos e sua independência organizativa e financeira.

Eixos políticos e programáticos
· Oposição à reitoria da Unicamp e aos governos que atacam os trabalhadores (Dilma e Alckmin).
· Luta contra as reformas neoliberais e a retirada de direitos.
· Luta pela redução da jornada de trabalho para 36 horas (30 horas na área da saúde).
· Luta pela unificação das lutas e isonomia de direitos entre os trabalhadores das Universidades Estaduais Paulistas. Construção e participação de fóruns de debate político sobre os rumos do Fórum das Seis e da FASUBRA, apontando perspectivas políticas para o fortalecimento das lutas da classe trabalhadora nas Universidades e das entidades sindicais.
· Luta pelo piso salarial conforme valor mínimo do salário definido pelo Dieese.
· Luta pelo aumento de recursos para a educação e do repasse do ICMS às Universidades públicas.
· Unidade na luta com os estudantes e professores das Universidades.
· Luta em defesa do serviço público e do regime jurídico único.
· Luta pela unificação das centrais sindicais e populares existentes em uma única central, combativa e independente dos governos. Nesse sentido, participar ativamente da construção da CSP-Conlutas, alternativa de luta que, no momento, melhor acena para esta unificação – disputar os fóruns e decisões dessa central para o projeto da unificação e para outras posições que venham a ser discutidas no coletivo.
· Solidariedade ativa à luta de todos os trabalhadores e movimentos sociais.
· Luta contra a terceirização e pela incorporação dos trabalhadores terceirizados.
· Luta pelo fim da Funcamp e das fundações.
· Luta contra as opressões: desenvolver campanhas permanentes na categoria.
· Pelo direito de organização e luta dos trabalhadores: em defesa do direito de greve.
· Luta contra a criminalização dos movimentos sociais.
· Luta contra a autarquização da Área da Saúde e HC.
· Luta contra a estrutura de poder na Universidade: democratização dos fóruns e paridade.
· Luta intransigente contra a estrutura sindical oficial, que atrela os sindicatos ao Estado e os torna dependentes dele. Luta contra o imposto sindical.

Posicionamento em relação ao STU e a outros grupos na Unicamp
· Exigir da atual diretoria do STU, Vamos à Luta, a realização integral do programa pelo qual foi eleita, denunciando e combatendo qualquer hesitação dela na defesa do direito dos trabalhadores.
· Lutar em unidade com outras forças e coletivos da universidade pelos direitos dos trabalhadores, mantendo a autonomia de organização e deliberação do coletivo e enfrentando essas mesmas forças sempre que não se colocarem do lado dos trabalhadores.
· Lutar pelo fortalecimento do STU como instrumento combativo e democrático para as lutas da classe trabalhadora. Para isso, participaremos de e/ou realizaremos campanhas de filiação sindical. O STU deve ser uma escola de luta para a classe trabalhadora.
· Lutar em defesa da proporcionalidade, do fortalecimento dos CRs, do rodízio de liberados, e implantação de todas as formas democráticas que aumentem a participação dos trabalhadores para a construção da entidade e das lutas.

Funcionamento interno e financiamento
· Arrecadação recursos financeiros para as atividades e materiais do Levante através de cotizações voluntárias dos membros e campanhas financeiras diversas.
· Consideramos as diferenças nas posições políticas algo bastante saudável e necessário à vida do coletivo. Sendo assim, as discussões e decisões devem ser democráticas e buscar um consenso para a ação conjunta. Quando o consenso não for possível, as decisões serão tomadas por maioria simples e, como parte dessa deliberação, caberá também a decisão sobre a exposição ou não das posições divergentes dentro do coletivo.
· Realização de reuniões periódicas para a discussão e deliberação sobre as políticas do Levante.

Comunicação
· Formar uma comissão de comunicação para gerenciar as listas de discussão e o blog do coletivo. Não é função dessa comissão a moderação de comentários ou artigos, apenas o gerenciamento de senhas, inclusão/exclusão de e-mails, divulgação dos materiais do Levante.
· O Levante terá duas listas de discussão. Uma lista aberta a qualquer interessado, outra lista apenas para os participantes efetivos do grupo. No que toca a discussões internas ou organizativas, os membros deverão utilizar a lista restrita aos participantes.
· Sob pena de exclusão das listas de discussão, não serão aceitos comentários preconceituosos ou com ataques pessoais. Além disso, para evitar spams e falsificações, todas as mensagens deverão ser assinadas ou ter sua fonte divulgada.
· Garantir um espaço no blog em que os ativistas possam debater suas opiniões políticas.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

BALANÇO DAS ELEIÇÕES


A vitória da chapa de oposição mostra que temos um grande espaço de construção no movimento, pois reflete que a categoria está indignada com o imobilismo da gestão anterior que frustou as mobilizações dos últimos 4 anos.

É uma vitória do movimento porque a chapa eleita traz as reivindicações do próprio movimento e abre uma possibilidade de mobilização muito grande. Reflete-se também o fato de haver um descontentamento com as políticas do PT e do PCdoB com relação ao Governo Hélio na cidade de Campinas e que a categoria está descontente com o modelo sindical da CUT/CTB de atrelamento e aliança governista e de um sindicato de negociação.

Demonstra que a categoria tem disposição para lutar e desejam um sindicato combativo, ampliando as possibilidades de mobilização.

Entretanto, a chapa eleita sai fortalecida já que existe uma grande expectativa. É preciso ter cuidado e sensibilidade para não cairmos no sectarismo nem sermos colocados no mesmo ponto que o PT/PCdoB somente por sermos oposição. Para tanto, precisamos avançar no debate político com a categoria, não deixar o sindicato restringir-se ao partidarismo como norte às discussões.

Nosso papel será manter a luta pela construção de um sindicalismo de luta e combativo, por isso deveremos fazer muita campanha e propaganda para a retomada dos eixos da campanha e das discussões congressuais.

Como as eleições refletiram a insatisfação da categoria com relação ao Alerta e ao PT, significa que a categoria via que era a oposição que puxava as lutas.Todas essas reflexões, análises e balanços fazem com que nós repensemos a nossa tarefa e até mesmo o nosso encontro para o dia 07 de setembro.

Frente a todos os pontos colocados, precisamos conhecer o calendário, as datas para pautarmos a nossa atuação nas tarefas para o próximo período


TAREFAS DO MOVIMENTO E COBRANÇA PARA A NOVA GESTÃO

Algumas das questões que teremos de tratar como tarefas e cobrança da nova gestão são:
 
1). Os ingressantes: há pouca adesão de ingressantes filiados. Precisamos fazer uma campanha de filiação e continuar denunciando que o estágio probatório é igual ao assédio moral
 
2). Mulheres: precisamos aproveitar que existe o espaço sobre a discussão da violência contra a mulher e trabalhar materiais específicos que discutam o assunto. Trabalhar uma campanha de filiação específica para o tema, convidando as mulheres para participarem mais ativamente das atividades sindicais, que, inclusive, se mostra como um espaço predominantemente masculino.
 
3) Funcamp: precisamos avançar nas discussões sobre a terceirização e devemos trabalhar um campanha de filiação específica também para os trabalhadores da Funcamp
 
4) Além das campanhas específicas de filiação, precisamos incorporar uma campanha de filiação ao STU
 
5) Unidades fora do campus: precisamos pensar e discutir como incorporar os trabalhadores que estão fora do campus e como vencer as barreiras de distância.

6). Preparar o debate sobre central sindical porque a chapa eleita já estava dizendo que a nova central será a Intersindical e precisamos debater com toda a categoria.
 
7). Proporcionalidade: fazer muita propaganda e ver o que a chapa vai dizer a respeito. Não deixar o assunto "morrer" porque agora que eles se elegeram não precisa mais.
 
8). Reestruturação dos CRs e nova composição já para os conselhos de unidade
 
9). Fim do imposto sindical e devolução imediata da contribuição paga de todos os trabalhadores, filiados ou não

10). Retomar a questão da plenária estadual das universidades e estadualização das nossas lutas junto com o Sintusp e Sintunesp
 
11) Retomada da campanha salarial no segundo semestre: é pra lutar ou é para desmobilizar o foco dos trabalhadores e esvaziar o congresso? Devemos usar a campanha salarial para aproveitar a disposição dos trabalhadores e discutir estrutura sindical e o congresso.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Carta aberta sobre as eleições do STU

A MUDANÇA NO SINDICATO DEPENDE DAS LUTAS DOS TRABALHADORES

* por Adriana Stella

Gostaria de parabenizar os companheiros da chapa 1 que pela vitória nas eleições do STU. No entanto, precisamos sempre lembrar que não basta votar, é preciso lutar!

A mudança no sindicato depende da luta dos trabalhadores. Por isso, precisamos continuar lutand:.vamos nos inserir nos debates sobre o congresso!

Precisamos fazer uma campanha de filiação para que mais servidores participem ativamente dessas discussões e do STU.

E, neste momento, é tarefa de todos nós refletir sobre os resultados das eleições, fazer nossos balanços e as críticas. Vamos, juntos, lutar por sindicato de luta e combativo!


Clique aqui e confira o resultado das eleições

Adriana Stella, IMECC

CHAPA 1 GANHA AS ELEIÇÕES SINDICAIS

Confira o resultado das eleições

Urna Unidade Total de votos Chapa 1 Chapa 2 Brancos Nulos
1 FE 35 9 25 1 0
2 FEA 52 27 21 1 3
3 FEC 35 29 6 0 0
4 FCM 67 44 20 1 2
5
FEF
18 12 5 0 1
6 FEAGRI 16 12 3 0 1
7 FEQ 19 13 4 0 2
8 FEEC 12 6 5 1 0
9 FEM 22 7 10 2 3
10 FOP 47 6 40 0 1
11 IA 44 31 12 1 0
12 IB 65 27 34 3 1
13 IE 14 13 1 0 0
14 IEL 31 25 6 0 0
15 IFCH 36 27 6 1 2
16 IFGW 34 25 7 1 1
17 IG 25 1015 0 0
18 IMECC 16 14 2 0 0
19 IQ 47 39 8 0 0
20 HC 200 107 74 5 14
21 HC 145 79 53 5 8
22 HC 156 85 50 8 13
23 HC 160 87 60 2 11
24 CAISM 139 67 63 2 7
25 CAISM 137 61 68 0 8
26 FT 79 7 68 1 3
27 COTUCA 20 15 4 1 0
28 CPQBA 29 14 8 3 4
29 DGA 98 50 42 1 5
30 DGA 108 56 43 3 6
31 DGA 67 35 29 0 3
32 Aposentados 103 20 82 1 0
33 PB 61 22 31 1 7
34 Computação 33 19 12 0 2
35 BC 43 21 17 1 4
36 Gastrocentro 84 57 24 2 1

TOTAL 2297 1178 958 48 113

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

A MUDANÇA NO SINDICATO DEPENDE DAS LUTAS DOS TRABALHADORES

Por Adriana Stella*

A construção de um sindicato combativo é cotidiana e se faz com a inserção de toda a base nas discussões, nas políticas, nas ações. Para que possamos enfrentar todas as lutas com combatividade, não podemos simplesmente delegar a tarefa sindical às lideranças do movimento.
Por este motivo, não basta simplesmente votarmos nas eleições sindicais; precisamos participar ativamente das lutas e, nas eleições, temos de fazer um voto crítico com relação aos programas das chapas.
A chapa 1 se apresenta como grupo de oposição. Suas lideranças são filiadas ao PSOL, seu campo majoritário é formado por estudantes ou ex-estudantes da Unicamp que há muitos anos estão no DCE. Os demais integrantes da chapa são lutadores e ativistas independentes que se referenciam em um novo projeto sindical.
Esse novo projeto sindical que a chapa 1 apresenta traz bandeiras históricas do movimento sindical, agrega as novas bandeiras de luta (como o problema do estágio probatório) e, principalmente, apresenta-se como independente à Reitoria e governos.
Todos nós devemos reivindicar esse programa e esse projeto sindical. Não devemos nos enganar com as lideranças da chapa 1 que pedem a nossa "confiança para enfrentar a reitoria juntos". Não é questão de confiança.
Isto significa que não podemos simplesmente votar e acreditar naqueles que "confiamos". O voto não pode substituir a nossa ação, a nossa prática cotidiana. Devemos votar na chapa 1, fazendo um voto crítico, votando no programa que é do movimento sindical da Unicamp, não da chapa. Devemos votar na chapa 1 sabendo que as suas lideranças têm interesses "eleitoreiros", mas sabemos que os demais companheiros dessa chapa são lutadores combativos.
Já a chapa 2, que representa a continuidade, que não se apresenta com independência frete à Reitoria e aos governos. As lideranças desta chapa não têm interesse nas mobilizações e em avançar nas lutas dos trabalhadores.
Por isso, convidamos todos os ativistas e lutadores da chapa 1 e chapa 2 que questionem suas lideranças nas suas contradições e venham debater conosco um novo modelo de sindicalismo para o STU.
E a todos os lutadores e ativistas da Unicamp, vamos fazer um voto crítico à chapa 1. Mas, para além das eleições e independente de quem seja eleito, precisamos mudar o STU para um sindicalismo autônomo, de luta e combativo com as seguintes bandeiras:

TODO DECISÃO É DA BASE
- Fortalecimento das bases: reestruturação dos CRs como Conselhos de Unidades;
- Poder para a base destituir qualquer membro da diretoria se entender que ele/a não está lutando pel@s trabalhadore/as;
- Desfiliação da CTB e que a discussão sobre filiação à Central Sindical seja feita com o conjunto da categoria;
- Proporcionalidade na direção;
- Não ao imposto sindical: devolução integral do imposto recebido pelo STU.

UNIFICAÇÃO NAS LUTAS DAS UNIVERSIDADES E DA CLASSE
- Nosso sindicato deve lutar com o Sintusp, Sintunesp e todos os movimentos de trabalhadore/as;
- Carreira única e isonômica: o STU deve lutar pela criação de uma carreira única e isonômica entre as três Universidades;

É PAPEL DO SINDICATO LUTAR CONTRA QUALQUER TIPO DE VIOLÊNCIA E CONTRA TODAS AS OPRESSÕES AOS TRABALHORES E TRABALHADORAS
- Contra a criminalização dos movimentos sociais. LUTAR É UM DIREITO!
- Pelo fim do estágio probatório: o STU tem de assumir a luta contra o assédio;
- Lutar contra toda forma de opressão à classe trabalhadora.


* Adriana Stella, IMECC

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Carta Aberta sobre as Eleições do STU

Por Guilherme R. Lopes.

Olá a todos,

hoje começam as eleições para a direção do STU. Na disputa estão duas chapas, a Chapa 1 – Vamos à Luta/Oposição e a Chapa 2 – Unidos pra Lutar.

A Chapa 1 representa parte do processo de rearticulação e reorganização do movimento de trabalhadores da Unicamp, enquanto a Chapa 2 representa a continuidade do sindicalismo de gabinete e negociação – em uma versão piorada, pois a chapa foi formada com setores que apoiam a reitoria.

Honestamente, não tenho nenhuma confiança política nas lideranças da Chapa 1 – Vamos à Luta. Essas lideranças conduzem o grupo de forma anti-democrática e mais de uma vez hesitaram em defender os direitos dos trabalhadores com receio de perder votos nessas eleições (um exemplo claro foi a oposição dessas lideranças à formação de um comitê contra as punições da reitoria com o argumento básico de que “isso faria perder votos”). Além disso, apesar de defenderem nos materiais de campanha a proporcionalidade no sindicato, o Vamos a Luta é composto, majoritariamente, por um grupo que sempre foi contra ela (no DCE da Unicamp, o mesmo grupo e, muitas vezes, as mesmas pessoas, sempre se opuseram à proporcionalidade).

Mas é preciso entender que a Chapa 1 não se resume às suas lideranças e seus problemas. Ela representa também a luta que travamos nos últimos anos e os esforços que tivemos em superar o projeto falido de sindicalismo que a Chapa 2 defende. E ela também é formada por muitos ativistas que se dedicam de forma valorosa à luta em defesa dos trabalhadores da Unicamp.

Por isso, apesar do problema de sua direção, a Chapa 1 – Vamos a Luta/Oposição é a chapa que melhor nos arma para continuar essa luta contra os projetos da reitoria e dos governos, que seguidamente atacam o serviço público.

Mas, diferente do que entendem as lideranças da Chapa 1, não basta votar: é preciso lutar. E independente de qual chapa ganhar, essa será nossa tarefa.

Mesmo assim, é preciso vencer o projeto da Chapa 2 e da reitoria também nas urnas. Por isso, votem na opção que melhor expressa nossa luta cotidiana: votem na chapa 1 – Vamos a Luta.

Guilherme, DGA/Transportes.



segunda-feira, 15 de agosto de 2011

NÃO BASTA VOTAR, É PRECISO LUTAR

Estamos em processo de eleições para o STU com duas chapas em campanha: a chapa 1 - Vamos à Luta - se apresentan- do como oposição sindical e a chapa 2 - Unidos para Lutar - afirmando a continuidade da atual gestão do sindicato.

A chapa 2 representa a continuidade, está aliada à Reitoria e as lideranças que comandam esta chapa não tem interesse nas mobi-lizações e em avançar nas lutas d@s trabalhadore/as.

A chapa 1,traz um programa mais avançado para @s trabalhadore/as e para o movimento sindical, incorporando bandeiras histó-ricas e novas, como a proporcionalidade na Direção do STU, a reativação dos CRs, contra o estágio probatório, fim das punições. O problema é que as lideranças desta chapa são burocráticas e usam um programa avançado para atrair ativistas honest@s, mas não mantêm uma prática em que aplicam o seu próprio programa.

Isto fragmenta o movimento e enfraquece o projeto do sindicalismo combativo e democrático. Exemplo desta prática foi que as lideranças desta chapa não queriam se incorporar na luta contra as punições, não participaram da construção da luta contra a violência sexual, não discutiram as mudanças na avaliação de desempenho e se fecharam sem dialogar com outr@s ativistas. Por isso, não basta votar, é preciso que todos participem das lutas.

Nós do Levante! pretendemos discutir amplamente ao longo das eleições e enviaremos e-mails, publicaremos em nosso blog artigos de nossos ativistas sobre as eleições. Entendemos que é preciso participar dos debates, acompanhar todas as discussões e fazer um voto crítico. Antes de votar, pense e reflita: o que garante os avanços para a classe trabalhadora é a organização e a luta de tod@s @s trabalhadore/as. Vote na chapa 1 ou vote nulo, mas faça um voto crítico contra a chapa 2.

POR UM SINDICATO COMBATIVO

Em outubro haverá o Congresso do STU, momento para decidirmos os rumos de nossa entidade. E para que nós da base, possamos participar cotidianamente das decisões do nosso sindicato, através de um sindicalismo de luta e combativo, nós do Coletivo Levante! defendemos:

UNIFICAÇÃO NAS LUTAS DAS UNIVERSIDADES E DA CLASSE
- Nosso sindicato deve lutar com o  Sintusp, Sintunesp e todos os movimentos de trabalhadore/as;
- Carreira única e isonômica: o STU deve lutar pela criação de uma carreira única e isonômica entre as três Universidades;
- Contra a criminalização dos movimentos sociais. LUTAR É UM DIREITO!

TODO DECISÃO É DA BASE
- Fortalecimento das bases: reestruturação dos CRs como Conselhos de Unidades;
- Poder para a base destituir qualquer membro da diretoria se entender que ele/a não está lutando pel@s trabalhadore/as;
- Desfiliação da CTB e que a discussão sobre filiação à Central Sindical seja feita com o conjunto da categoria;
- Proporcionalidade na direção;
- Não ao imposto sindical: devolução integral do imposto recebido pelo STU.

EXIGIMOS A DEVOLUÇÃO INTEGRAL DO VALOR DO IMPOSTO SINDICAL – E PARA TOD@S!

Em julho o STU começou a devolver, apenas para os trabalhadore/as sindicalizad@s, parte do valor descontado em folha a título de cobrança do imposto sindical. Essa cobrança, que corresponde ao valor de um dia de trabalho, começou no último ano e vai continuar se repetindo anualmente.

Somos contra a cobrança de mais esse imposto, pois entendemos que são @s própri@s trabalhadore/as, de maneira voluntária e consciente que devem  financiar nossa entidade. Por isso, defendemos que o sindicato devolva todo o valor descontado, independente d@ trabalhador/a ser sindicalizad@ ou não.

AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO E CARREIRA

A Reitoria aposta na avaliação de desempenho como forma de “abafar” as nossas lutas salariais.
Porém, nós servi-dores não aceitamos esta avaliação e o Fórum das CSAs encaminhou inúmeras propostas para reformulação a avaliação. Apoiamos a iniciativa do Fórum das CSAs e defende-mos que é preciso continuar com as discussões para carreira melhor e criar uma carreira unificada com a USP e com a UNESP!

UNICAMP TEM O MENOR PISO ENTRE AS UNIVERSIDADES

Depois de @s servidore/as da USP terem conseguido aumento do piso salarial, as lutas d@s trabalhadore/as da Unesp garantiram-lhes pisos maiores. Nos segmentos fundamental e médio os salários equipararam-se ao da Unicamp e no nível superior, o piso da Unesp ficou maior. Somente a Unicamp, que não avançou na campanha salarial, não teve aumento do piso. Por isso, o Levante! defende que para fortalecer as nossas reivindicações, precisamos lutar junto com o Sintunesp e com o Sintusp em todas as campanhas salariais.

FUNCAMP: SOMOS TOD@S TRABALHADORE/AS DA UNICAMP

A Fucamp contrata trabalhadore/as precarizad@s, com salários mais baixos e sem os direitos e benefícios d@s servidore/as públic@s. É preciso acabar com essa divisão. Por isso é hora de exigir:
ISONOMIA JÁ!
- Piso igual ao d@s servidore/as da Unicamp;
- Auxílio-alimentação, carreira e estabilidade;
- Unificação da data-base com a d@s servidore/as da Unicamp.
ALÉM DISSO, PRECISAMOS LUTAR POR
- Incorporação imediata d@s trabalhadore/as da Funcamp ao quadro da Unicamp: precisamos acabar com esse abuso e fortalecer nossa luta!
- Direito de organização e manifestação: contra as perseguições políticas e readmissão d@s demitid@s políticos.
- Reincorporação imediata d@s trabalhadore/as cujo contrato foi considerado nulo.
- Abertura e publicização das contas da Funcamp.

GREVE NAS FEDERAIS

As Univ. Federais estão em greve desde junho porque o governo Dilma implementou o Proj. Lei que prevê congelamento de gastos para os próximos 10 anos, redução de vagas para concursos, retiradas de diretos d@s servidore/as e outros prejuízos à categoria. Como a resposta, o governo entrou na justiça solicitando que a greve seja declarada ilegal, com multa diária. A Fasubra entrou na gre-ve e está questionando também o assédio moral no estágio probatório, as privatizações dos Hospitais Universitá-rios e os problemas da aposentadoria. Somos uma só categoria! O STU precisa se manifestar e dar apoio à greve.

LUTA CONTRA A VIOLÊNCIA SEXUAL

As recentes tentativas e casos de estupro, nas proximidades da Unicamp, trouxeram à tona um problema que não é novo e nem específico de Barão Geraldo: a violência contra a mulher. Esta prática violenta é motiva pelo machismo. Milhões de mulheres morrem a cada dia vítima da violência doméstica, de abortos clandestinos. Milhões de trabalhadoras sofrem discriminação trabalhista, recebem menor salário por igual trabalho, sofrem assédio sexual, são demitidas sem piedade quando ficam grávidas. Não dá para aceitar esta sociedade machista, que ainda culpa as mulheres.

A VÍTIMA NUNCA É CULPADA! Não importa o comportamento ou a roupa, a mulher tem o direito de escolher com quem ela quer ou não se relacionar. Sexo sem consentimento é estupro. Não podemos tolerar que homens persigam, violentem e até matem mulheres quando elas terminam o relacionamento. Não podemos aceitar a dupla ou tripla jornada de trabalho feminina, como se as tarefas domésticas e a educação d@s filh@s fossem de responsabilidade somente das mulheres. Mulheres e homens têm esta responsabilidade, que devem ser minimizadas com creches, lavanderias e restaurantes coletivos públicos.

Chega de opressão! O Coletivo Levante! participa das atividades e da luta contra a violência sexual e propomos que sejam aber-tos espaços de discussão para ampliar a luta.

Violência contra a mulher: O QUE EU TENHO A VER COM ISSO?

Embora as mulheres sejam as principais vítimas da violência doméstica e do assédio sexual no trabalho, homens e mulheres são vítimas diretas ou indiretas de várias formas de violência.
É papel do sindicato lutar contra qualquer tipo de violência porque esta luta é nossa. O STU tem que romper com a luta simplesmente econômica e lutar por todas as reivindicações da classe trabalhadora.

A DIREÇÃO DO STU NÃO DISCUTE A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

 O movimento contra a violência sexual à mulher está aconte-cendo na Unicamp e o STU não ampliou a discussão com @s tra-balhadore/as chamando uma assembleia para tratar do assunto.
As chapas que concorrem ao sindicato não se incorporaram    ao movimento por causa da eleição sindical. Não basta colocar no programa de chapa que é contra a opressão à mulher: é preciso participar desta luta! Vamos nos organizar, lutar e exigir que o STU realize uma assembleia para realizarmos uma frente d@s  trabalhadore/as para lutar contra à violência à mulher.

sábado, 13 de agosto de 2011

Violência Sexista


Violência Sexista

A violência contra mulher não é como os outros tipos de violência, ela  ocorre motivada pelo machismo, ou seja, pela idéia de que os homens podem dominar as mulheres. Pode acontecer na forma de violência sexual , violência doméstica, discriminação ou assédio sexual (no trabalho).
O estupro pode ocorrer na rua por agressores desconhecidos, mas na maioria dos casos ocorre por conhecidos da vítima, como vizinhos, amigos, parentes e até namorados ou maridos. Se forçou é estupro! Infelizmente, ainda tem muita gente que diz que a mulher foi quem provocou o estupro. A VÍTIMA NUNCA É CULPADA! Não importa o comportamento ou a roupa, a mulher tem o direito de escolher com quem ela quer ou não se relacionar. Sexo sem consentimento é estupro.
Violência doméstica é qualquer ato que gere sofrimento físico, psicológico ou morte, cuja motivação seja baseada na diferença de gênero e ocorra no âmbito das relações afetivas ou familiares, não necessitando a vítima coabitar com o agressor para que seja caracterizado esse tipo de crime.
Muitos namorados ou maridos não respeitam a decisão da mulher de romper um relacionamento,  pois querem a mulher como sua propriedade. Não podemos aceitar que as mulheres sejam perseguidas, violentadas ou mortas por seus exs companheiros. PRECISAMOS MUDAR ESSA MENTALIDADE!
A jornada dupla de trabalho feminino também é um tipo de violência. Na vida familiar espera-se que apenas as mulheres façam as tarefas domésticas. Se em uma família tanto a esposa quanto o marido trabalham fora, por que apenas a mulher tem fazer o trabalho doméstico e cuidar dos filhos? MULHERES E HOMENS SÃO RESPONSÁVEIS PELAS TAREFAS DOMÉSTICAS.  Assim tod@s poderão desfrutar de um pouco de tempo livre.
O problema continua no mundo do trabalho. As mulheres ganham menos, são relegadas aos cargos mais desvalorizados e sofrem assédio sexual. Nas ruas são tratadas como objetos sexuais à mercê dos olhares e comentários machistas e bolinadas nos transportes públicos coletivos.
A sociedade, a família, a escola, a TV educam as mulheres para que sejam femininas, magras, delicadas. Para que não falem em público, não corram, não sejam agressivas. Para que não digam NÃO! Chega de opressão!
TRANSFORME SUA DOR EM REVOLTA E AJA AGORA!
ORGANIZA E EMANCIPA.

C.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

NÃO VENHA DIZER QUE A CULPADA SOU EU!

NÃO VENHA DIZER QUE A CULPADA SOU EU!

por Adriana Stella

A sociedade diz que se a mulher usar determinado tipo de roupa ou passar por determinados lugares está “pedindo para ser estuprada”... O Rafinha Bastos fala que “mulher feia tem que agradecer o estuprador”, o Zorra Total faz programas que incentiva a violência sexual...
E isto não é de hoje! Paulo Maluf disse há muitos anos atrás: “estupra, mas não mata” e Dercy Gonçalves falou: “já que o estupro é inevitável, relaxe e goze”...
Esta é a nossa sociedade: trata a violência contra a mulher como inevitável e culpando as mulheres! Não... isto está errado.
As mulheres não podem ser impendidas de andar nas ruas, de usar as roupas que quiserem e terem sua autonomia violada por causa da ameaça de atrair estupradores. Isto é um absurdo! Não admitimos que a mulher seja culpada pela violação do seu corpo. A culpa é dos estupradores, não é nossa.
O problema é que a violência contra a mulher não é só sexual. Milhões de mulheres morrem a cada dia vítima da violência doméstica, de abortos clandestinos, de estupros, de fome e miséria. Milhões de trabalhadoras sofrem discriminação trabalhista, recebem menor salário por igual trabalho, sofrem assédio sexual, são demitidas sem piedade quando ficam grávidas. Milhões de mulheres tornam-se párias porque não têm estudo, nem trabalho, muitas nem sequer documentos.
As mulheres lutam contra esta realidade.

PARTICIPE, LUTE, LEVANTE!

Tome partido nessa discussão. Entre em contato pelo e-mail adriana_stella@yahoo.com.br

MAS A VIOLÊNCIA NÃO É SÓ NA RUA...


MAS A VIOLÊNCIA NÃO É SÓ NA RUA...
por Adriana Stella

Mulheres serem violentadas às 19h a duas quadras da delegacia de polícia choca. Mas choca muito mais sabermos que a cada 2 minutos 5 mulheres são agredidas e, a cada 2 horas, morre uma vítima dessa violência.
O problema é que esta violência não ocorre, na maioria dos casos, na rua nem por desconhecidos. Estima-se que 80% dos casos de violência contra a mulher ocorram dentro de casa ou por conhecidos.
A Lei Maria da Penha é insuficiente para resolver isso. Não prevê investimentos na construção de casas-abrigo e punição aos agressores. Mal a lei é aplicada e, quando o é, mostra não ser capaz de resolver a violência, que está ligada muito mais às condições de vida das mulheres.
O Estado também pratica essa violência quando se nega a garantir os direitos básicos às mulheres. O direito à maternidade é um deles. Enquanto o governo proíbe o aborto, não dá garantias para as mulheres que optam pela maternidade. A licença-maternidade de seis meses não vale para todas. Também não há creches para os filhos das mulheres trabalhadoras. Mais de 85% das crianças de 0 a 3 anos estão fora das creches.

PARTICIPE, LUTE, LEVANTE!

Tome partido nessa discussão. Entre em contato pelo e-mail adriana_stella@yahoo.com.br

BASTA! ESTUPRO NÃO É NORMAL!

BASTA! ESTUPRO NÃO É NORMAL!

por Adriana Stella e Taigor Martino

A comunidade de Barão Geraldo está em alerta por causa das tentativas e dos casos de estupros. A resposta da polícia foi que “a situação está sob controle” e que “as estatísticas estão dentro da normalidade”. Porém, estupro não é “normal”!
Só acha “normal” uma prefeitura corrupta que rouba o dinheiro da classe trabalhadora que poderia ser gasto com iluminação pública, com poda de árvores, medidas preventivas e punitivas à violência contra as mulheres.
Só o Prefeito Hélio acha “normal” o índice de estupros, afinal, teve até de afastar o Secretário de Segurança por causa dos escândalos de seu governo.
Basta de violência contra a mulher! Não aceitamos a violência sexual em Barão Geraldo, nem em lugar nenhum! Estupro não é normal: é uma das manifestações mais abomináveis do machismo e da exploração capitalista!


PARTICIPE, LUTE, LEVANTE!

Tome partido nessa discussão. Entre em contato pelo e-mail adriana_stella@yahoo.com.br

MAS O MACHISMO NÃO ACABOU?


MAS O MACHISMO NÃO ACABOU?

por Adriana Stella

Ter uma mulher como Presidente da República não significa que o machismo acabou. Diariamente somos alvos de piada, feita por homens e mulheres, que nos desqualifica e nos inferioriza por sermos mulheres.
Dizem que somos incapazes, mas nós trabalhamos o dia inteiro, cuidamos da casa, dos filhos e de nossos companheiros. Para a dupla e a tripla jornada de trabalho somos capazes, mas não recebemos o mesmo respeito e os mesmos direitos. É isso: só merecemos mais trabalho?
Isto é o que o capitalismo quer: que nós trabalhemos cada vez mais e ganhemos cada vez menos. Quanto maior for a exploração, maiores serão os lucros dos exploradores.
Nós não queremos sobrecarga de trabalho. Queremos creche, lavanderia e restaurantes coletivos e públicos. Queremos ser respeitadas por mulheres e homens. Queremos pôr fim à divisão sexual do trabalho, às diferenças entre homens e mulheres, à exploração capitalista. Queremos uma sociedade socialista!



PARTICIPE, LUTE, LEVANTE!

Tome partido nessa discussão. Entre em contato pelo e-mail adriana_stella@yahoo.com.br

VAMOS LUTAR PELA VERDADEIRA LIBERTAÇÃO DA MULHER

VAMOS LUTAR PELA VERDADEIRA LIBERTAÇÃO DA MULHER

por Adriana Stella

Essas lutas são muito importantes e extremamente necessárias. Mas não são suficientes. Para conseguir a verdadeira libertação da mulher é necessário acabar com esta sociedade na qual uns poucos vivem da exploração da grande maioria. Devemos substituir esta sociedade injusta por uma igualitária e solidária, a sociedade socialista que só poderemos começar a construir quando os trabalhadores (homens e mulheres) tomarem o poder político em todos os países do mundo e derrotarem definitivamente o imperialismo.

Chamamos todas as trabalhadoras, as jovens estudantes, as mulheres pobres a somar-se à luta por essa nova sociedade e à tarefa de construir a direção revolucionária mundial que nos permita conseguir esse objetivo.



PARTICIPE, LUTE, LEVANTE!

Tome partido nessa discussão. Entre em contato pelo e-mail adriana_stella@yahoo.com.br

NÓS MULHERES LUTAMOS POR


NÓS MULHERES LUTAMOS POR
por Adriana Stella

Dobrar o valor do Salário Mínimo rumo ao piso do Dieese (R$ 2.227)!
Salário igual para trabalho igual!
Anticoncepcionais para não abortar. Aborto legal, seguro e gratuito para não morrer!
Direito à maternidade: a) licença-maternidade de seis meses para todas as trabalhadoras e estudantes, sem isenção fiscal, rumo a um ano; b) creches gratuitas e em período integral para todos os filhos da classe trabalhadora.
Pelo fim da violência contra a mulher! Aplicação e ampliação da Lei Maria da Penha! Construção de Casas-abrigo! Punição aos agressores!



PARTICIPE, LUTE, LEVANTE!

Tome partido nessa discussão. Entre em contato pelo e-mail adriana_stella@yahoo.com.br

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Pauta Funcamp 2011

Trabalho igual,
Salário e Direitos iguais!

A Funcamp é uma fundação de direito privado criada para flexibilizar a gestão da Universidade e facilitar o relacionamento da Unicamp com empresas privadas.
Ela permite a que empresas privadas usem a Unicamp para aumentar seus lucros.
Mas o papel da Funcamp não termina aí. Ela também serve para contratar trabalhadores de forma precarizada, com salários mais baixos e sem os direitos e benefícios dos servidores públicos.
É um completo absurdo porque com ela a reitoria cria dois tipos de trabalhadores que realizam o mesmo serviço, mas com direitos e benefícios bem diferentes!
É preciso acabar com essa divisão. Os trabalhadores contratados pela Funcamp devem ter os mesmos direitos daqueles contratados pela Unicamp. Por isso é hora de exigir ISONOMIA JÁ!

SOMOS TODOS TRABALHADORES DA UNICAMP!
Trabalho igual, salários e direitos iguais!
 - Piso igual ao dos servidores da Unicamp;
- Auxílio-alimentação, carreira e estabilidade!
- Unificação da data-base com a dos servidores contratados pela Unicamp.

Além disso, precisamos lutar por:
- Incorporação imediata dos trabalhadores da Funcamp ao quadro da Unicamp – a contratação através da Funcamp é uma forma disfarçada de terceirização. Com ela a reitoria consegue aumentar a exploração do trabalho e, ainda por cima, nos dividir. Precisamos acabar com esse abuso e fortalecer nossa luta!
- Direito de organização e manifestação: contra as perseguições políticas e readmissão dos demitidos políticos – a reitoria e a Funcamp têm realizado manobras absurdas para impedir nossa mobilização. Precisamos revertê-las!
- Reincorporação imediata dos trabalhadores cujo contrato foi considerado nulo – centenas de trabalhadores foram dispensados sem receber seus direitos depois de mais de 10 anos prestando serviços à Universidade. A culpa pela contratação irregular foi dos administradores da Universidade, não dos trabalhadores!
- Abertura e publicização das contas da Funcamp – a Funcamp é usada como um disfarce para a privatização da Universidade. É um câncer que está corroendo por dentro a Unicamp.  Não existe nenhuma transparência em suas contas ou controle de suas ações. É tarefa de todos os trabalhadores colocar um fim nesse mal.

Contra o Imposto Sindical!

Exigimos a devolução integral do valor do Imposto Sindical – e para todos!
Na semana passada o STU (Sindicato de Trabalhadores da Unicamp) começou a devolver, apenas para os trabalhadores sindicalizados, parte do valor descontado em folha a título de cobrança do imposto sindical. Essa cobrança, que corresponde ao valor de um dia de trabalho, começou no último ano e vai continuar se repetindo anualmente.
Nós, do coletivo Levante, somos contra a cobrança deste imposto e defendemos que o sindicato devolva todo o valor descontado, independente do trabalhador ser sindicalizado ou não.  
Como começou a cobrança na Unicamp e como o sindicato deve ser financiado
Desde a formação do STU, os trabalhadores da Unicamp sempre lutaram contra esse imposto. Infelizmente, essa é mais uma das nossas lutas históricas que o grupo Alerta, da atual diretoria do STU, jogou pelo ralo, entrando na justiça para garantir a cobrança desse valor.
O imposto sindical afasta o sindicato dos trabalhadores e serve para tornar os sindicatos dependentes do Estado. A experiência de luta dos trabalhadores já mostrou: para manter esse recurso, eles acabam abrindo mão de lutar por direitos e salários.
O financiamento da entidade sindical é muito importante. O sindicato é nosso grande instrumento de luta. Mas as contribuições têm de ser voluntárias, votadas segundo as necessidades de nossa luta.
Fazemos um chamado a todos os trabalhadores para que se filiem ao sindicato e contribuam voluntariamente com nossa entidade.  Mas somos totalmente contra uma cobrança compulsória!
Acabar com a cobrança!
Precisamos acabar com a cobrança do imposto sindical, que piora muito a situação de burocratização do nosso sindicato. Pensando nisso, desde o ano passado participamos de uma campanha de coleta de assinaturas tentando reverter essa cobrança vergonhosa.
Esse ano teremos um novo Congresso de Trabalhadores da Unicamp e teremos a chance de vencer essa batalha. Por isso é muito importante que todos participem dos debates e da eleição de delegados para o congresso.
Pela independência do nosso sindicato! Contra a cobrança do imposto sindical!
Coletivo Levante! – levante@hotmail.com.br

Apresentação

   LEVANTE! CSP-CONLUTAS é um grupo formado por trabalhadoras e trabalhadores da Unicamp dispostos a lutar contra os projetos de precarização do trabalho e privatização da Universidade, implementados pelas reitorias e governos.
   É um grupo que reúne pessoas com ideias algumas vezes um tanto diferentes, mas que funciona de forma democrática e que respeita as posições de cada um dos seus integrantes e é bastante intransigente com a retirada de direitos e precarização do trabalho. Não abrimos mão, em nenhuma hipótese, da democracia e da dignidade do trabalhador.
   Por isso, defendemos a independência à reitoria e a qualquer governo, autonomia em relação a partidos. Nosso princípio é organização da luta dos trabalhadores pelos seus direitos e para que a Universidade responda a sua função social.
    Entendemos que o sindicato é um instrumento importante para organização da luta dos trabalhadores e que a autonomia de sua decisão e organização é fundamental.