Levante! Coletivo Sindical dos Trabalhadores da Unicamp

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Carta aberta sobre as eleições do STU

A MUDANÇA NO SINDICATO DEPENDE DAS LUTAS DOS TRABALHADORES

* por Adriana Stella

Gostaria de parabenizar os companheiros da chapa 1 que pela vitória nas eleições do STU. No entanto, precisamos sempre lembrar que não basta votar, é preciso lutar!

A mudança no sindicato depende da luta dos trabalhadores. Por isso, precisamos continuar lutand:.vamos nos inserir nos debates sobre o congresso!

Precisamos fazer uma campanha de filiação para que mais servidores participem ativamente dessas discussões e do STU.

E, neste momento, é tarefa de todos nós refletir sobre os resultados das eleições, fazer nossos balanços e as críticas. Vamos, juntos, lutar por sindicato de luta e combativo!


Clique aqui e confira o resultado das eleições

Adriana Stella, IMECC

CHAPA 1 GANHA AS ELEIÇÕES SINDICAIS

Confira o resultado das eleições

Urna Unidade Total de votos Chapa 1 Chapa 2 Brancos Nulos
1 FE 35 9 25 1 0
2 FEA 52 27 21 1 3
3 FEC 35 29 6 0 0
4 FCM 67 44 20 1 2
5
FEF
18 12 5 0 1
6 FEAGRI 16 12 3 0 1
7 FEQ 19 13 4 0 2
8 FEEC 12 6 5 1 0
9 FEM 22 7 10 2 3
10 FOP 47 6 40 0 1
11 IA 44 31 12 1 0
12 IB 65 27 34 3 1
13 IE 14 13 1 0 0
14 IEL 31 25 6 0 0
15 IFCH 36 27 6 1 2
16 IFGW 34 25 7 1 1
17 IG 25 1015 0 0
18 IMECC 16 14 2 0 0
19 IQ 47 39 8 0 0
20 HC 200 107 74 5 14
21 HC 145 79 53 5 8
22 HC 156 85 50 8 13
23 HC 160 87 60 2 11
24 CAISM 139 67 63 2 7
25 CAISM 137 61 68 0 8
26 FT 79 7 68 1 3
27 COTUCA 20 15 4 1 0
28 CPQBA 29 14 8 3 4
29 DGA 98 50 42 1 5
30 DGA 108 56 43 3 6
31 DGA 67 35 29 0 3
32 Aposentados 103 20 82 1 0
33 PB 61 22 31 1 7
34 Computação 33 19 12 0 2
35 BC 43 21 17 1 4
36 Gastrocentro 84 57 24 2 1

TOTAL 2297 1178 958 48 113

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

A MUDANÇA NO SINDICATO DEPENDE DAS LUTAS DOS TRABALHADORES

Por Adriana Stella*

A construção de um sindicato combativo é cotidiana e se faz com a inserção de toda a base nas discussões, nas políticas, nas ações. Para que possamos enfrentar todas as lutas com combatividade, não podemos simplesmente delegar a tarefa sindical às lideranças do movimento.
Por este motivo, não basta simplesmente votarmos nas eleições sindicais; precisamos participar ativamente das lutas e, nas eleições, temos de fazer um voto crítico com relação aos programas das chapas.
A chapa 1 se apresenta como grupo de oposição. Suas lideranças são filiadas ao PSOL, seu campo majoritário é formado por estudantes ou ex-estudantes da Unicamp que há muitos anos estão no DCE. Os demais integrantes da chapa são lutadores e ativistas independentes que se referenciam em um novo projeto sindical.
Esse novo projeto sindical que a chapa 1 apresenta traz bandeiras históricas do movimento sindical, agrega as novas bandeiras de luta (como o problema do estágio probatório) e, principalmente, apresenta-se como independente à Reitoria e governos.
Todos nós devemos reivindicar esse programa e esse projeto sindical. Não devemos nos enganar com as lideranças da chapa 1 que pedem a nossa "confiança para enfrentar a reitoria juntos". Não é questão de confiança.
Isto significa que não podemos simplesmente votar e acreditar naqueles que "confiamos". O voto não pode substituir a nossa ação, a nossa prática cotidiana. Devemos votar na chapa 1, fazendo um voto crítico, votando no programa que é do movimento sindical da Unicamp, não da chapa. Devemos votar na chapa 1 sabendo que as suas lideranças têm interesses "eleitoreiros", mas sabemos que os demais companheiros dessa chapa são lutadores combativos.
Já a chapa 2, que representa a continuidade, que não se apresenta com independência frete à Reitoria e aos governos. As lideranças desta chapa não têm interesse nas mobilizações e em avançar nas lutas dos trabalhadores.
Por isso, convidamos todos os ativistas e lutadores da chapa 1 e chapa 2 que questionem suas lideranças nas suas contradições e venham debater conosco um novo modelo de sindicalismo para o STU.
E a todos os lutadores e ativistas da Unicamp, vamos fazer um voto crítico à chapa 1. Mas, para além das eleições e independente de quem seja eleito, precisamos mudar o STU para um sindicalismo autônomo, de luta e combativo com as seguintes bandeiras:

TODO DECISÃO É DA BASE
- Fortalecimento das bases: reestruturação dos CRs como Conselhos de Unidades;
- Poder para a base destituir qualquer membro da diretoria se entender que ele/a não está lutando pel@s trabalhadore/as;
- Desfiliação da CTB e que a discussão sobre filiação à Central Sindical seja feita com o conjunto da categoria;
- Proporcionalidade na direção;
- Não ao imposto sindical: devolução integral do imposto recebido pelo STU.

UNIFICAÇÃO NAS LUTAS DAS UNIVERSIDADES E DA CLASSE
- Nosso sindicato deve lutar com o Sintusp, Sintunesp e todos os movimentos de trabalhadore/as;
- Carreira única e isonômica: o STU deve lutar pela criação de uma carreira única e isonômica entre as três Universidades;

É PAPEL DO SINDICATO LUTAR CONTRA QUALQUER TIPO DE VIOLÊNCIA E CONTRA TODAS AS OPRESSÕES AOS TRABALHORES E TRABALHADORAS
- Contra a criminalização dos movimentos sociais. LUTAR É UM DIREITO!
- Pelo fim do estágio probatório: o STU tem de assumir a luta contra o assédio;
- Lutar contra toda forma de opressão à classe trabalhadora.


* Adriana Stella, IMECC

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Carta Aberta sobre as Eleições do STU

Por Guilherme R. Lopes.

Olá a todos,

hoje começam as eleições para a direção do STU. Na disputa estão duas chapas, a Chapa 1 – Vamos à Luta/Oposição e a Chapa 2 – Unidos pra Lutar.

A Chapa 1 representa parte do processo de rearticulação e reorganização do movimento de trabalhadores da Unicamp, enquanto a Chapa 2 representa a continuidade do sindicalismo de gabinete e negociação – em uma versão piorada, pois a chapa foi formada com setores que apoiam a reitoria.

Honestamente, não tenho nenhuma confiança política nas lideranças da Chapa 1 – Vamos à Luta. Essas lideranças conduzem o grupo de forma anti-democrática e mais de uma vez hesitaram em defender os direitos dos trabalhadores com receio de perder votos nessas eleições (um exemplo claro foi a oposição dessas lideranças à formação de um comitê contra as punições da reitoria com o argumento básico de que “isso faria perder votos”). Além disso, apesar de defenderem nos materiais de campanha a proporcionalidade no sindicato, o Vamos a Luta é composto, majoritariamente, por um grupo que sempre foi contra ela (no DCE da Unicamp, o mesmo grupo e, muitas vezes, as mesmas pessoas, sempre se opuseram à proporcionalidade).

Mas é preciso entender que a Chapa 1 não se resume às suas lideranças e seus problemas. Ela representa também a luta que travamos nos últimos anos e os esforços que tivemos em superar o projeto falido de sindicalismo que a Chapa 2 defende. E ela também é formada por muitos ativistas que se dedicam de forma valorosa à luta em defesa dos trabalhadores da Unicamp.

Por isso, apesar do problema de sua direção, a Chapa 1 – Vamos a Luta/Oposição é a chapa que melhor nos arma para continuar essa luta contra os projetos da reitoria e dos governos, que seguidamente atacam o serviço público.

Mas, diferente do que entendem as lideranças da Chapa 1, não basta votar: é preciso lutar. E independente de qual chapa ganhar, essa será nossa tarefa.

Mesmo assim, é preciso vencer o projeto da Chapa 2 e da reitoria também nas urnas. Por isso, votem na opção que melhor expressa nossa luta cotidiana: votem na chapa 1 – Vamos a Luta.

Guilherme, DGA/Transportes.



segunda-feira, 15 de agosto de 2011

NÃO BASTA VOTAR, É PRECISO LUTAR

Estamos em processo de eleições para o STU com duas chapas em campanha: a chapa 1 - Vamos à Luta - se apresentan- do como oposição sindical e a chapa 2 - Unidos para Lutar - afirmando a continuidade da atual gestão do sindicato.

A chapa 2 representa a continuidade, está aliada à Reitoria e as lideranças que comandam esta chapa não tem interesse nas mobi-lizações e em avançar nas lutas d@s trabalhadore/as.

A chapa 1,traz um programa mais avançado para @s trabalhadore/as e para o movimento sindical, incorporando bandeiras histó-ricas e novas, como a proporcionalidade na Direção do STU, a reativação dos CRs, contra o estágio probatório, fim das punições. O problema é que as lideranças desta chapa são burocráticas e usam um programa avançado para atrair ativistas honest@s, mas não mantêm uma prática em que aplicam o seu próprio programa.

Isto fragmenta o movimento e enfraquece o projeto do sindicalismo combativo e democrático. Exemplo desta prática foi que as lideranças desta chapa não queriam se incorporar na luta contra as punições, não participaram da construção da luta contra a violência sexual, não discutiram as mudanças na avaliação de desempenho e se fecharam sem dialogar com outr@s ativistas. Por isso, não basta votar, é preciso que todos participem das lutas.

Nós do Levante! pretendemos discutir amplamente ao longo das eleições e enviaremos e-mails, publicaremos em nosso blog artigos de nossos ativistas sobre as eleições. Entendemos que é preciso participar dos debates, acompanhar todas as discussões e fazer um voto crítico. Antes de votar, pense e reflita: o que garante os avanços para a classe trabalhadora é a organização e a luta de tod@s @s trabalhadore/as. Vote na chapa 1 ou vote nulo, mas faça um voto crítico contra a chapa 2.

POR UM SINDICATO COMBATIVO

Em outubro haverá o Congresso do STU, momento para decidirmos os rumos de nossa entidade. E para que nós da base, possamos participar cotidianamente das decisões do nosso sindicato, através de um sindicalismo de luta e combativo, nós do Coletivo Levante! defendemos:

UNIFICAÇÃO NAS LUTAS DAS UNIVERSIDADES E DA CLASSE
- Nosso sindicato deve lutar com o  Sintusp, Sintunesp e todos os movimentos de trabalhadore/as;
- Carreira única e isonômica: o STU deve lutar pela criação de uma carreira única e isonômica entre as três Universidades;
- Contra a criminalização dos movimentos sociais. LUTAR É UM DIREITO!

TODO DECISÃO É DA BASE
- Fortalecimento das bases: reestruturação dos CRs como Conselhos de Unidades;
- Poder para a base destituir qualquer membro da diretoria se entender que ele/a não está lutando pel@s trabalhadore/as;
- Desfiliação da CTB e que a discussão sobre filiação à Central Sindical seja feita com o conjunto da categoria;
- Proporcionalidade na direção;
- Não ao imposto sindical: devolução integral do imposto recebido pelo STU.

EXIGIMOS A DEVOLUÇÃO INTEGRAL DO VALOR DO IMPOSTO SINDICAL – E PARA TOD@S!

Em julho o STU começou a devolver, apenas para os trabalhadore/as sindicalizad@s, parte do valor descontado em folha a título de cobrança do imposto sindical. Essa cobrança, que corresponde ao valor de um dia de trabalho, começou no último ano e vai continuar se repetindo anualmente.

Somos contra a cobrança de mais esse imposto, pois entendemos que são @s própri@s trabalhadore/as, de maneira voluntária e consciente que devem  financiar nossa entidade. Por isso, defendemos que o sindicato devolva todo o valor descontado, independente d@ trabalhador/a ser sindicalizad@ ou não.

AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO E CARREIRA

A Reitoria aposta na avaliação de desempenho como forma de “abafar” as nossas lutas salariais.
Porém, nós servi-dores não aceitamos esta avaliação e o Fórum das CSAs encaminhou inúmeras propostas para reformulação a avaliação. Apoiamos a iniciativa do Fórum das CSAs e defende-mos que é preciso continuar com as discussões para carreira melhor e criar uma carreira unificada com a USP e com a UNESP!

UNICAMP TEM O MENOR PISO ENTRE AS UNIVERSIDADES

Depois de @s servidore/as da USP terem conseguido aumento do piso salarial, as lutas d@s trabalhadore/as da Unesp garantiram-lhes pisos maiores. Nos segmentos fundamental e médio os salários equipararam-se ao da Unicamp e no nível superior, o piso da Unesp ficou maior. Somente a Unicamp, que não avançou na campanha salarial, não teve aumento do piso. Por isso, o Levante! defende que para fortalecer as nossas reivindicações, precisamos lutar junto com o Sintunesp e com o Sintusp em todas as campanhas salariais.

FUNCAMP: SOMOS TOD@S TRABALHADORE/AS DA UNICAMP

A Fucamp contrata trabalhadore/as precarizad@s, com salários mais baixos e sem os direitos e benefícios d@s servidore/as públic@s. É preciso acabar com essa divisão. Por isso é hora de exigir:
ISONOMIA JÁ!
- Piso igual ao d@s servidore/as da Unicamp;
- Auxílio-alimentação, carreira e estabilidade;
- Unificação da data-base com a d@s servidore/as da Unicamp.
ALÉM DISSO, PRECISAMOS LUTAR POR
- Incorporação imediata d@s trabalhadore/as da Funcamp ao quadro da Unicamp: precisamos acabar com esse abuso e fortalecer nossa luta!
- Direito de organização e manifestação: contra as perseguições políticas e readmissão d@s demitid@s políticos.
- Reincorporação imediata d@s trabalhadore/as cujo contrato foi considerado nulo.
- Abertura e publicização das contas da Funcamp.

GREVE NAS FEDERAIS

As Univ. Federais estão em greve desde junho porque o governo Dilma implementou o Proj. Lei que prevê congelamento de gastos para os próximos 10 anos, redução de vagas para concursos, retiradas de diretos d@s servidore/as e outros prejuízos à categoria. Como a resposta, o governo entrou na justiça solicitando que a greve seja declarada ilegal, com multa diária. A Fasubra entrou na gre-ve e está questionando também o assédio moral no estágio probatório, as privatizações dos Hospitais Universitá-rios e os problemas da aposentadoria. Somos uma só categoria! O STU precisa se manifestar e dar apoio à greve.

LUTA CONTRA A VIOLÊNCIA SEXUAL

As recentes tentativas e casos de estupro, nas proximidades da Unicamp, trouxeram à tona um problema que não é novo e nem específico de Barão Geraldo: a violência contra a mulher. Esta prática violenta é motiva pelo machismo. Milhões de mulheres morrem a cada dia vítima da violência doméstica, de abortos clandestinos. Milhões de trabalhadoras sofrem discriminação trabalhista, recebem menor salário por igual trabalho, sofrem assédio sexual, são demitidas sem piedade quando ficam grávidas. Não dá para aceitar esta sociedade machista, que ainda culpa as mulheres.

A VÍTIMA NUNCA É CULPADA! Não importa o comportamento ou a roupa, a mulher tem o direito de escolher com quem ela quer ou não se relacionar. Sexo sem consentimento é estupro. Não podemos tolerar que homens persigam, violentem e até matem mulheres quando elas terminam o relacionamento. Não podemos aceitar a dupla ou tripla jornada de trabalho feminina, como se as tarefas domésticas e a educação d@s filh@s fossem de responsabilidade somente das mulheres. Mulheres e homens têm esta responsabilidade, que devem ser minimizadas com creches, lavanderias e restaurantes coletivos públicos.

Chega de opressão! O Coletivo Levante! participa das atividades e da luta contra a violência sexual e propomos que sejam aber-tos espaços de discussão para ampliar a luta.

Violência contra a mulher: O QUE EU TENHO A VER COM ISSO?

Embora as mulheres sejam as principais vítimas da violência doméstica e do assédio sexual no trabalho, homens e mulheres são vítimas diretas ou indiretas de várias formas de violência.
É papel do sindicato lutar contra qualquer tipo de violência porque esta luta é nossa. O STU tem que romper com a luta simplesmente econômica e lutar por todas as reivindicações da classe trabalhadora.

A DIREÇÃO DO STU NÃO DISCUTE A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

 O movimento contra a violência sexual à mulher está aconte-cendo na Unicamp e o STU não ampliou a discussão com @s tra-balhadore/as chamando uma assembleia para tratar do assunto.
As chapas que concorrem ao sindicato não se incorporaram    ao movimento por causa da eleição sindical. Não basta colocar no programa de chapa que é contra a opressão à mulher: é preciso participar desta luta! Vamos nos organizar, lutar e exigir que o STU realize uma assembleia para realizarmos uma frente d@s  trabalhadore/as para lutar contra à violência à mulher.

sábado, 13 de agosto de 2011

Violência Sexista


Violência Sexista

A violência contra mulher não é como os outros tipos de violência, ela  ocorre motivada pelo machismo, ou seja, pela idéia de que os homens podem dominar as mulheres. Pode acontecer na forma de violência sexual , violência doméstica, discriminação ou assédio sexual (no trabalho).
O estupro pode ocorrer na rua por agressores desconhecidos, mas na maioria dos casos ocorre por conhecidos da vítima, como vizinhos, amigos, parentes e até namorados ou maridos. Se forçou é estupro! Infelizmente, ainda tem muita gente que diz que a mulher foi quem provocou o estupro. A VÍTIMA NUNCA É CULPADA! Não importa o comportamento ou a roupa, a mulher tem o direito de escolher com quem ela quer ou não se relacionar. Sexo sem consentimento é estupro.
Violência doméstica é qualquer ato que gere sofrimento físico, psicológico ou morte, cuja motivação seja baseada na diferença de gênero e ocorra no âmbito das relações afetivas ou familiares, não necessitando a vítima coabitar com o agressor para que seja caracterizado esse tipo de crime.
Muitos namorados ou maridos não respeitam a decisão da mulher de romper um relacionamento,  pois querem a mulher como sua propriedade. Não podemos aceitar que as mulheres sejam perseguidas, violentadas ou mortas por seus exs companheiros. PRECISAMOS MUDAR ESSA MENTALIDADE!
A jornada dupla de trabalho feminino também é um tipo de violência. Na vida familiar espera-se que apenas as mulheres façam as tarefas domésticas. Se em uma família tanto a esposa quanto o marido trabalham fora, por que apenas a mulher tem fazer o trabalho doméstico e cuidar dos filhos? MULHERES E HOMENS SÃO RESPONSÁVEIS PELAS TAREFAS DOMÉSTICAS.  Assim tod@s poderão desfrutar de um pouco de tempo livre.
O problema continua no mundo do trabalho. As mulheres ganham menos, são relegadas aos cargos mais desvalorizados e sofrem assédio sexual. Nas ruas são tratadas como objetos sexuais à mercê dos olhares e comentários machistas e bolinadas nos transportes públicos coletivos.
A sociedade, a família, a escola, a TV educam as mulheres para que sejam femininas, magras, delicadas. Para que não falem em público, não corram, não sejam agressivas. Para que não digam NÃO! Chega de opressão!
TRANSFORME SUA DOR EM REVOLTA E AJA AGORA!
ORGANIZA E EMANCIPA.

C.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

NÃO VENHA DIZER QUE A CULPADA SOU EU!

NÃO VENHA DIZER QUE A CULPADA SOU EU!

por Adriana Stella

A sociedade diz que se a mulher usar determinado tipo de roupa ou passar por determinados lugares está “pedindo para ser estuprada”... O Rafinha Bastos fala que “mulher feia tem que agradecer o estuprador”, o Zorra Total faz programas que incentiva a violência sexual...
E isto não é de hoje! Paulo Maluf disse há muitos anos atrás: “estupra, mas não mata” e Dercy Gonçalves falou: “já que o estupro é inevitável, relaxe e goze”...
Esta é a nossa sociedade: trata a violência contra a mulher como inevitável e culpando as mulheres! Não... isto está errado.
As mulheres não podem ser impendidas de andar nas ruas, de usar as roupas que quiserem e terem sua autonomia violada por causa da ameaça de atrair estupradores. Isto é um absurdo! Não admitimos que a mulher seja culpada pela violação do seu corpo. A culpa é dos estupradores, não é nossa.
O problema é que a violência contra a mulher não é só sexual. Milhões de mulheres morrem a cada dia vítima da violência doméstica, de abortos clandestinos, de estupros, de fome e miséria. Milhões de trabalhadoras sofrem discriminação trabalhista, recebem menor salário por igual trabalho, sofrem assédio sexual, são demitidas sem piedade quando ficam grávidas. Milhões de mulheres tornam-se párias porque não têm estudo, nem trabalho, muitas nem sequer documentos.
As mulheres lutam contra esta realidade.

PARTICIPE, LUTE, LEVANTE!

Tome partido nessa discussão. Entre em contato pelo e-mail adriana_stella@yahoo.com.br

MAS A VIOLÊNCIA NÃO É SÓ NA RUA...


MAS A VIOLÊNCIA NÃO É SÓ NA RUA...
por Adriana Stella

Mulheres serem violentadas às 19h a duas quadras da delegacia de polícia choca. Mas choca muito mais sabermos que a cada 2 minutos 5 mulheres são agredidas e, a cada 2 horas, morre uma vítima dessa violência.
O problema é que esta violência não ocorre, na maioria dos casos, na rua nem por desconhecidos. Estima-se que 80% dos casos de violência contra a mulher ocorram dentro de casa ou por conhecidos.
A Lei Maria da Penha é insuficiente para resolver isso. Não prevê investimentos na construção de casas-abrigo e punição aos agressores. Mal a lei é aplicada e, quando o é, mostra não ser capaz de resolver a violência, que está ligada muito mais às condições de vida das mulheres.
O Estado também pratica essa violência quando se nega a garantir os direitos básicos às mulheres. O direito à maternidade é um deles. Enquanto o governo proíbe o aborto, não dá garantias para as mulheres que optam pela maternidade. A licença-maternidade de seis meses não vale para todas. Também não há creches para os filhos das mulheres trabalhadoras. Mais de 85% das crianças de 0 a 3 anos estão fora das creches.

PARTICIPE, LUTE, LEVANTE!

Tome partido nessa discussão. Entre em contato pelo e-mail adriana_stella@yahoo.com.br

BASTA! ESTUPRO NÃO É NORMAL!

BASTA! ESTUPRO NÃO É NORMAL!

por Adriana Stella e Taigor Martino

A comunidade de Barão Geraldo está em alerta por causa das tentativas e dos casos de estupros. A resposta da polícia foi que “a situação está sob controle” e que “as estatísticas estão dentro da normalidade”. Porém, estupro não é “normal”!
Só acha “normal” uma prefeitura corrupta que rouba o dinheiro da classe trabalhadora que poderia ser gasto com iluminação pública, com poda de árvores, medidas preventivas e punitivas à violência contra as mulheres.
Só o Prefeito Hélio acha “normal” o índice de estupros, afinal, teve até de afastar o Secretário de Segurança por causa dos escândalos de seu governo.
Basta de violência contra a mulher! Não aceitamos a violência sexual em Barão Geraldo, nem em lugar nenhum! Estupro não é normal: é uma das manifestações mais abomináveis do machismo e da exploração capitalista!


PARTICIPE, LUTE, LEVANTE!

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MAS O MACHISMO NÃO ACABOU?


MAS O MACHISMO NÃO ACABOU?

por Adriana Stella

Ter uma mulher como Presidente da República não significa que o machismo acabou. Diariamente somos alvos de piada, feita por homens e mulheres, que nos desqualifica e nos inferioriza por sermos mulheres.
Dizem que somos incapazes, mas nós trabalhamos o dia inteiro, cuidamos da casa, dos filhos e de nossos companheiros. Para a dupla e a tripla jornada de trabalho somos capazes, mas não recebemos o mesmo respeito e os mesmos direitos. É isso: só merecemos mais trabalho?
Isto é o que o capitalismo quer: que nós trabalhemos cada vez mais e ganhemos cada vez menos. Quanto maior for a exploração, maiores serão os lucros dos exploradores.
Nós não queremos sobrecarga de trabalho. Queremos creche, lavanderia e restaurantes coletivos e públicos. Queremos ser respeitadas por mulheres e homens. Queremos pôr fim à divisão sexual do trabalho, às diferenças entre homens e mulheres, à exploração capitalista. Queremos uma sociedade socialista!



PARTICIPE, LUTE, LEVANTE!

Tome partido nessa discussão. Entre em contato pelo e-mail adriana_stella@yahoo.com.br

VAMOS LUTAR PELA VERDADEIRA LIBERTAÇÃO DA MULHER

VAMOS LUTAR PELA VERDADEIRA LIBERTAÇÃO DA MULHER

por Adriana Stella

Essas lutas são muito importantes e extremamente necessárias. Mas não são suficientes. Para conseguir a verdadeira libertação da mulher é necessário acabar com esta sociedade na qual uns poucos vivem da exploração da grande maioria. Devemos substituir esta sociedade injusta por uma igualitária e solidária, a sociedade socialista que só poderemos começar a construir quando os trabalhadores (homens e mulheres) tomarem o poder político em todos os países do mundo e derrotarem definitivamente o imperialismo.

Chamamos todas as trabalhadoras, as jovens estudantes, as mulheres pobres a somar-se à luta por essa nova sociedade e à tarefa de construir a direção revolucionária mundial que nos permita conseguir esse objetivo.



PARTICIPE, LUTE, LEVANTE!

Tome partido nessa discussão. Entre em contato pelo e-mail adriana_stella@yahoo.com.br

NÓS MULHERES LUTAMOS POR


NÓS MULHERES LUTAMOS POR
por Adriana Stella

Dobrar o valor do Salário Mínimo rumo ao piso do Dieese (R$ 2.227)!
Salário igual para trabalho igual!
Anticoncepcionais para não abortar. Aborto legal, seguro e gratuito para não morrer!
Direito à maternidade: a) licença-maternidade de seis meses para todas as trabalhadoras e estudantes, sem isenção fiscal, rumo a um ano; b) creches gratuitas e em período integral para todos os filhos da classe trabalhadora.
Pelo fim da violência contra a mulher! Aplicação e ampliação da Lei Maria da Penha! Construção de Casas-abrigo! Punição aos agressores!



PARTICIPE, LUTE, LEVANTE!

Tome partido nessa discussão. Entre em contato pelo e-mail adriana_stella@yahoo.com.br