Levante! Coletivo Sindical dos Trabalhadores da Unicamp

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Carta em apoio aos dirigentes e militantes do Sintusp


Nesta quarta-feira (30),  haverá  a reunião entre o Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP) e o reitor da Universidade João Grandino Rodas no qual será tratado o tema dos processos criminais e administrativos contra dirigentes e militantes desse sindicato, filiado á CSP-Conlutas.

Solicitamos para todas as entidades que enviem carta de apoio ainda hoje com cópia para o SINTUSP e para a Reitoria. E-mail que devem enviar as cartas: sintusp@sintusp.org.br; gr@usp.br;

Segue, abaixo, carta  aprovada na reunião da Secretaria Executiva da CSP-Conlutas realizada nesta terça-feira (29).

Carta Ao Reitor da USP

Magnífico Reitor da USP: João Grandino Rodas

Tomamos conhecimento de que haverá uma mesa de negociação entre o Sindicato dos Trabalhadores da USP com a reitoria da Universidade de São Paulo nesta quarta-feira dia 30 de maio de 2012, no qual será tratado o tema dos processos criminais e administrativos contra dirigentes e militantes do SINTUSP.

Queremos manifestar o nosso grande interesse e expectativa de que esta reunião seja positiva, resultando na reversão destes processos. Assim como pedimos que seja também agendada uma reunião com os estudantes, para que seja tratada a questão referente aos processos desses alunos da USP.

fonte: CSP-Conlutas

terça-feira, 22 de maio de 2012

39 instituições aderem à greve nacional dos docentes das Federais; servidor público realiza dia de luta



Professores de mais três universidades aderiram nesta segunda-feira (21) à greve dos docentes das Instituições Federais de Ensino Superior deflagrada na última quinta-feira (17). A Universidade de Brasília (UnB), a Federal de Juiz de Fora (UFJF) e a Federal do Pampa (Unipampa) também começaram a semana com as atividades paralisadas.

Até o momento são 43 seções sindicais de 39 instituições federais de ensino com as atividades suspensas por tempo indeterminado.  Veja aqui a lista de quem está em greve.

Para o Comando Nacional de Greve do ANDES-SN, a força dos primeiros dias de paralisação “demonstra de forma contundente e inequívoca a indignação que tomou conta da categoria depois tantas tentativas de negociação com o governo sem resultados concretos. A precarização das condições de trabalho nas instituições federais de ensino vem se agravando dia a dia com falta de professores, de salas de aula, de laboratórios e até mesmo materiais básicos para funcionamento”.

Reivindicações - Tendo como referência a pauta da Campanha 2012 dos professores federais, aprovada no 31º Congresso do Sindicato Nacional e já protocolada junto aos órgãos do governo desde fevereiro, os docentes reivindicam a reestruturação da carreira – prevista no Acordo firmado em 2011 e descumprido pelo governo federal.

 A categoria pleiteia carreira única, com 13 níveis remuneratórios e variação de 5% entre estes níveis, a partir do piso para regime de 20 horas correspondente ao salário mínimo do Dieese (atualmente calculado em R$ 2.329,35), incorporação das gratificações e percentuais de acréscimo relativos à titulação e ao regime de trabalho.

Os professores também querem a valorização e melhoria das condições de trabalho dos docentes nas Universidades e Institutos Federais e atendimento das reivindicações específicas de cada instituição, a partir das pautas de elaboradas localmente.

Vale lembrar que estas são reivindicações históricas da categoria docente e que a reestruturação da carreira vem sendo discutida desde o segundo semestre de 2010, sem registrar avanços efetivos.

O acordo emergencial firmado entre o Sindicato Nacional e o governo no ano passado, estipulava o prazo de 31 de março para a conclusão dos trabalhos do grupo constituído entre as partes e demais entidades do setor da educação para a reestruturação da carreira.

Por diversas vezes, o ANDES-SN cobrou do governo uma mudança na postura e tratamento dado aos docentes, exigindo agilidade no calendário de negociação, o que não ocorreu. A precariedade nas Instituições Federais, em diversas partes do país, principalmente nos campi criados com a expansão via Reuni, também vem sendo há tempos denunciada pelo Sindicato Nacional.

 Servidores fazem dia de luta  – Marcado como dia de luta dos servidores públicos federais, na  quinta-feira passada (17)  a categoria  realizou  um dia paralisação de atividades.  Nos estados  de Roraima, Amazonas, Minas Gerais, Goiás, Bahia, Sergipe, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Ceará, Distrito Federal e Tocantins houve  mobilização. Os mais diversos setores do funcionalismo público atenderam ao chamado de luta.

Para arrancar avanços na negociação com Governo, a mobilização e unidade  da categoria são cada vez mais importante e crescem em todo país.

A próxima ação de mobilização dos servidores será uma marcha a Brasília no dia 5 de junho com a realização de uma plenária, logo após a passeata,  que reunirá representantes de toda a base do conjunto das entidades unidas em torno da Campanha Salarial 2012. Na ocasião os servidores irão votar indicativo de greve apontado para o dia 11 de junho.

A CSP-CONLUTAS  está atuando ativamente nos fóruns da categoria e contribuindo para as negociações e a mobilização do funcionalismo federal. Por isso, convoca o conjunto das entidades do setor, filiadas à Central, para prepararem as ações e a participação nas atividades do próximo período e avançar, sobretudo, na construção da greve unificada.

Confira a agenda de luta dos docentes e servidores públicos federais:

31 de maio – prazo para o governo atender as reivindicações dos Servidores Públicos Federais;
05 de junho – caravanas a Brasília e Plenária Nacional Unificada;
11 de junho – data indicativa para a greve geral no setor público federal, caso não haja atendimento das reivindicações.

Hoje tem audiência pública sobre cotas na ALESP




             Hoje, 22/05, às 19h, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, acontece uma audiência pública com o tema "Cotas raciais: Acesso às universidades públicas no estado de São Paulo - Discussão do PL 530/2004".
            O objetivo é discutir a implantação de cotas nas universidades paulistas tendo em vista que as mesmas se posicionaram contrárias às medidas propostas pelo governo Federal que foram referendadas recentemente pelo Supremo Tribunal Federal.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Aumenta o número de universidades em greve; dia de luta dos servidores públicos é realizado em 11 estados




fonte: CSP-Conlutas

No segundo dia da greve iniciada pelos docentes das instituições federais de ensino, mais seis locais aderiram à mobilização convocada pelo Sindicato Nacional dos Docentes de Ensino Superior (ANDES-SN). A partir desta sexta-feira (18) também paralisaram suas atividades os docentes da Universidade Federal do Recôncavo Baiano, da Universidade Federal de Pernambuco, da Universidade Federal do Acre e das seções sindicais de Juazeiro, da Universidade Federal do Vale do São Francisco, e de Catalão, da Universidade Federal do Goiás.

“A greve já começou muito forte e outras seções já deliberaram parar na próxima semana”, adianta o professor Carlos Alberto da Fonseca Pires, que está em Brasília participante do Comando Nacional de Greve. Deliberaram entrar em greve na próxima segunda-feira (21), por exemplo, a Universidade de Brasília e a Universidade Federal de Juiz de Fora. Os docentes da Universidade Federal Fluminense vão paralisar a partir da terça-feira (22).

A categoria reivindica uma carreira única, com incorporação das gratificações em 13 níveis remuneratórios, tendo uma variação de 5% entre níveis a partir do piso para um regime de 20 horas ( que corresponde ao salário mínimo do Dieese, atualmente calculado em R$ 2.329,35), e percentuais de acréscimo relativos à titulação e ao regime de trabalho.

Os professores também querem a valorização e melhoria das condições de trabalho dos docentes das instituições federais de ensino e o atendimento das reivindicações específicas de cada instituição, a partir das pautas de elaboradas localmente.

 Durante o dia de ontem (17), o Comando Nacional de Greve aprovou uma nota em que fazem um balanço do primeiro dia e apontas as razões da paralisação. O texto pode ser lido anexo.

A lista completa de universidades que pararam suas atividades e a íntegra do documento  podem ser confiros no site do Andes-SN

Servidores fazem dia de luta  em 11 estados – Marcado como dia de luta dos servidores públicos federais, na  quinta-feira (17)  a categoria  realizou  um dia paralisação de atividades.  Nos estados  de Roraima, Amazonas, Minas Gerais, Goiás, Bahia, Sergipe, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Ceará, Distrito Federal e Tocantins houve  mobilização. Os mais diversos setores do funcionalismo público atenderam ao chamado de luta.

Para arrancar avanços na negociação com Governo, a mobilização e unidade  da categoria são cada vez mais importante e crescem em todo país.

A próxima ação de mobilização dos servidores será uma marcha a Brasília no dia 5 de junho e logo após com uma  plenária que reunirá representantes de toda a base do conjunto das entidades unidas em torno da Campanha Salarial 2012. Na ocasião os servidores irão votar indicativo de greve apontado para o dia 11 de junho.

Com informações da Condsef e Andes-SN

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Educação e criminalização são o caminho para combater a homofobia



A 3ª edição da Marcha Nacional Contra Homofobia, realizada no dia 16 de maio, reuniu cerca de mil pessoas de vários estados entre representantes do movimento social, de entidades de classe, de sindicatos e estudantes. A CSP-Conlutas marcou presença com seus sindicatos filiados, entre eles, Sindsef-SP.  Com bonecos, faixas e batucada os militantes da Central mostraram seu entusiasmo e disposição de luta.

Este ano o tema foi “Homofobia tem cura: educação e criminalização”. Desde a concentração, na Praça dos Três Poderes, os militantes esquentavam os motores puxando palavras de ordem como: “Assim não dá se tem homofobia tem que criminalizar” ou, ainda, “ôôô Dilma pisou na bola a homofobia continua na escola”.

Alegre e colorida à atividade, organizada pela Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), contou com intervenções sobre a importância de ensinar nas escolas o respeito às diferenças. Outro alvo de criticas foi à dificuldade encontrada na aprovação do PLC 122 no Senado.

A professora Amanda Gurgel falou sobre as expectativas com a eleição da primeira presidente do Brasil e abordou necessidade dos participantes da marcha exigirem a aprovação imediata do PLC 122. “Infelizmente o país não mudou com a eleição de uma mulher, continuamos vendo o assassinato de homossexuais. Somente com a criminalização da homofobia é que esta realidade pode mudar”, disse a professora.

O servidor do Ibama e diretor do Sindsef-SP, Carlos Daniel Toni, marcou presença ao lado do seu companheiro, Flávio, e de seus  dois filhos. Toni pediu o fim das mortes de homossexuais, bissexuais, transexuais e travestis.  “Nós queremos parar de enterrar gays e travestis no Brasil. Infelizmente no governo Dilma o número de assassinatos de gays, lésbicas, travestis e transexuais aumentou”, desabafou pedindo a criminalização da homofobia.

Próximo do encerramento, os Deputados Chico Alencar e Jean Wyllys (PSOL-RJ), além do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), que saíam da cerimônia de instalação da Comissão da Verdade, fizeram uma saudação aos ativistas. Em suas falas afirmaram que a luta pelos direitos LGBT e a instalação da comissão da verdade é um passo importante para combater o obscurantismo e à intolerância no país.

A emoção ficou a cargo do grupo Mães pela Igualdade, que durante a caminhada leram a Carta às mães e pais brasileiros.  A mensagem relata as experiências das mães que compõem o grupo: a impotência e dor de ter um filho vítima da humilhação, ofensa, agressão e assassinato motivados por homofobia.
Solange Gadelha, mãe do estudante de Direito Enilson Gadelha Lima, 28, contou que ao descobrir a orientação sexual de seu filho percebeu duas coisas importantes: primeiro que seu amor era incondicional e segundo que precisaria entrar na luta para defender os direitos de seu filho. “Acredito que tenho a tarefa de abrir portas para meu filho”, confidenciou.
Solange e outras 22 mães formam a ONG ABCD’S (Ação Brotar pela Cidadania e Diversidade Sexual), no grande ABC. O grupo nasceu há dois anos com o objetivo de lutar contra o preconceito que seus filhos homossexuais enfrentam.  “Além de abrir as portas do nosso coração é preciso ajudá-los em todos os aspectos da sociedade”, concluiu Solange.

fonte: CSP-Conlutas

terça-feira, 15 de maio de 2012

Semana é marcada por luta dos trabalhadores em Campinas e região

por Adriana Stella


           Nesta semana vários setores estão em luta em Campinas e região: quarta-feira (16/05) inicia a greve dos motoristas por tempo indeterminado; os trabalhadores municipais já estão em greve desde sábado (12/05) e em Hortolândia cruzaram os braços os metalúrgicos da CAF com 100% de adesão (em greve há 18 dias) e  os trabalhadores da Rodofort (desde 14/05).
           A CAF é uma empresa espanhola que fabrica trens e metrô e a Rodofort empresa também da base metalúrgica que faz chassis e baús para caminhões.

A luta dos trabalhadores
           Os trabalhadores estão em luta por reajustes salariais dignos, contra a retirada de direitos, contra demissões e punições. O ataque aos trabalhadores é, na maioria das vezes, justificado pela crise econômica. A crise está chegando ao Brasil: que os ricos paguem a conta!

Os trabalhadores não vão pagar pela crise.
           As grandes multinacionais querem recuperar, no Brasil, o lucro que estão perdendo na Europa por conta da crise, fazendo com que os trabalhadores brasileiros paguem por ela com verdadeiros planos de austeridade mascarados de políticas de investimentos, à custa de sangue e suor dos trabalhadores.

Dilma tem de governar para os trabalhadores
           Se as montadoras e multinacionais são tão rentáveis aqui, por que precisam de redução de impostos, empréstimos do BNDES e demissões em massa? Não há justificativa para tamanho ataque aos trabalhadores.
           Não há nada que justifique as concessões de impostos e empréstimos para empresas que demitem covardemente os trabalhadores. Ao contrário, temos de exigir que Dilma governe realmente para os trabalhadores e garanta nossos empregos e nossas conquistas, que suspenda os empréstimos e a redução de impostos imediatamente, exigindo que as empresas parem de fazer ataques aos trabalhadores brasileiros.

Exigimos dos governos
·         Nenhuma demissão!
·         Estabilidade no emprego!
·         Lutar é um direito: fim da criminalização dos movimentos sociais e dos lutadores
·         Reajuste geral dos salários e aposentadorias!
·         Não à reforma trabalhista!
·         Redução da jornada de trabalho para 36 horas, sem redução de salários e direitos
·         Estatização das empresas que demitirem, que devem passar ao controle dos trabalhadores
·         Plano de obras públicas para absorver os desempregados, financiado com o não pagamento das dívidas
·         Controle dos capitais, impedindo o envio dos lucros das multinacionais para o exterior e a fuga dos investimentos
·         Nenhum dinheiro para banqueiros e especuladores!
·         Estatização do sistema financeiro, sem indenização e sob controle dos trabalhadores!
·         Romper com o imperialismo!

segunda-feira, 7 de maio de 2012

CSP-CONLUNTAS: Reunião internacional aprova declaração unitária


A Reunião Internacional aprovou uma declaração unitária por aclamação. A redação final ainda será publicada, pois foram agregados alguns tópicos debatidos durante o evento.

 Veja a declaração aprovada

Declaração

        Queremos fortalecer e desenvolver todas as lutas dos trabalhadores e setores explorados e oprimidos em todo o mundo. Construir um pólo que busque aglutinar os setores dos movimentos sindical, popular, da juventude independentes e alternativos que, em todo o mundo se enfrentam contra os ataques do capital em todas as suas formas e não aceitam a lógica de conciliação das direções burocráticas tradicionais. Chamamos a todos que lutam a nos somarmos na construção de nossa unidade e solidariedade baseados no internacionalismo operário.
        Entendemos ser fundamental, ante a crise, construir nossa unidade internacional, buscar coordenar e unificar nossas lutas. Chamamos a todos que lutam e resistem, independente de filiação ou não em alguma central ou organização internacional, que nos somemos para construir a unidade internacional, tão necessária para enfrentar os planos imperialistas.
        Aprofundar nossas trocas de experiências, debater de maneira livre e democrática nossas concepções e visões, impulsionar uma Coordenação dos setores independentes e alternativos.
        Para ações de solidariedade e unidade, com campanhas unitárias queremos construir uma rede que possa divulgar nossas lutas, ações e experiências, articular campanhas e iniciativas unitárias como passos no fortalecimento da unidade internacional.
        Chamamos a realização de um Encontro Internacional de organizações sindicais e populares, independentes e alternativas para o final de abril, inicio de março de 2013, em Paris, na França para avançar no debate e compreensão da realidade e na unidade de nossa luta para enfrentar os ataques.

        A crise econômica imperialista se repete e se potencializa com o aprofundamento das contradições de um sistema de produção de exploração e opressão.
        A maior crise, desde 29, é profunda e atinge todos os aspectos da vida dos povos de todo o mundo. Para os patrões e seus governos é a necessidade de uma verdadeira guerra social. Ataques brutais contra nossos  direitos e conquistas sociais. Apropriação de recursos naturais com consequências ambientais catastróficas. Assalto ao patrimônio público e desmonte e privatização dos serviços públicos. Desemprego para as novas gerações e perda da proteção social, aposentadorias e outras conquistas. Tudo isto para garantir o patrimônio dos banqueiros e empresas multinacionais.
        Para impor sua saída se utilizam de todos os métodos necessários. Da repressão de todas as maneiras que a correlação de forças lhes permite. Com a criminalização  com  processos, prisões e repressão permanente contra todos que lutam e se enfrentam contra seus planos. Ocupações e intervenções militares para garantir seu projeto.  Da divisão dos movimentos, se utilizando de todas as formas de opressão e discriminação que possa nos dividir como a xenofobia, o machismo, a homofobia, o racismo, etc.
        As consequências concretas são os ataques às conquistas dos trabalhadores europeus, nos cortes na educação e saúde e investimentos públicos em todo o planeta, na ocupação militar do Haiti, na busca de intervir no processo da primavera árabe com militarização, tropas e ocupação, na crise alimentar consequência da monopolização da produção agrícola, na apropriação cada vez mais voraz dos recursos naturais  em todo o planeta e o aumento da degradação ambiental, no racismo, machismo, sexismo, xenofobia e todo tipo de preconceito e opressão, no retrocesso brutal nas políticas sociais universalizantes como educação, saúde, previdência e outros serviços públicos.
        Os efeitos da crise não são sentidos da mesma maneira em todo o mundo. O crescimento econômico, que ainda se mantêm na América Latina, China e outros países não, pode ser visto e compreendido como algo contraditório com a crise econômica imperialista. Mas como ritmos distintos dentro da mesma situação da crise econômica imperialista, que se utiliza inclusive de investimentos maiores em países onde pela combinação de aspectos como mão de obra mais barata, novos mercados, etc., permitem uma extração de mais valia maior neste momento. Compreender de um lado as especificidades e não colocar um sinal de igual nas situações é fundamental para os que querem resistir e lutar. Mas entender a realidade como um todo, onde mesmo com crescimento, se aprofunda a exploração e a apropriação de recursos públicos e naturais, é o que pode nos permitir manter uma política classista e internacionalista de combate à ordem imperialista internacional.
        Mas por outro lado, nossa classe busca de todas as maneiras lutar e resistir por todo o planeta. Das Greves Gerais do povo grego, as mobilizações dos estudantes chilenos, das greves na China ao povo árabe se mobilizando e tomando praças e armas para derrubar ditaduras de décadas como na Tunísia, Egito, Líbia, Síria, Baherin, etc. Da luta heroica do povo palestino às mobilizações de povos originários na América Latina em defesa da água, dos recursos naturais. Das manifestações da juventude no estado nacional espanhol, às mobilizações nas praças dos Estados Unidos, as ações dos estudantes britânicos contras os custos da educação, os cortes no orçamento e a privatização até o enfrentamento da agenda privatizadora do governo por parte dos ferroviários britânicos. Das greves gerais e mobilizações na Espanha, Portugal, França as comunidades em Moçambique se mobilizando contra os efeitos da mineração das multinacionais, das lutas dos imigrantes em várias partes do mundo a resistência do povo palestino.
        A Primavera árabe, ao conseguir através das ações das massas derrotar e derrubar ditaduras de décadas de existência, trazem novos ares para o movimento apontando a possibilidade de vitórias a partir das mobilizações. Por isso é decisivo o apoio aos povos árabes, na sua luta contra as ditaduras, combinado com a denúncia e o rechaço de qualquer intervenção militar imperialista na região. Estas mobilizações, junto com resistência heroica do povo palestino pode levar o imperialismo a derrota do estado sionista de Israel, que teria consequências profundas para a situação internacional.
       Infelizmente, o grande capital e seus governos, contam para impor seus planos com a colaboração da maioria das direções das organizações sindicais e populares pelo mundo. Organizações burocratizadas, sem democracia onde sejam os trabalhadores e as bases que de fato decidam os rumos das lutas e resistências. E que apesar dos discursos, negociam e aceitam pactos e planos de austeridade dentro da lógica do capital. E por isso se negam a construir a unidade de fato de trabalhadores, trabalhadoras e setores explorados e oprimidos em todo o mundo. Este papel de não apoiar, coordenar ou unificar as lutas é claro e categórico na situação europeia, onde se sucedem greves gerais e tantas e tantas mobilizações e manifestações com as direções tradicionais mantendo as no máximo no âmbito nacional.
        Neste processo surgem inúmeras tentativas de novas expressões de organização para as lutas. Tentativas de resgatar a democracia onde a base possa lutar, mas também decidir, onde nossas lutas não  sejam conduzidas para pactos e negociações onde a lógica é a preservação da ordem do capital, onde nossa unidade seja retomada nas várias expressões das nossas lutas. Movimento sindical, movimentos populares, lutas por moradia e terra, povos originários em defesa de seus territórios e culturas,  desempregados, juventude, lutas contra todas as formas de opressão e preconceito, contra intervenções militares, em defesa do direito de organização e manifestação, em defesa do meio ambiente como recursos da humanidade e não para os interesses do capital. A forma como se dá este processo de resgatar organizações de luta e contra a conciliação com democracia operária e independência em relação aos patrões e seus governos tem expressões diferentes de acordo com a realidade e história de cada país.

        Nossas organizações se comprometem a buscar fortalecer nas lutas e resistência um programa de luta classista, anti opressão e exploração, anti imperialista, de defesa dos direitos sociais e trabalhistas, da defesa dos recursos naturais e do meio ambiente todas as experiências de organização onde a democracia operária, a participação da base e que combine a defesa das reivindicações concretas do dia a dia com a necessidade de construção de uma outra ordem, econômica e social que negue de maneira radical toda forma de exploração e opressão.

fonte: CSP-Conlutas

sexta-feira, 4 de maio de 2012

CSP Conlutas promove 1º de Maio classista, de luta e internacionalista


Atividade reúne mais de 2 mil pessoas na Paulista e conta a participação de sindicalista egípcia, operários de Belo Monte (PA) e Comperj (RJ) em greve

Ato conta com trabalhadores da maioria dos estados brasileiros e representações de 20 países


A CSP-Conlutas – Central Sindical e Popular, junto com outras organizações de esquerda, reuniu mais de 2 mil pessoas em ato de 1° de Maio. Aconcentração foi no vão do Masp na Avenida Paulista, às 9h. Após a realização de um ato político com a realização de um ato político a manifestação desceu a rua Consolação e foi finalizada em frente à Igreja da Consolação.


A manifestação teve a presença de trabalhadores da maioria dos estados brasileiros. Participaram uma delegação de trabalhadores da hidrelétrica de Belo Monte e uma de trabalhadores do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), ambos em greve. Além dessas, estavam metalúrgicos de São José do Campos, trabalhadores rurais de Brasiléia e Xapuri (AC), bancários do Rio Grande do Norte, professores de diversos estados, metroviários de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, servidores públicos federais, estaduais e municipais, operários da construção pesada de Suape (PE), estudantes, rodoviários de Fortaleza (CE), representações quilombolas de diversos estados, movimentos populares de São Paulo e do Pinheirinho (SJC), além de outras categorias e organizações que atuam na luta contra as opressões (mulheres, negros e LGBT).


Presença de 20 países – Um dos pontos fortes da manifestação da CSP Conlutas foi a presença de uma delegação internacional, com representantes de organizações de trabalhadores de 22 países: Egito, França, Itália, Alemanha, Espanha, Inglaterra, Senegal, Benin, África do Sul, EUA, Canadá, Costa Rica, Haiti, México, Argentina, Chile, Peru, Bolívia, Paraguai, Uruguai.


A atividade foi encerrada pela presidente do Sindicato Independente dos Trabalhadores de Giza, membro do comitê de direção da Federação dos sindicatos independentes do Egito, Fatma Ramadan que saudou os trabalhadores aqui do Brasil e ressaltou o perfil classista e internacionalista da Central.

Fatma contou aos trabalhadores presentes no ato os problemas enfrentados em seu país. ” Lá no Egito também sofremos com as demissões em massa e as terceirizações que retiram direitos. O capitalismo quer que paguemos a conta da crise. A revolução no Egito deve se espalhar pelo mundo para combater esses ataques”, salientou.

O 1º de Maio organizado pela CSP-Conlutas encerrou o 1° Congresso Nacional da Central, que ocorreu na cidade de Sumaré (SP), de 27 a 30 de abril.

Diferente do 1º de Maio de outras centrais sindicais, a manifestação não foi patrocinada por empresas ou governos.

fonte: http://cspconlutas.org.br/2012/05/csp-conlutas-promove-1o-de-maio-classista-de-luta-e-internacionalista/

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Plano de ação aprovado em congresso reúne reivindicações, bandeiras e campanhas


O plano de ação foi aprovado por ampla maioria.

A Central Sindical e Popu­lar – Conlutas deve reafirmar a busca da uni­dade como um objetivo permanente para a defesa dos direitos e da melho­ria das condições de vida da classe trabalha­dora. Não poupará esforços para construir mobilizações unitárias com todos os setores que se disponham, fazendo um chamado permanente às direções majoritárias do movi­mento para que rompam com o governo e as políticas contrárias aos interesses dos traba­lhadores, somando-se à luta. Da mesma forma, nossa Central reafirma a manutenção de iniciativas próprias, autonomia de atuação e defesa de seu programa.

Vejas as principais reivindicações e bandeiras de luta:

- POR UM PLANO ECONÔMICO DOS TRABALHADO­RES

- REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO SEM REDUÇÃO SALARIAL- CONTRA AS PRIVATIZAÇÕES – DEFESA DO PATRIMONIO E DOS RECURSOS NATURAIS DO BRASIL

- PELO DIREITO À MORADIA DIGNA/ TERRA PARA QUEM NELA TRABALHA – REFORMA AGRÁRIA JÁ

- DEFESA DA APOSENTADORIA E DA PREVIDÊNCIA PÚBLICAS

- CONTRA OS CORTES DO ORÇAMENTO – DEFESA DO SERVIÇO PÚBLICO E DOS DIREITOS SOCIAIS DO POVO BRASILEIRO – COMBATE À CORRUPÇÃO

- EM DEFESA DA EDUCAÇÃO E DA SAÚDE PÚBLICAS

- EM DEFESA DOS (AS) SERVIDORES (AS) PÚBLICOS (AS)

- NENHUM DIREITO A MENOS – CONTRA A PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO

- CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO DA POBREZA E DOS MOVIMENTOS SOCIAIS

-DESMILITARIZAÇÃO DAS POLÍCIAS MILITARES E CORPOS DE BOMBEIROS

- CONTRA O NOVO CÓDIGO FLORESTAL/ EM DEFESA DO MEIO AMBIENTE

- CONTRA TODA FORMA DE DIS­CRIMINAÇÃO E OPRESSÃO

- ORGANIZAÇÃO SINDICAL LIVRE

- SOLIDARIEDADE E LUTA EM DEFESA DOS TRABALHADORES

- OPOSIÇÃO DE ESQUERDA AO GOVERNO DILMA POR UM GOVERNO DOS TRABALHADORES E POR UMA SOCIEDADE SOCIALISTA

Vejas as principais campanhas para o próximo período

- Unificação das lutas e fortalecimento da uni­dade de ação

- Campanha Salarial dos Servidores Federais

- Construir um grande ato nacional durante a realização da Rio+20 com todas as organizações que participarão da Cúpula dos Povo

- Unificação das campanhas salariais do segun­do semestre de 2012

- Campanha contra os crimes da Copa do Mundo e a luta dos “Novos Pinheirinhos:

- Campanha pelo direito à organização dos tra­balhadores em seus locais de trabalho

- Derrotar a reforma sindical e trabalhista

- Campanha contra as privatizações

Há ainda resoluções sobre a criminalização dos movimentos, o movimento negro, mulheres trabalhadoras, LGBT, mortes no campo, votação da PEC do trabalho escravo.

fonte: http://cspconlutas.org.br/2012/05/plano-de-acao-aprovado-em-congresso-reivindicacoes-bandeiras-e-campanhas/

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Plenário aprova resoluções sobre balanço e organização da Central



A atuação da CSP-Conlutas no último período e propostas referentes à organização da Central foram os temas das primeiras resoluções aprovadas pelos delegados neste domingo, dia 30, último dia do Congresso.

Sobre o balanço da atuação da Central, houve um consenso de que apesar de ainda ser uma central minoritária no movimento sindical e popular, a CSP-Conlutas interveio nas principais lutas ocorridas no país.

Ao plenário foram apresentadas duas propostas de balanço geral. A Resolução 1, aprovada por maioria em diversos grupos de trabalho, foi aprovada por maioria no plenário.

Foi destacado que a Central atuou ativamente em diversas campanhas políticas, lutas de categorias, eleições sindicais, congressos, jornadas do movimento popular, lutas estudantis, plebiscitos populares, entre outras. Destacou-se ainda a intervenção internacional, em países como Haiti, Palestina, Chile, Argentina, da Europa, entre outros.

A resolução destaca que apesar do balanço positivo, há muito que se avançar, seja na estruturação da Central, na plena incorporação dos movimentos populares, estudantis e de luta contra as opressões, no combate às praticas discriminatórias no interior das entidades, ao machismo e ao preconceito, no combate à burocratização e no fortalecimento da organização de base. “São deficiências que não hesitaremos em enfrentar”, diz trecho da resolução.

O balanço do Conclat, realizado em 2010, a política de Unidade de Ação da CSP-Conlutas, eleições e chapas sindicais também foram assuntos debatidos.

Outro tema que foi à votação foi um balanço específico sobre a questão do movimento popular, a partir de uma proposta de resolução discutida no grupo de trabalho. A resolução 3 reconheceu o avanço importante que foi a definição do caráter da central como sindical e popular, no Conclat, em 2010, a inovação da medida na história do movimento sindical brasileiro. Contudo, salientou dificuldades e limites da real incorporação do movimento popular, em questões financeiras, políticas e atividades. A resolução foi defendida pelo membro da Secretaria Executiva, Guilherme Boulos.

O tema foi para votação no plenário, pois houve posição contrária a essa resolução. Por ampla maioria, os delegados rejeitaram a resolução. Os delegados votaram a favor da defesa feita por Ana Pagamunici, que ressaltou o balanço positivo da decisão de incorporação do movimento popular na Central, em 2010, e apesar das dificuldades, conseguiu avanços sente sentido, apesar de considerar que muito ainda há de ser feito.

Organização e estatuto
Questões organizativas e estatutárias foram a voto no plenário. Em discussão temas como organização das instâncias estaduais e regionais, composição da Secretaria Executiva Nacional, percentual de contribuição à central, posição da Central em relação ao imposto sindical, entre outros.

Uma das principais discussões foi a proposta de mudança de nome da entidade para CSP – Central Sindical e Popular. A proposta, defendida pela presidente do Andes-SN, Marina Barbosa, e da executiva da Central, considerava que a mudança seria um sinal para outros setores no sentido de avançar na unidade e filiação à CSP-Conlutas.

José Maria de Almeida, da executiva nacional da CSP-Conlutas, defendeu a manutenção do nome, alegando que a marca atual é um patrimônio construído por todos que participaram da construção da CSP-Conlutas, que é reconhecida por todos aqueles que lutam no país e que rompem com o sindicalismo governista.

A manutenção do nome foi aprovada pela maioria dos delegados presentes.


1° Encontro de Mulheres da CSP-Conlutas reúne mais de 500 pessoas e elege sete delegadas para o Congresso


O 1º Encontro de Mulheres da CSP-Conlutas teve entre os objetivos principais debater a importância da organização de base para as mulheres trabalhadoras. Havia 487 delegadas vindas de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Pará, Alagoas, Pernambuco, Ceará, Paraíba, Rio Grande do Sul entre outros estados de todo país.  O evento antecedeu o 1° Congresso da CSP-Conlutas cuja abertura começou às 18h30 desta sexta-feira na Estância Arvore da Vida, em Sumaré (SP).

A representante da  Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas , Ana Pagamunici, também integrante do Movimento Mulheres em Luta, fez uma saudação com a analise da  conjuntura internacional e nacional e abordou a superexploração dos setores oprimidos pelo capitalismo.

Ana lembrou que o Brasil governado por Dilma, primeira mulher eleita presidente em nossa história, está longe de defender políticas que atendam realmente as necessidades das mulheres. “Não basta ser mulher, é preciso ter um programa que defenda a classe”, reafirmou em sua fala e frisou que infelizmente, os 16 meses deste governo mostram que Dilma optou por governar para banqueiros e empresários.

Foi explanado ao plenário o debate sobre o que é a classe trabalhadora hoje, onde 56% das mulheres trabalhadoras estão no serviço público e 20% no privado. Nos últimos anos houve 120% de adesão das mulheres no mercado de trabalho, e, por isso, foi discutida importância de se ter políticas para que as mulheres conquistem sua autonomia.

No debate foi levantado que 33% das mulheres ganham a menos que os homens, mesmo cumprindo a mesma função. Além disso, são 35% nos serviços terceirizados. “Não é possível pensar na classe trabalhadora, sem pensar nas mulheres”, afirmou Ana.

A dirigente ressaltou aos presentes que Dilma vetou a lei que exigia a aplicação de multa as empresas que pagavam salários inferiores às mulheres que cumpriam a mesma função dos homens.  Para a dirigente, isso ocorre por conta do machismo ainda existente na sociedade e é preciso combatê-lo. Ana defende que essa é  uma  luta dos homens e das mulheres. “A violência contra as mulheres também precisa ser combatida, pois os índices de agressão tem sido alarmantes”, acrescentou.

 “Não basta reafirmar que a luta das mulheres é importante, é preciso que a CSP-Conlutas continue intensificando o encontro das mulheres nos sindicatos, na organização de trabalho, nas CIPAs, construção de creches entre outras reivindicações das mulheres”, avaliou.

Ana disse,  ainda,  que é preciso ocupar os espaços de discussão nos movimentos sociais de luta por moradia, onde a maioria são mulheres, como no caso do Pinheirinho. Todas estas políticas tem o sentido de garantir e fortalecer a organização das mulheres trabalhadoras.

“A atual conjuntura nos impõem dois desafios: organização nos espaços políticos e o nosso fortalecimento. Somente com a organização vamos construir uma proposta de luta para ser aprovada no 1º Encontro Nacional das Mulheres da CSP-Conlutas”, conclui.

A plenária contou com a participação da estudante Daniela, da Federação Nacional dos Estudantes da Costa Rica, que apresentou a experiência das mulheres do seu país e reafirmou que a unidade é fundamental para superar os ataques contra a classe trabalhadora e contra as mulheres. Também saudou o encontro a sindicalista egípcia Fatma Ramadan, ue esteve à frente da luta recente dos trabalhadores egípcios.

A pós essa apresentação ocorreram outras saudações de ativistas sindicais e de movimentos sociais e a divulgação de experiências de organização de base no setor privado, público, movimento sindical e movimento popular.

Metalúrgicas – A dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de Sâo José dos Campos, Rosangela Calzavara, parabenizou a CSP-Conlutas pelo debate sobre organização de base. A sindicalista abordou a experiência e do fortalecimento das CIPAS, as delegacias sindicais e as comissões de fábrica, composta por mulheres.

Segundo Rosângela, é fundamental o debate sobre organização sindical, “desde que existe o capitalismo, os trabalhadores precisam se organizar”, falou. Lembrou ainda que desde a traição da CUT e com a política de retirada de direitos imposta pelo governo Dilma, contra a classe trabalhadora, é preciso intensificar a organização dos trabalhadores e trabalhadoras. “Precisamos fortalecer a luta em defesa dos nossos direitos e, para isso, precisamos trazer as mulheres para essas discussões”, salientou.

Para a metalúrgica, vários são os desafios das mulheres entre os quais dupla jornada, machismo, precarização do serviço com a terceirização e conquistar espaço dentro dos sindicatos e na política.

“A sociedade nos divide pela opressão e o machismo, por isso, a vinda das mulheres ao congresso nacional da CSP-Conlutas é fundamental”, ressaltou.

Construção civil – A coordenadora geral do Sindicato da Construção Civil de Belém,  Deuzinha , trouxe as experiências de seu setor, retratando o crescimento da mão de obra feminina.  “Em 2006 eram 99 mil trabalhadoras nos canteiros de obras e em 2010 já são 180 mil”, contou. O próximo passo, segundo ela, foi ocupar os espaços do sindicato e construir a Secretaria de Mulheres. Com isso, a campanha salarial da categoria incorporou todas as reivindicações das operárias.

“As nossas dificuldades, como em todos os locais, é o assédio moral, sexual e o machismo. Lutamos também por escolas e hospitais. Mas é preciso combater acima de tudo, o machismo dentro dos canteiros de obras”, ponderou.

Segundo Deuzinha, as mulheres da construção civil tem atendido o chamado da CSP-Conlutas e do sindicato, “a grande vitória da nossa organização foi a participação de 46 operárias no debate de mulheres no 8 de março, e hoje estamos em sete operárias presentes no 1º Congresso Nacional da CSP-Conlutas”, concluiu Deuzinha.

Após as falas da mesa o debate foi aberto para o plenário  que enriqueceu o debate  com a troca de experiências das mulheres trabalhadoras.

 À tarde, uma companheira egípcia saudou o encontro e contou  as mulheres aqui do Brasil as dificuldades e lutas das mulheres de seu país.

Foi a provada uma carta  com as principais demandas e desafios das mulheres para o próximo período. Além disso, foi aprovada a realização de um próximo encontro para o primeiro semestre de 2013.

Em seguida foram apresentadas três teses que farão parte dos debates no 1º Congresso Nacional da CSP-Conlutas. São elas: “Por uma CSP-Conlutas de base e antigovernistas. Um sindicalismo para além do capital”, “Construir a unidade da classe trabalhadora da cidade e do campo para derrotar os ataques dos patrões e dos governos”  e “Fortalecer a CSP-Conlutas: avançar na unidade da luta e na organização de base”.

Ao final foram eleitas sete delegadas para representar o Movimento de Mulheres em Lutas no 1°  Congresso Nacional da CSP-Conlutas.

fonte: http://mulheresemluta.blogspot.com.br/2012/04/1-encontro-de-mulheres-da-csp-conlutas.html

quinta-feira, 26 de abril de 2012

1° de maio: CSP-Conlutas convoca ato nacional na Avenida Paulista (SP)


Um grande ato nacional vai comemorar o dia internacional dos trabalhadores e fechará a programação do 1° Congresso da CSP-Conlutas. A atividade Nacional será realizada na Avenida Paulista com concentração às 10h, no Vão do Masp. Às 11h, os manifestantes saírão em marcha com destino à Praça da República onde realizarão o Encerramento Unificado do 1 de Maio junto com outros setores da esquerda independente.

Será um ato classista, organizado pelos sindicatos e demais entidades de classe, sem financiamento das empresas, governos e ONGs, na cidade de São Paulo (SP).

Reunirá os milhares de trabalhadores (as) presentes no Congresso e delegações de diversos estados brasileiros, levantando bem alto as bandeiras de luta dos movimentos sindicais, estudantis e populares brasileiros, abandonadas pela maioria das direções, hoje alinhadas com as políticas dos governos.

Uma delegação internacional comparecerá ao ato, confirmando a vocação internacionalista da CSP Conlutas e nosso compromisso com a luta dos trabalhadores em todo o mundo, contra o capital e por uma sociedade sem exploração.


Campinas
Um ônibus organizado pela CSP-Conlutas sairá de Campinas para participar do 1º de maio em São Paulo. Os interessados devem entrar em contato pelo e-mail levanteunicamp@gmail.com


Veja o panfleto de divulgação nacional

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Hoje é dia de paralisação do serviço público federal

disponível em: CSP-Conlutas


A paralisação será uma resposta e advertência ao governo pelo descaso em relação à pauta de reivindicações da categoria e o protesto criticará as privatizações no setor público federal

O governo Lula aprovou no ano passado a privatização dos Hospitais Universitários criando a EBSERH (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares).  Neste ano, o governo de Dilma Rousseff também conseguiu aprovar a privatização da previdência do servidor público, acabando com a integralidade e criando a FUNPRES (Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal), que nada mais é do que um fundo complementar de previdência privado, no qual o servidor vai ter que recorrer para complementar seu salário após a aposentadoria.

Não bastassem esses ataques, desde 2008 não há recomposição nos salários, e mesmos os acordos firmados com algumas categorias no ano passado, ainda não foram aprovados no Congresso Nacional. “Com os governos petistas é assim, chumbo grosso para cima dos servidores federais, congelamento dos salários, privatização na saúde e previdência e retirada de direitos”, avaliou  o membro da CSP-Conlutas, Paulo Barela.

Segundo o dirigente da Central, após várias reuniões com os representantes da Secretaria de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, sem que nenhuma das reivindicações tenha sido atendida, os servidores federais decidiram paralisar suas atividades em todo o Brasil no dia 25 de abril, em protesto contra a política do governo Dilma-PT para o setor público. “Não há paciência que resista a tamanhos ataques e a dos servidores federais se esgotou”, enfatizou Barela.

A decisão, tomada pelo Fórum Nacional, que reúne 28 entidades dos servidores Federais mais as centrais sindicais, CSP-CONLUTAS, CTB e CUT, é uma sinalização para o governo de que a categoria não está para brincadeira. “Essa decisão vai no sentido de ampliar o processo de mobilização para construir a greve geral por tempo indeterminado no serviço publico federal, ainda neste semestre”, ressaltou.

A CSP-Conlutas é uma das entidades mais atuantes no fórum dos servidores federais e não só apoia a luta dos servidores federais como coloca todo o esforço de suas entidades filiadas para construção dessa paralisação nacional.

É preciso mostrar para o governo Dilma-PT que sua política econômica, voltada para os interesses dos grandes empresários, banqueiros e latifundiários, encontra forte resistência da classe trabalhadora. Tem sido assim nas grandes obras do PAC e da Copa do Mundo, onde os operários da construção civil lutam contra as péssimas condições de trabalho e os baixos salários e se expressa também na resistência e luta dos servidores federais contra a retirada de seus direitos e os cortes no orçamento da União, que prejudicam a prestação de serviço de saúde e educação para a população carente de nosso país.

terça-feira, 24 de abril de 2012

ACESSIBILIDADE JÁ


Contribuição para o “Xl Congresso dos Trabalhadores da UNICAMP”

Autora: Ruth Hosana Cezarino da Silva
Biblioteca IMECC/UNICAMP


        Este trabalho visa despertar comunidade UNICAMP, desde as instâncias superiores até o usuários dos serviços prestados por ela, a atenção para o trabalhador com deficiência nos setores da universidade. Baseando-se nas leis que apoiam o trabalhador com deficiência no Brasil, inicia-se uma luta para a conquista de seus direitos junto à universidade.
        Aproveitando a oportunidade de participação no XI Congresso dos Trabalhadores da Unicamp, cita-se o STU como sinônimo de luta e canal para se chegar aos objetivos propostos. Mais do que isso, espera-se que todas as pessoas se conscientizem da importância desta luta e que as barreiras do preconceito seja derrubadas.

Por que a luta?
        Não é raro encontrar no dia a dia, até mesmo no corpo funcional da universidade (UNICAMP) pessoas com deficiência física, sensorial ou motora. Um cadeirante percorrendo as rampas ou embarcando em um ônibus coletivo; uma pessoa com deficiência visual deambulando com um bastão; duas ou mais pessoas conversando na linguagem de sinais. Estes quadros são frequentes atualmente e a cada dia essa realidade tende a ser encarada da forma mais natural possível.
        Más... será que todas as pessoas realmente encaram estas situações de forma natural? Será que o trabalhador com deficiência, idoso, ou uma pessoa anã, não sofre preconceitos até mesmo dentro do ambiente de trabalho? Será que as equipes de trabalho, bem como os líderes, estão preparados psicologicamente para oferecer ao colega/subordinados com deficiência, um tratamento igualitário sem ferir sua moral e auto estima? Será que o trabalhador com deficiência, tem conhecimento básicos, das leis que
o apoiam como funcionário público? Acredita-se que não.
        Estas questões, realmente poderão ser respondidas, quando as pessoas estiverem convivendo de perto com a realidade. Quando realmente houver uma pessoa com deficiência, atuando como funcionário na equipe. Isto é característico do ser humano, quando somente reagem ás emoções, ao contato muito próximo da realidade.
        O que acontece na maioria das vezes é que, o trabalhador com deficiência no decorrer do tempo, acaba se interagindo com a equipe de trabalho de tal forma, que automaticamente sua deficiência se torna uma realidade natural. Isto é muito bom, porém, nem sempre acontece dessa forma. Em alguns casos, o funcionário com deficiência enfrenta preconceitos, oriundos ora de lideres, ora de componentes de equipe, os quais simplesmente não possuem uma preparação psicologicamente adequada, para o relacionamento à pessoas com deficiências.
        A UNICAMP já tem avançado um tanto, na questão da acessibilidade no Campus. Percebe-se na construção de rampas nas calçadas e entradas de alguns prédios do campus, adequações de alguns ambientes com a colocação de pisos táteis, corrimão, elevadores, banheiros com um boxes acessíveis, ônibus circulares acessíveis, etc. Mas... em contrapartida ainda há muito o que se fazer, principalmente com relação às barreiras do preconceito.

O Que se propõe a fazer?
        O objetivo desta tese é sensibilizar e promover ações informativas e educativas junto a comunidade da UNICAMP, com relação ao trabalhador com deficiência. Estimulando a inserção e readaptação do trabalhador nos diversos ambientes de trabalho, a direção está voltada especificamente para a sua qualidade de vida e a inclusão no trabalho.
        Em tempos remotos, as ações visavam a integração, ou seja, as pessoas com deficiência deveriam ser adaptadas aos formatos dos ambientes já existentes na sociedade. Felizmente hoje já se aplica a inclusão, quando o ambiente se adapta às necessidades das pessoas.

Onde estão os direitos do trabalhador com deficiência?
        Atualmente são inúmeras as leis que apoiam as pessoas com deficiência, tanto á nível nacional quanto internacional. A tendência é que se crie mais leis a medida em que esta realidade se torne mais complexa. Entre as principais estão a “Lei de Quotas”, a qual permite uma porcentagem de vagas para pessoas com deficiência em todos as categorias de seleção, inclusive em concurso público:
        Entre muitas leis existentes no Brasil e no Exterior, algumas podem ser conferidas no site: http://www.soleis.com.br/deficiencia.htm

Depoimentos:
1- Diálogo entre um funcionário público municipal com deficiência e um advogado:
“Tenho direito a redução de carga horária, pois trabalho 44 horas semanais? Sou portador de deficiência física (póliomelite); sou efetivado, fiz concurso para o cargo de deficiente; tenho mais de 4 anos de trabalhando na prefeitura.
Resposta: Olá... Não, e o seu trabalho é condizente com as suas deficiências (o que obviamente deve ser, já que o concurso foi específico para deficiente), não há qualquer direito que lhe caiba, muito menos redução de jornada. A única preferência que tem, é um trabalho que não implique em discriminação ou prejuízos a sua saúde. Mas o horário é igual para todos (e não deveria ser de outro modo, afinal todos somos iguais perante a Lei - Art. 5º, "caput" da CF/88).
Comentário do autor da pergunta:
Si, sua resposta vai ajudar bastante, tomara que um dia alguém lhe seja tão prestativa como você foi para mim. Beijos. Carlos”

2- Respostas recentes (Abril de 2012) de uma funcionária com deficiência motora, na UNICAMP.
As respostas serão sigilosas, não sendo intenção publicar nomes. Serão provavelmente utilizadas como base, para justificativa em trabalhos futuros.
Você tem o conhecimento das leis que o protege/beneficia como funcionário público com deficiência? Resposta: “A única lei que conheço é sobre as cotas no momento da inscrição para o processo seletivo.”
Enfrenta algum problema para desempenhar sua função, com relação á: máquinas, equipamentos e infraestrutura, de maneira geral na universidade:
Resposta: “o grande problema é a distancia entre os lugares e algumas calçadas irregulares na universidade, a falta de acessibilidade em alguns prédios é a maior dificuldade que encontro. Algumas rampas em
calçadas estão mal planejadas, elas são muito íngremes dificultando mais do que ajudando”.

O que pode ser mudado?
        Com base na lei 8.028 de 1990 - parágrafo único, algumas ações se fazem necessárias para que a universidade esteja favoravelmente enquadrada nelas. As propostas são:
• Promover ações para que todos os institutos da universidade insiram em seus quadros funcionais, uma ou mais pessoas com perfis acessíveis, ou seja aptas a oferecerem treinamentos à pessoas com deficiências como: interprete da linguagem LIBRAS, idiomas estrangeiro, etc. E até mesmo agilidade física para
locomoção, no caso de deficiência física motora.
• Discutir novas propostas para oferecer mais facilidades e benefícios ao trabalhador com deficiência e levá-las as instâncias superiores.
• Fortalecer as ações para que todos os institutos e faculdades, preparem-se para receber trabalhador com deficiência suas equipes . As metodologias poderão ser com o segue:
- estimulando a conscientização através de treinamentos palestras, campanhas, distribuição de cartilhas, etc.– onde as equipes são treinadas física e psicologicamente para a convivência e adaptação com o colega deficiente. Cumprindo a lei: Lei 10.0098/00 – Cap.VIII
- preparar gestores de equipes para a seleção e, remanejamento das mesmas, desde os primeiros momentos como processo de seleção na universidade (gestão de equipes) utilizando por exemplo, técnicas da “inteligência emocional”. Um modelo dessas técnicas está no artigo apresentado no SENABRAILLE/2011. Cumprindo a lei: Lei 7.853 de 24 de Outubro de 1989. Parágrafo único. IV -b.
- adequando equipamentos e materiais; otimizando as atividades da equipe de forma plena e harmoniosa.
• Fortalecer as ações existentes para que todos os institutos e faculdades componham entre os equipamentos básicos de trabalho, outros como cadeiras de rodas, muletas, entre outros objetos, para facilitar o acesso ás dependências em situações de emergência.
• Estender benefícios também à trabalhadores que possuem dependentes com deficiência física, propondo regulamentos junto aos órgão competentes.
• Entre outras propostas futuras.

Em conclusão...
        Certamente o espaço deste congresso é um momento rico, para se expor as expectativas do trabalhador. Pode se dizer um “momento rico” pois, sendo o STU um órgão destinado também a apoiar o trabalhador nas inúmeras reivindicações, galgando montanhas e atravessando mares de preconceitos políticos governamentais, na maioria das vezes conquista seus espaços. Em se falando de preconceito... não poderia deixar de incluir também, as expectativas destes trabalhadores com deficiência. Porque?
− É um espaço extremamente importante para se fazer ouvir a voz do trabalhador e porque não, a voz da “Inclusão Social”?
− Não são ouvidos como deveriam ser. As atenções direcionadas, são ainda um tanto superficiais por parte até mesmo, das próprias equipes de trabalho. Quando se propõe um tema a discutir na universidade, a questão da inclusão social fica para depois. Por que será que isso acontece? Isso deve ser mudado!
− É acreditável que, através destas oportunidades, como liberdade de expressão, a questão da “inclusão social” se tornará cada vez mais comum na linguagem popular da universidade, do Brasil e do mundo.
− Quando se fala de usuários dos serviços que a universidade oferece á população, não se pode esquecer dos que estão nos “bastidores” : o trabalhador que, em virtude das novas tendencias das leis da “inclusão social”, sempre terá um trabalhador com deficiência.
        Muitas vezes os componentes da equipe sindical, arriscam suas carreiras funcionais junto em debates com as instâncias superiores da universidade, más acreditam que,a luta unificada vence muitas barreiras. Portanto é digno de ser ouvido, discutido e aplaudido pelos avanços conquistados pela coragem e determinação e muito mais pela esperança de um futuro premiado de novas conquistas.

e-mail para contato: ruthosac@ime.unicamp.br

1º Encontro de Mulheres da CSP-Conlutas


               No dia 27 de abril, um dia antes do Congresso da CSP Conlutas, vai acontecer o 1º Encontro de Mulheres da CSP-Conlutas, uma alternativa de organização e luta para a classe trabalhadora brasileira. A organização das mulheres trabalhadoras em espaços específicos de discussão e organização de suas lutas são fundamentais para a constante batalha para que as demandas das mulheres sejam permanentemente incorporadas pelo conjunto das organizações da classe trabalhadora, como os sindicatos e a CSP Conlutas.
Para participar do Encontro, não precisa ser eleita delegada, pois será um Encontro, que vai discutir a conjuntura e a importância da organização de base para as mulheres trabalhadoras. O Encontro terá uma taxa que vai garantir o café da manhã e o almoço do dia 27 (sexta feira).
               As trabalhadores da Unicamp que quiserem participar podem enviar um e-mail para levante.unicamp@gmail.com para maiores informações.


Programação e funcionamento do Encontro:
9h: Pequena solenidade de abertura e saudação de uma ativista egípcia que virá ao Encontro de Mulheres, Congresso da CSP Conlutas e Encontro Internacional.
9h30: Mesa: fala de conjuntura, abordando os principais acúmulos da CSP Conlutas sobre o tema e apresentando o conteúdo da Carta que busca-se aprovar no Encontro.
Falas de alguns sindicatos e movimentos que vão refletir experiências de organização de base no setor privado, público, movimento sindical e movimento popular. Logo após serão abertas falas para o plenário.

12h30: Almoço

14h: Leitura e aprovação da Carta do Encontro de Mulheres

14h30 às 16h30: Plenária do Movimento Mulheres em Luta
- Breve apresentação das Teses ao Congresso da CSP Conlutas
- Apresentação da proposta de nomes das delegadas do MML ao Congresso
- Apontamento da realização do Encontro Nacional do MML

Para saber mais, acesse o blog do MML

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Congresso Nacional da FASUBRA: derrota da CUT e fortalecimento do polo de esquerda

fonte: CSP-Conlutas


O XXI CONFASUBRA (Congresso Nacional da Fasubra – Federação de Sindicatos de Trabalhadores em Educação das Universidades Brasileiras) aconteceu de 11 a 15 de abril, em Poços de Caldas (MG), com participação de 1.076 delegados (as) vindos de todos os estados do Brasil.

O evento foi polarizado entre as posições do bloco de esquerda e a bancada governista. O congresso teve como ponto alto a votação da proposta apresentada pelos cutistas defendendo a refiliação da FASUBRA à CUT.  Os governistas bem que tentaram, mas por maioria do plenário, os delegados e as delegadas, presentes ao XXI CONFASUBRA, mantiveram a desfiliação da federação à CUT.

O companheiro Doni, da direção nacional da entidade e militante da CSP-Conlutas, falou aos congressistas em defesa da manutenção da desfiliação: “Se no congresso passado defendemos a desfiliação dessa central chapa branca, porque apoiou a reforma da previdência de 2003 e esteve ausente nas lutas dos servidores federais contra o governo Lula, agora nossas razões são ainda maiores”, salientou.

Segundo o dirigente, a CUT nada fez para apoiar a luta dos servidores federais contra a aprovação do FUNPRESP e a EBSERH. “Ao contrário, os ex-dirigentes dessa central pelega, hoje parlamentares, votaram pela privatização da saúde e previdência do servidor federal. Ainda não derrotamos completamente o governismo em nossa federação, mas sua central entreguista, comprometida com o governo, os patrões e a burguesia, não passará em nosso congresso”, salientou.

Após as defesas, a decisão foi de manter a federação desfiliada da CUT com 534 congressistas votando contra a refiliação e 489 a favor.


Calendário de lutas aprovado no debate sobre o plano de ação

25/04 – Organizar a participação dos trabalhadores das Universidades no Dia Nacional de Luta com paralisação dos servidores;

30/04 - Data limite para o governo responder à pauta de reivindicações do Fórum Nacional das Entidades dos SPF;

09 e 10/05 - Paralisação Nacional com os eixos: reajuste emergencial (com negociação das pautas protocoladas no MEC e MPOG), elevação do piso  salarial e aumento do auxílio alimentação, racionalização, aposentados e Anexo IV;

17/05 - Envio de Caravanas à Brasília;

30/05 - Data limite para encerramento das negociações da pauta específica com o Governo Federal.

CSP-Conlutas propõe unificação da esquerda e sai fortalecida na direção da FASUBRA

Desde o início, os delegados (as) da CSP-Conlutas defenderam a construção de um polo de oposição, unificando todas as forças de esquerda presentes no congresso para tentar derrotar o governismo. Um panfleto chamando a unidade foi apresentado aos congressistas com a proposta de uma chapa unificada para a Direção Nacional. A Frente Sindical BASE, composta por militantes da CSP-Conlutas, MES e Independentes, e o VAL (C-SOL, Intersindical e Independentes) tiveram acordo desde o início com essa unidade. Porém, havia resistência nos outros setores – Unidos pra Lutar e PSLivre. No final, a chapa unitária só foi fechada porque esses dois setores foram muito pressionados por suas bases, que exigiram de suas direções que compusessem a unidade com as outras forças.

Para o membro da CSP-Conlutas, Paulo Barela, presente no Congresso, essa foi uma vitória muito importante para a CSP-Conlutas, que se expressou na construção do maior bloco do congresso, uma vez que o governismo se dividiu em três chapas: duas cutistas, CSD e Tribo, e uma da CTB. Apesar de, na soma dos cargos, as três chapas governistas terem maioria, ou seja, 13 cargos, contra 11 do Bloco de Esquerda, na Coordenação Geral, o bloco ficou com duas vagas, enquanto que os governistas ficaram com apenas uma. Como a CSP-Conlutas era majoritária no BASE e essa frente teve o direito de escolher a terceira vaga na Coordenação Geral, foi eleito o companheiro Gibran, de Goiás, integrante da Central.

Segundo Gildean, “derrotamos o governismo na FASUBRA e nossa Central vai ocupar uma posição de destaque nessa direção”. Para ele, isso comprova que a política de unidade com todas as forças de esquerda em uma única chapa estava acertada. “Vamos viver um novo patamar na disputa política da direção da FASUBRA, com melhores perspectivas na base da categoria”, sintetizou.

A companheira Ivanilda, também da CSP-CONLUTAS, foi eleita na direção para desenvolver o trabalho na Secretaria da Mulher Trabalhadora. “O machismo infelizmente ainda é uma marca muito forte na Universidade Federal e a FASUBRA nunca conseguiu apresentar um projeto consequente para combatê-lo”, explicou. Ivanilda destacou ainda que a marca desta Secretaria será a construção de um projeto, no marco da luta de classes. “A luta da mulher pela sua emancipação e contra a opressão machista se combina com a luta contra as políticas dos governos burgueses e contra o capitalismo”, destacou.

Marcelino Rodrigues, que deixa a direção da entidade, avaliou que na gestão na direção da FASUBRA a Central encarou um duro embate com as correntes da CUT e CTB no qual a categoria foi chamada para lutar contra o governo. Rodrigues deu como exemplo a greve do ano passado na qual o embate contra a burocracia, sobretudo a cutista, continuaram muito duros, por isso, persiste a necessidade de aprofundar a organização dos técnicos administrativos para enfrentar o governo do mesmo modo. “Creio que os companheiros da CSP-CONLUTAS que assumem essa nova direção reúnem as condições e o comprometimento necessário para desenvolver a tarefa”, avaliou.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Amanhã tem Assembleia Geral no Básico!

Estamos na reta final do Congresso do STU!

As últimas unidades estão realizando suas reuniões setoriais para tiragem de delegado e terça-feira (17/04) tem a Assembleia Geral, no básico às 12h.

Aqueles que não saíram como delegados em suas Unidades deverão participar da Assembleia Geral.

A cada 10 presentes, sai um delegado. Todos presentes! Vamos fazer um bom Congresso para traçar as nossas lutas para os próximos dois anos!

Clique aqui e conheça a nossa tese: O futuro é tão grande... Vamos de mãos dadas!

terça-feira, 10 de abril de 2012

Quinta tem reunião do Levante!

Quinta-feira será a reunião do coletivo!


Não esqueçam: dia 12 de abril, às 12h00, nas mesinhas do IMECC.

Pautta:

Congresso do STU e Congresso da CSP Conlutas - perspectivas de luta e campanha salarial 2012

Todos(as) lá, para fazermos um bom encontro!

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Reunião Levante em 12 de abril, 12h00


No dia 12 de abril, 12h00, nas mesinhas do IMECC, haverá reunião do coletivo.

Assuntos:

Congresso do STU e Congresso da CSP Conlutas - perspectivas de luta e campanha salarial 2012

Todos(as) lá, para fazermos um bom encontro!

terça-feira, 3 de abril de 2012

Participe do 1º Congresso da CSP-Conlutas

Os trabalhadores de base e os diretores do STU que quiserem fazer a experiência com uma alternativa de Central Sindical que participa do processo de reorganização dos setores combativos dos movimentos sociais, poderão participar do 1º Congresso da CSP-Conlutas.

O 1º Congresso da CSP-Conlutas acontecerá de 27 a 30 de abril, em Sumaré, São Paulo. Realizaremos uma assembleia no dia 12/04 às 12h00 nas mesinhas atrás do IMECC. Participem!


A CSP-Conlutas é uma experiência inovadora na organização de nossa classe no Brasil. Unir, numa mesma entidade nacional, os movimentos sindicais, populares, da juventude e de luta contra a opressão das mulheres, negros, homossexuais e outros segmentos.





Clique aqui e conheça mais sobre a CSP-Conlutas
Clique aqui e conheça mais sobre o 1º Congresso Nacional da CSP-Conlutas

sexta-feira, 23 de março de 2012

2ª feira começam as assembleias para eleição dos delegados para XXI Congresso da Fasubra

Nesta 2ª feira, 26/03, começam as assembleias para eleição dos delegados para XXI Congresso da Fasubra.
Confira abaixo o Edital de convocação do STU


EDITAL DE CONVOCAÇÃO

A Diretoria do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp – STU, convoca todos os trabalhadores da Unicamp para Assembléias Gerais Extraordinárias, como segue:

- dia 26 de março de 2012 (segunda-feira), às 9h, no CPQBA/PAULINIA (Auditório);

- dia 26 de março de 2012 (segunda-feira), às 14h, no COTUCA (Salão Nobre);

- dia 27 de março de 2012 (terça-feira), às 13h30, em Limeira/Faculdade de Tecnologia (sala PA-3);

- dia 28 de março de 2012 (quarta-feira), às 9h, na FOP (Salão Nobre);

- dia 29 de março de 2012 (quinta-feira), às 12h, em Campinas, Ciclo Básico/Unicamp.

Fonte: STU

quinta-feira, 22 de março de 2012

Eleição do Conselho de Representantes

As inscrições para candidatos ao Conselho de Representantes encerram nesta 6ª feira (23/03).
Somente os trabalhadores sindicalizados participam das eleições, podendo votar e se candidatar.
Para maiores informações, procure o STU.

Participem!

Vamos fortalecer os CRs e a organização pela base!

quarta-feira, 21 de março de 2012

Coletivo Levante! CSP-Conlutas nas redes sociais

Nós do coletivo Levante! CSP-Conlutas defendemos que os trabalhadores devem se apropriar de todas as ferramentas de comunicação para lutarmos contra a exploração da classe.

Por isso, mantemos o nosso bolg levanteunicamp.blogspot.com como um canal de comunicação aberto e que deve ser sempre aprimorado e apropriado pelos trabalhadores da Unicamp, seja para informações locais, regionais, nacionais ou internacionais das lutas dos trabalhadores.

Também estamos no facebook, onde temos um grupo de discussão e também uma lista de discussão por e-mail.

Participe conosco!

terça-feira, 20 de março de 2012

1º Congresso Nacional da CSP-Conlutas

Nós, do Coletivo Levante-CSP-Conlutas defendemos que a definição de filiação a uma Central Sindical deve se dar após amplo debate com a base. O STU deve ter participação orgânica no processo de reorganização dos setores combativos do movimento sindical e na construção de uma central que unifique estes setores.

Por este motivo, convidamos todos a participar como observadores do 1º Congresso da CSP-Conlutas que acontecerá de 27 a 30 de abril, em Sumaré, São Paulo. Este Congresso será uma oportunidade para que nós, militantes de base, possamos fazer a nossa experiência com uma alternativa de Central Sindical que participa do processo de reorganização dos setores combativos dos movimentos sociais.

A CSP-Conlutas – Central Sindical e Popular – foi fundada no Congresso Nacional da Classe Trabalhadora – CONCLAT – ocorrido na cidade de Santos, São Paulo, nos dias 5 e 6 de junho de 2010.

Essa é uma experiência inovadora na organização de nossa classe no Brasil. Unir, numa mesma entidade nacional, os movimentos sindicais, populares, da juventude e de luta contra a opressão das mulheres, negros, homossexuais e outros segmentos.



Clique aqui e conheça mais sobre a CSP-Conlutas
Clique aqui e conheça mais sobre o 1º Congresso Nacional da CSP-Conlutas

segunda-feira, 19 de março de 2012

Congresso do STU: agenda da semana

Confira a agenda das reuniões para tiragem de delegados para o XI Congresso do STU. Participe!

2º feira (19/03)
09h00 HC - radioterapia (2º andar ao lado do raio X)
14h00 HC - radioterapia (2º andar ao lado do raio X)
14h30 IMECC - sala 124

3ª feira (20/03)
09h00 HC - radioterapia (2º andar ao lado do raio X)
14h00 HC - radioterapia (2º andar ao lado do raio X)

4ª feira (21/03)
15h00 - COTUCA

5ª feira (22/03)
09h00 IFCH na escadaria
14h00 IFGW - no auditório
14h30 FEF sala 06

Se a sua unidade ainda não realizou a reunião para tiragem de delegados, procure o STU e agende. Participe! Vamos avançar na organização de base! Conheça a nossa tese: O futuro é tão grande... Vamos de mãos dadas!

Educação realiza forte greve nos três dias de mobilização


por: CSP-Conlutas

A greve Nacional dos professores de 14 a 16 de março  mobilizou professores de diversas regiões do país pelo cumprimento da aplicação da Lei do Piso e mais investimentos no setor de educação.   Profissionais da Educação de São Paulo, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Minhas Gerais, Recife, Piauí e diversos outros estados, participaram da mobilização.

Em São Paulo, os professores da rede estadual, realizam uma assembleia nesta sexta-feira (16),  em frente ao Palácio dos Bandeirantes,  com a presença de mais de 10 mil pessoas, segundo o sindicato da categoria. Na rede municipal, mais de  3,5 mil profissionais de educação (docentes, gestores e quadro de apoio) participaram, na tarde da quarta-feira (14), de manifestação e assembleia geral convocada pelo Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem), em frente à Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão (SMG), no Centro da Capital. O objetivo foi de  pressionar o governo a atender à pauta de reivindicações da campanha salarial de 2012, entregue em 29 de fevereiro.


No Rio Grande do Sul, a adesão à greve de três dias foi forte. Mais de 80%  dos educadores da rede estadual pararam suas atividades. Nessa sexta-feira (16)  realizaram, nas proximidades da Secretaria de Estado da Educação,  um ato pela exigência do cumprimento da Lei do Piso,  em seguida, se somaram a outras categorias do funcionalismo público,  num grande ato público em frente ao Palácio Piratini, no Centro da capital gaúcha.


Os professores do Distrito Federal, em greve desde o dia 12 de março, continuam paralisados. Nessa semana de greve nacional, intensificaram as mobilizações. Um ato publico, reuniu mais 3 mil professores em frente ao Palácio do Buriti, na última quarta-feira (14). A greve ganha força diante da intransigência do governo em não atender a reivindicações dos professores.

Em Minas Gerais, os profissionais em Educação também aderiram ao movimento grevista. Foram três dias de intensas atividades. No dia 15, houve ato-show em frente ao PBH e no ultimo dia assembleia com a participação massiva da categoria.

Os professores da rede municipal de Recife também participam da greve. O SIMPERE (Sindicato Municipal dos Profissionais de Ensino da Rede Oficial de Recife) realizou atos públicos nos dias 15 e 16. Nesta segunda-feira (19) a luta continua, com uma nova Assembleia Geral no auditório do Bloco G2 da UNICAP.

Como parte da greve nacional, os profissionais da rede municipal de Teresina, Piauí, também pararam suas atividades,  com adesão de 70%. Os  professores estaduais, em greve desde o  27 de fevereiro, realizaram um ato público em frente ao Palácio do Karnak, com passeata pela Avenida Frei Serafim até a Assembleia Legislativa. Chegaram a ocupar o plenário da assembleia para impedir a aprovação de  projeto lei que retira uma das gratificações da categoria.

domingo, 11 de março de 2012

Orientação sexual

O futuro é tão grande... Vamos de mãos dadas!

Políticas permanentes e combate às opressões: questão racial, gênero e orientação sexual

A discriminação e o preconceito são constantes nos locais de trabalho, nos discursos e práticas religiosas, nas relações sociais, nos meios de comunicação etc. O preconceito pode ser fatal, são constantes os casos de agressões e mortes de homossexuais.
Lamentavelmente, a homofobia é prática no nosso cotidiano de trabalho. A violência física, moral ou psicológica atinge centenas diariamente. Piadas e posturas preconceituosas e homofóbicas são cotidianas. Isto faz com que milhares de trabalhadores não se expressem livremente, com medo de constrangimentos, retaliações, agressões e até demissões.
Aqui na Unicamp não temos nenhum espaço que discuta e amplie o debate sobre o tema. O STU deve promover este debate amplamente e participar de todas as lutas contra a homofobia e por direitos aos setores LGBT.

Movimento Mulheres em Luta

Movimento Mulheres em Luta: Confira a Tese do Movimento Mulheres em Luta para o Congresso da CSP Conlutas!: Para unir a classe trabalhadora, lutar contra o machismo e a exploração!

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

O futuro é tão grande... Vamos de mãos dadas!


Partindo da perspectiva de avançar na organização de base, "O futuro é tão grande... Vamos de mãos dadas!" é a tese do Coletivo Levante! CSP-Conlutas para o Congresso do STU.
Tendo como princípios a participação plena da base na elaboração política do STU, a renovação da estrutura sindical e a defesa da liberdade de expressão e da democracia nas instâncias da Unicamp, chamamos a base da categoria a ser protagonista ativa das deliberações e das lutas na Universidade, com reais condições para sê-lo. Seguimos esses mesmos princípios na elaboração desta tese, que foi construída coletivamente.
A construção coletiva se deu através de elaboração política, escrita ou em forma de debates, com diversos ativistas, todos militantes de base. Esta experiência mostra que é possível que a nossa organização sindical e institucional coloque a base como o seu centro político, combatendo a burocracia, a criminalização dos movimentos sociais e exigindo isonomia de salários e de direitos na Unicamp. O futuro é tão grande... Vamos de mãos dadas!

Veja a tese completa:
Orientação Sexual


Assinam a presente tese:
Adriana Stella – IMECC
Álvaro Bianchi – IFCH/AEL
Daniel Roseno da Silveira – IA
Fernando Barbosa – IMECC
Geraldo Martins – IMECC
Geruza Ferreira de Lima Tanaka – HC-aposentada
Lisete Rodrigues da Costa – HC
Lucimeire O. Silva da Rocha – IFGW
Marcelo Leonardo Souza de Oliveira – IQ
Marcelo Rocco – IFCH
Maria Dutra de Lima - IFCH/AEL
Maria Fabiana Muller – IMECC
Taigor Martino – FE, ex-IA
Zago – IMECC-aposentado

Conjuntura nacional e internacional

O futuro é tão grande... Vamos de mãos dadas!


A crise econômica mundial iniciou em 2008 e já é maior que a de 1929, abalando todos os mercados e os governos imperialistas dos EUA e da Europa.
A crise começou nos EUA, com a explosão da “bolha de crescimento artificial”: a especulação financeira era maior do que a produção industrial. Enquanto a produção mundial, em 2006, somava US$ 47 trilhões, a especulação movimentava US$ 170 trilhões, quase 4 vezes mais. A crise gerou desemprego em massa, fome, e a perda de milhares de casas para garantir os lucros dos banqueiros.
Para conter a crise, o governo Obama atacou os trabalhadores: cortou investimentos públicos e doou quantias exorbitantes de dinheiro para os banqueiros. Essa política mostrou que o “primeiro presidente negro” dos EUA não está ao lado dos trabalhadores, mas sim do imperialismo e do grande capital.
Os reflexos da crise se espalharam pelo mundo. Na Europa, a zona do Euro é a mais afetada. Inicia-se uma recessão econômica com possibilidade de quebra de bancos e Estados. Em países como a Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha e Itália, a entrada de Euros está diminuindo, o que aumenta as dívidas públicas, e gera altas taxas de juros.
Para preservar o Euro, as burguesias alemã e francesa exigem a submissão desses países às políticas do FMI: corte de verbas para a saúde, moradia, educação e transporte, diminuição salarial, corte de direitos trabalhistas, aumento do tempo de contribuição para a aposentadoria, demissões e terceirizações.
Para defender os lucros dos banqueiros, os governos descarregam a crise nos trabalhadores e na juventude, que reagem lutando em greves gerais e manifestações na Grécia, Portugal e Inglaterra, marcha dos indignados na Espanha e derrotas eleitorais de partidos governistas, como na Alemanha.
O povo também luta no mundo árabe, abrindo uma crise na dominação imperialista americana e européia nessa região, que é estratégica pelas reservas de petróleo. A revolta das massas árabes contra anos de exploração, miséria e desemprego, agravados pela crise econômica mundial, derrubou ditaduras pró-imperialistas, como Mubarak no Egito, e Kadafi na Líbia.
A fim de manter seu domínio na região e deter a ação das massas, o imperialismo americano e europeu apoia governos militares e civis de “transição” no Egito, na Líbia e no Iêmen.
Na América latina, a crise econômica e a dominação imperialista também produzem seus efeitos. No Haiti, sob a falsa bandeira de “pacificar” o país, a ONU e os governos que enviaram tropas militares de ocupação – entre eles o Brasil – apoiam uma vergonhosa agressão imperialista contra o povo negro.
No país, após o terremoto de 2009, os haitianos vivem acampados nas ruas, sem luz, alimento e água potável. Ao mesmo tempo, dirigentes sindicais são demitidos, ativistas são presos, ocorrem estupros e assassinatos, sempre com a participação direta ou conivente das tropas de ocupação, que reprimem os movimentos sociais que lutam contra o desemprego, a fome e a miséria. Essa política colonialista, racista e de dominação econômica e militar sobre o povo haitiano se dá com a cumplicidade do governo Dilma e do governo Obama.
Na Venezuela, Hugo Chávez estabelece com o governo colombiano um pacto comercial cuja moeda de troca é a colaboração militar e a perseguição, a tortura e morte de ativistas dos movimentos sociais de ambos os países. Na Venezuela, ocorrem perseguições a dirigentes camponeses, sindicais e populares, em um processo de ataques contra aqueles que hoje se organizam e protestam no país por empregos, melhores salários, moradia, educação, saúde etc.
No Brasil, a economia ainda não sente com tanta intensidade os efeitos da crise e encerrou 2011 com crescimento de 3,5%, contrariando todas as previsões do governo e demonstrando que já existe uma desaceleração econômica. O Brasil não está imune à crise.
Diante disso, o governo e a patronal preparam profundos ataques aos trabalhadores: corte de R$ 55 bilhões no orçamento federal, o maior de toda a história, com grave redução na educação (R$ 3,1 bilhões) e destinação de 49,15% de todo o orçamento para o pagamento de juros e amortizações aos banqueiros.
A continuidade do modelo da economia brasileira como uma plataforma de produção e exportação de commodities agrícolas para o mundo, e automóveis e eletrodomésticos para a América Latina, aprofunda a vulnerabilidade da economia brasileira aos sobressaltos da crise internacional.
O governo do PT retomou as privatizações, com a entrega dos aeroportos à iniciativa privada e também os Correios e Hospitais Públicos, dentre eles, os Universitários. Tramitam ainda no Congresso Nacional projetos de lei que atacam direitos dos servidores públicos e congelam seus salários. No campo, o novo Código Florestal é um enorme retrocesso na luta ambiental e fortalece o agronegócio.
A falta de políticas para a moradia também são marcas dos governos. A tragédia ocorrida na região serrana do Rio de Janeiro deixou à mostra o desastre político, econômico e social a que estão submetidos os trabalhadores frente ao governo Dilma e ao governo Cabral (RJ). Após um ano, nenhuma casa foi construída na região.
Enquanto isso, para favorecer a especulação imobiliária, o governo Alckmin e a justiça, numa violenta ação policial, desalojaram os moradores do bairro Pinheirinho de São José dos Campos/SP, construído desde 2004, onde viviam 8 mil pessoas, para deixá-las ao relento, o que mereceu um amplo repúdio da sociedade brasileira e da comunidade internacional. 
A desocupação do Pinheirinho não é um caso isolado. A realização de megaeventos, como a Copa e as Olimpíadas, está significando mais ataques aos trabalhadores. Os governos federal, estaduais e municipais estão implementando um plano de contra-reforma urbana.  Os governos e empresários, para favorecer a especulação imobiliária, desencadearam uma campanha de higienização sócio-racial (Favela do Moinho, cracolândia etc.) criminalizando a pobreza.
Assim, a ineficácia do Programa “Minha casa, Minha vida” está demonstrada: existe no país um déficit habitacional de 11 milhões de casas e a necessidade de uma reforma urbana que possa dar casas para os necessitados e melhorar a situação caótica nos bairros populares.
No Brasil, a face repressora do Estado se manifesta na perseguição e criminalização dos movimentos sociais, como ocorrido na prisão arbitrária de manifestantes do ato contra a visita de Obama ao Rio de Janeiro em 2011, na repressão e perseguição na USP, e, mais recentemente, na prisão de líderes e ativista das greves dos PMs e bombeiros dos estados da Bahia e Rio de Janeiro.
Em São Paulo, os governos do PSDB marcaram ao funcionalismo um período de perdas constantes de poder aquisitivo e uma desvalorização da profissão. Como a política do Estado está no bico tucano a pelo menos 16 anos, seus reflexos se traduzem em salários aviltantes, repressão policial aos grevistas, confronto com o movimento estudantil e criminalização dos movimentos sociais.
Em Campinas, o povo trabalhador é vítima dos escândalos de corrupção que o prefeito Hélio (PDT) e seu vice Demétrio Vilagra (PT) cometeram contra a cidade, sucateando os serviços de saúde, as creches e ainda atrasando o 13º salário dos municipais. Os corruptos que roubaram mais de R$ 600 bilhões seguem impunes. A Câmara Municipal, desmoralizada, votou um aumento de 126% para os vereadores, desprezando a opinião da população e legislando em causa própria.
Como se não bastassem todos estes ataques aos trabalhadores de Campinas, vem ainda o GOLPE final: eleições indiretas para Prefeito. É a reedição dos tempos da ditadura, onde 33 picaretas, que só pensam em como aumentar seus salários, vão querer eleger, no lugar do povo, o próximo prefeito, e, para isso, ainda contam com o aval da justiça.

Veja os demais itens da tese: