Levante! Coletivo Sindical dos Trabalhadores da Unicamp
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Carta em apoio aos dirigentes e militantes do Sintusp
Nesta quarta-feira (30), haverá a reunião entre o Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP) e o reitor da Universidade João Grandino Rodas no qual será tratado o tema dos processos criminais e administrativos contra dirigentes e militantes desse sindicato, filiado á CSP-Conlutas.
Solicitamos para todas as entidades que enviem carta de apoio ainda hoje com cópia para o SINTUSP e para a Reitoria. E-mail que devem enviar as cartas: sintusp@sintusp.org.br; gr@usp.br;
Segue, abaixo, carta aprovada na reunião da Secretaria Executiva da CSP-Conlutas realizada nesta terça-feira (29).
Carta Ao Reitor da USP
Magnífico Reitor da USP: João Grandino Rodas
Tomamos conhecimento de que haverá uma mesa de negociação entre o Sindicato dos Trabalhadores da USP com a reitoria da Universidade de São Paulo nesta quarta-feira dia 30 de maio de 2012, no qual será tratado o tema dos processos criminais e administrativos contra dirigentes e militantes do SINTUSP.
Queremos manifestar o nosso grande interesse e expectativa de que esta reunião seja positiva, resultando na reversão destes processos. Assim como pedimos que seja também agendada uma reunião com os estudantes, para que seja tratada a questão referente aos processos desses alunos da USP.
fonte: CSP-Conlutas
terça-feira, 22 de maio de 2012
39 instituições aderem à greve nacional dos docentes das Federais; servidor público realiza dia de luta
Professores de mais três universidades aderiram nesta segunda-feira (21) à greve dos docentes das Instituições Federais de Ensino Superior deflagrada na última quinta-feira (17). A Universidade de Brasília (UnB), a Federal de Juiz de Fora (UFJF) e a Federal do Pampa (Unipampa) também começaram a semana com as atividades paralisadas.
Até o momento são 43 seções sindicais de 39 instituições federais de ensino com as atividades suspensas por tempo indeterminado. Veja aqui a lista de quem está em greve.
Para o Comando Nacional de Greve do ANDES-SN, a força dos primeiros dias de paralisação “demonstra de forma contundente e inequívoca a indignação que tomou conta da categoria depois tantas tentativas de negociação com o governo sem resultados concretos. A precarização das condições de trabalho nas instituições federais de ensino vem se agravando dia a dia com falta de professores, de salas de aula, de laboratórios e até mesmo materiais básicos para funcionamento”.
Reivindicações - Tendo como referência a pauta da Campanha 2012 dos professores federais, aprovada no 31º Congresso do Sindicato Nacional e já protocolada junto aos órgãos do governo desde fevereiro, os docentes reivindicam a reestruturação da carreira – prevista no Acordo firmado em 2011 e descumprido pelo governo federal.
A categoria pleiteia carreira única, com 13 níveis remuneratórios e variação de 5% entre estes níveis, a partir do piso para regime de 20 horas correspondente ao salário mínimo do Dieese (atualmente calculado em R$ 2.329,35), incorporação das gratificações e percentuais de acréscimo relativos à titulação e ao regime de trabalho.
Os professores também querem a valorização e melhoria das condições de trabalho dos docentes nas Universidades e Institutos Federais e atendimento das reivindicações específicas de cada instituição, a partir das pautas de elaboradas localmente.
Vale lembrar que estas são reivindicações históricas da categoria docente e que a reestruturação da carreira vem sendo discutida desde o segundo semestre de 2010, sem registrar avanços efetivos.
O acordo emergencial firmado entre o Sindicato Nacional e o governo no ano passado, estipulava o prazo de 31 de março para a conclusão dos trabalhos do grupo constituído entre as partes e demais entidades do setor da educação para a reestruturação da carreira.
Por diversas vezes, o ANDES-SN cobrou do governo uma mudança na postura e tratamento dado aos docentes, exigindo agilidade no calendário de negociação, o que não ocorreu. A precariedade nas Instituições Federais, em diversas partes do país, principalmente nos campi criados com a expansão via Reuni, também vem sendo há tempos denunciada pelo Sindicato Nacional.
Servidores fazem dia de luta – Marcado como dia de luta dos servidores públicos federais, na quinta-feira passada (17) a categoria realizou um dia paralisação de atividades. Nos estados de Roraima, Amazonas, Minas Gerais, Goiás, Bahia, Sergipe, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Ceará, Distrito Federal e Tocantins houve mobilização. Os mais diversos setores do funcionalismo público atenderam ao chamado de luta.
Para arrancar avanços na negociação com Governo, a mobilização e unidade da categoria são cada vez mais importante e crescem em todo país.
A próxima ação de mobilização dos servidores será uma marcha a Brasília no dia 5 de junho com a realização de uma plenária, logo após a passeata, que reunirá representantes de toda a base do conjunto das entidades unidas em torno da Campanha Salarial 2012. Na ocasião os servidores irão votar indicativo de greve apontado para o dia 11 de junho.
A CSP-CONLUTAS está atuando ativamente nos fóruns da categoria e contribuindo para as negociações e a mobilização do funcionalismo federal. Por isso, convoca o conjunto das entidades do setor, filiadas à Central, para prepararem as ações e a participação nas atividades do próximo período e avançar, sobretudo, na construção da greve unificada.
Confira a agenda de luta dos docentes e servidores públicos federais:
31 de maio – prazo para o governo atender as reivindicações dos Servidores Públicos Federais;
05 de junho – caravanas a Brasília e Plenária Nacional Unificada;
11 de junho – data indicativa para a greve geral no setor público federal, caso não haja atendimento das reivindicações.
Hoje tem audiência pública sobre cotas na ALESP
Hoje, 22/05, às 19h, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, acontece uma audiência pública com o tema "Cotas raciais: Acesso às universidades públicas no estado de São Paulo - Discussão do PL 530/2004".
O objetivo é discutir a implantação de cotas nas universidades paulistas tendo em vista que as mesmas se posicionaram contrárias às medidas propostas pelo governo Federal que foram referendadas recentemente pelo Supremo Tribunal Federal.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Aumenta o número de universidades em greve; dia de luta dos servidores públicos é realizado em 11 estados
fonte: CSP-Conlutas
No segundo dia da greve iniciada pelos docentes das instituições federais de ensino, mais seis locais aderiram à mobilização convocada pelo Sindicato Nacional dos Docentes de Ensino Superior (ANDES-SN). A partir desta sexta-feira (18) também paralisaram suas atividades os docentes da Universidade Federal do Recôncavo Baiano, da Universidade Federal de Pernambuco, da Universidade Federal do Acre e das seções sindicais de Juazeiro, da Universidade Federal do Vale do São Francisco, e de Catalão, da Universidade Federal do Goiás.
“A greve já começou muito forte e outras seções já deliberaram parar na próxima semana”, adianta o professor Carlos Alberto da Fonseca Pires, que está em Brasília participante do Comando Nacional de Greve. Deliberaram entrar em greve na próxima segunda-feira (21), por exemplo, a Universidade de Brasília e a Universidade Federal de Juiz de Fora. Os docentes da Universidade Federal Fluminense vão paralisar a partir da terça-feira (22).
A categoria reivindica uma carreira única, com incorporação das gratificações em 13 níveis remuneratórios, tendo uma variação de 5% entre níveis a partir do piso para um regime de 20 horas ( que corresponde ao salário mínimo do Dieese, atualmente calculado em R$ 2.329,35), e percentuais de acréscimo relativos à titulação e ao regime de trabalho.
Os professores também querem a valorização e melhoria das condições de trabalho dos docentes das instituições federais de ensino e o atendimento das reivindicações específicas de cada instituição, a partir das pautas de elaboradas localmente.
Durante o dia de ontem (17), o Comando Nacional de Greve aprovou uma nota em que fazem um balanço do primeiro dia e apontas as razões da paralisação. O texto pode ser lido anexo.
A lista completa de universidades que pararam suas atividades e a íntegra do documento podem ser confiros no site do Andes-SN
Servidores fazem dia de luta em 11 estados – Marcado como dia de luta dos servidores públicos federais, na quinta-feira (17) a categoria realizou um dia paralisação de atividades. Nos estados de Roraima, Amazonas, Minas Gerais, Goiás, Bahia, Sergipe, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Ceará, Distrito Federal e Tocantins houve mobilização. Os mais diversos setores do funcionalismo público atenderam ao chamado de luta.
Para arrancar avanços na negociação com Governo, a mobilização e unidade da categoria são cada vez mais importante e crescem em todo país.
A próxima ação de mobilização dos servidores será uma marcha a Brasília no dia 5 de junho e logo após com uma plenária que reunirá representantes de toda a base do conjunto das entidades unidas em torno da Campanha Salarial 2012. Na ocasião os servidores irão votar indicativo de greve apontado para o dia 11 de junho.
Com informações da Condsef e Andes-SN
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Educação e criminalização são o caminho para combater a homofobia
A 3ª edição da Marcha Nacional Contra Homofobia, realizada no dia 16 de maio, reuniu cerca de mil pessoas de vários estados entre representantes do movimento social, de entidades de classe, de sindicatos e estudantes. A CSP-Conlutas marcou presença com seus sindicatos filiados, entre eles, Sindsef-SP. Com bonecos, faixas e batucada os militantes da Central mostraram seu entusiasmo e disposição de luta.
Este ano o tema foi “Homofobia tem cura: educação e criminalização”. Desde a concentração, na Praça dos Três Poderes, os militantes esquentavam os motores puxando palavras de ordem como: “Assim não dá se tem homofobia tem que criminalizar” ou, ainda, “ôôô Dilma pisou na bola a homofobia continua na escola”.
Alegre e colorida à atividade, organizada pela Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), contou com intervenções sobre a importância de ensinar nas escolas o respeito às diferenças. Outro alvo de criticas foi à dificuldade encontrada na aprovação do PLC 122 no Senado.
A professora Amanda Gurgel falou sobre as expectativas com a eleição da primeira presidente do Brasil e abordou necessidade dos participantes da marcha exigirem a aprovação imediata do PLC 122. “Infelizmente o país não mudou com a eleição de uma mulher, continuamos vendo o assassinato de homossexuais. Somente com a criminalização da homofobia é que esta realidade pode mudar”, disse a professora.
O servidor do Ibama e diretor do Sindsef-SP, Carlos Daniel Toni, marcou presença ao lado do seu companheiro, Flávio, e de seus dois filhos. Toni pediu o fim das mortes de homossexuais, bissexuais, transexuais e travestis. “Nós queremos parar de enterrar gays e travestis no Brasil. Infelizmente no governo Dilma o número de assassinatos de gays, lésbicas, travestis e transexuais aumentou”, desabafou pedindo a criminalização da homofobia.
Próximo do encerramento, os Deputados Chico Alencar e Jean Wyllys (PSOL-RJ), além do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), que saíam da cerimônia de instalação da Comissão da Verdade, fizeram uma saudação aos ativistas. Em suas falas afirmaram que a luta pelos direitos LGBT e a instalação da comissão da verdade é um passo importante para combater o obscurantismo e à intolerância no país.
A emoção ficou a cargo do grupo Mães pela Igualdade, que durante a caminhada leram a Carta às mães e pais brasileiros. A mensagem relata as experiências das mães que compõem o grupo: a impotência e dor de ter um filho vítima da humilhação, ofensa, agressão e assassinato motivados por homofobia.
Solange Gadelha, mãe do estudante de Direito Enilson Gadelha Lima, 28, contou que ao descobrir a orientação sexual de seu filho percebeu duas coisas importantes: primeiro que seu amor era incondicional e segundo que precisaria entrar na luta para defender os direitos de seu filho. “Acredito que tenho a tarefa de abrir portas para meu filho”, confidenciou.
Solange e outras 22 mães formam a ONG ABCD’S (Ação Brotar pela Cidadania e Diversidade Sexual), no grande ABC. O grupo nasceu há dois anos com o objetivo de lutar contra o preconceito que seus filhos homossexuais enfrentam. “Além de abrir as portas do nosso coração é preciso ajudá-los em todos os aspectos da sociedade”, concluiu Solange.
fonte: CSP-Conlutas
terça-feira, 15 de maio de 2012
Semana é marcada por luta dos trabalhadores em Campinas e região
por Adriana Stella
Nesta semana vários setores estão em luta em Campinas e região: quarta-feira (16/05) inicia a greve dos motoristas por tempo indeterminado; os trabalhadores municipais já estão em greve desde sábado (12/05) e em Hortolândia cruzaram os braços os metalúrgicos da CAF com 100% de adesão (em greve há 18 dias) e os trabalhadores da Rodofort (desde 14/05).
A CAF é uma empresa espanhola que fabrica trens e metrô e a Rodofort empresa também da base metalúrgica que faz chassis e baús para caminhões.
A luta dos trabalhadores
Os trabalhadores estão em luta por reajustes salariais dignos, contra a retirada de direitos, contra demissões e punições. O ataque aos trabalhadores é, na maioria das vezes, justificado pela crise econômica. A crise está chegando ao Brasil: que os ricos paguem a conta!
Dilma tem de governar para os trabalhadores
Se as montadoras e multinacionais são tão rentáveis aqui, por que precisam de redução de impostos, empréstimos do BNDES e demissões em massa? Não há justificativa para tamanho ataque aos trabalhadores.
Não há nada que justifique as concessões de impostos e empréstimos para empresas que demitem covardemente os trabalhadores. Ao contrário, temos de exigir que Dilma governe realmente para os trabalhadores e garanta nossos empregos e nossas conquistas, que suspenda os empréstimos e a redução de impostos imediatamente, exigindo que as empresas parem de fazer ataques aos trabalhadores brasileiros.
Exigimos dos governos
· Nenhuma demissão!
· Estabilidade no emprego!
· Lutar é um direito: fim da criminalização dos movimentos sociais e dos lutadores
· Reajuste geral dos salários e aposentadorias!
· Não à reforma trabalhista!
· Redução da jornada de trabalho para 36 horas, sem redução de salários e direitos
· Estatização das empresas que demitirem, que devem passar ao controle dos trabalhadores
· Plano de obras públicas para absorver os desempregados, financiado com o não pagamento das dívidas
· Controle dos capitais, impedindo o envio dos lucros das multinacionais para o exterior e a fuga dos investimentos
· Nenhum dinheiro para banqueiros e especuladores!
· Estatização do sistema financeiro, sem indenização e sob controle dos trabalhadores!
· Romper com o imperialismo!
Nesta semana vários setores estão em luta em Campinas e região: quarta-feira (16/05) inicia a greve dos motoristas por tempo indeterminado; os trabalhadores municipais já estão em greve desde sábado (12/05) e em Hortolândia cruzaram os braços os metalúrgicos da CAF com 100% de adesão (em greve há 18 dias) e os trabalhadores da Rodofort (desde 14/05).
A CAF é uma empresa espanhola que fabrica trens e metrô e a Rodofort empresa também da base metalúrgica que faz chassis e baús para caminhões.
A luta dos trabalhadores
Os trabalhadores estão em luta por reajustes salariais dignos, contra a retirada de direitos, contra demissões e punições. O ataque aos trabalhadores é, na maioria das vezes, justificado pela crise econômica. A crise está chegando ao Brasil: que os ricos paguem a conta!
Os trabalhadores não vão pagar pela crise.
As grandes multinacionais querem recuperar, no Brasil, o lucro que estão perdendo na Europa por conta da crise, fazendo com que os trabalhadores brasileiros paguem por ela com verdadeiros planos de austeridade mascarados de políticas de investimentos, à custa de sangue e suor dos trabalhadores.Dilma tem de governar para os trabalhadores
Se as montadoras e multinacionais são tão rentáveis aqui, por que precisam de redução de impostos, empréstimos do BNDES e demissões em massa? Não há justificativa para tamanho ataque aos trabalhadores.
Não há nada que justifique as concessões de impostos e empréstimos para empresas que demitem covardemente os trabalhadores. Ao contrário, temos de exigir que Dilma governe realmente para os trabalhadores e garanta nossos empregos e nossas conquistas, que suspenda os empréstimos e a redução de impostos imediatamente, exigindo que as empresas parem de fazer ataques aos trabalhadores brasileiros.
Exigimos dos governos
· Nenhuma demissão!
· Estabilidade no emprego!
· Lutar é um direito: fim da criminalização dos movimentos sociais e dos lutadores
· Reajuste geral dos salários e aposentadorias!
· Não à reforma trabalhista!
· Redução da jornada de trabalho para 36 horas, sem redução de salários e direitos
· Estatização das empresas que demitirem, que devem passar ao controle dos trabalhadores
· Plano de obras públicas para absorver os desempregados, financiado com o não pagamento das dívidas
· Controle dos capitais, impedindo o envio dos lucros das multinacionais para o exterior e a fuga dos investimentos
· Nenhum dinheiro para banqueiros e especuladores!
· Estatização do sistema financeiro, sem indenização e sob controle dos trabalhadores!
· Romper com o imperialismo!
segunda-feira, 7 de maio de 2012
CSP-CONLUNTAS: Reunião internacional aprova declaração unitária
A Reunião Internacional aprovou uma declaração unitária por aclamação. A redação final ainda será publicada, pois foram agregados alguns tópicos debatidos durante o evento.
Veja a declaração aprovada
Declaração
Queremos fortalecer e desenvolver todas as lutas dos trabalhadores e setores explorados e oprimidos em todo o mundo. Construir um pólo que busque aglutinar os setores dos movimentos sindical, popular, da juventude independentes e alternativos que, em todo o mundo se enfrentam contra os ataques do capital em todas as suas formas e não aceitam a lógica de conciliação das direções burocráticas tradicionais. Chamamos a todos que lutam a nos somarmos na construção de nossa unidade e solidariedade baseados no internacionalismo operário.
Entendemos ser fundamental, ante a crise, construir nossa unidade internacional, buscar coordenar e unificar nossas lutas. Chamamos a todos que lutam e resistem, independente de filiação ou não em alguma central ou organização internacional, que nos somemos para construir a unidade internacional, tão necessária para enfrentar os planos imperialistas.
Aprofundar nossas trocas de experiências, debater de maneira livre e democrática nossas concepções e visões, impulsionar uma Coordenação dos setores independentes e alternativos.
Para ações de solidariedade e unidade, com campanhas unitárias queremos construir uma rede que possa divulgar nossas lutas, ações e experiências, articular campanhas e iniciativas unitárias como passos no fortalecimento da unidade internacional.
Chamamos a realização de um Encontro Internacional de organizações sindicais e populares, independentes e alternativas para o final de abril, inicio de março de 2013, em Paris, na França para avançar no debate e compreensão da realidade e na unidade de nossa luta para enfrentar os ataques.
A crise econômica imperialista se repete e se potencializa com o aprofundamento das contradições de um sistema de produção de exploração e opressão.
A maior crise, desde 29, é profunda e atinge todos os aspectos da vida dos povos de todo o mundo. Para os patrões e seus governos é a necessidade de uma verdadeira guerra social. Ataques brutais contra nossos direitos e conquistas sociais. Apropriação de recursos naturais com consequências ambientais catastróficas. Assalto ao patrimônio público e desmonte e privatização dos serviços públicos. Desemprego para as novas gerações e perda da proteção social, aposentadorias e outras conquistas. Tudo isto para garantir o patrimônio dos banqueiros e empresas multinacionais.
Para impor sua saída se utilizam de todos os métodos necessários. Da repressão de todas as maneiras que a correlação de forças lhes permite. Com a criminalização com processos, prisões e repressão permanente contra todos que lutam e se enfrentam contra seus planos. Ocupações e intervenções militares para garantir seu projeto. Da divisão dos movimentos, se utilizando de todas as formas de opressão e discriminação que possa nos dividir como a xenofobia, o machismo, a homofobia, o racismo, etc.
As consequências concretas são os ataques às conquistas dos trabalhadores europeus, nos cortes na educação e saúde e investimentos públicos em todo o planeta, na ocupação militar do Haiti, na busca de intervir no processo da primavera árabe com militarização, tropas e ocupação, na crise alimentar consequência da monopolização da produção agrícola, na apropriação cada vez mais voraz dos recursos naturais em todo o planeta e o aumento da degradação ambiental, no racismo, machismo, sexismo, xenofobia e todo tipo de preconceito e opressão, no retrocesso brutal nas políticas sociais universalizantes como educação, saúde, previdência e outros serviços públicos.
Os efeitos da crise não são sentidos da mesma maneira em todo o mundo. O crescimento econômico, que ainda se mantêm na América Latina, China e outros países não, pode ser visto e compreendido como algo contraditório com a crise econômica imperialista. Mas como ritmos distintos dentro da mesma situação da crise econômica imperialista, que se utiliza inclusive de investimentos maiores em países onde pela combinação de aspectos como mão de obra mais barata, novos mercados, etc., permitem uma extração de mais valia maior neste momento. Compreender de um lado as especificidades e não colocar um sinal de igual nas situações é fundamental para os que querem resistir e lutar. Mas entender a realidade como um todo, onde mesmo com crescimento, se aprofunda a exploração e a apropriação de recursos públicos e naturais, é o que pode nos permitir manter uma política classista e internacionalista de combate à ordem imperialista internacional.
Mas por outro lado, nossa classe busca de todas as maneiras lutar e resistir por todo o planeta. Das Greves Gerais do povo grego, as mobilizações dos estudantes chilenos, das greves na China ao povo árabe se mobilizando e tomando praças e armas para derrubar ditaduras de décadas como na Tunísia, Egito, Líbia, Síria, Baherin, etc. Da luta heroica do povo palestino às mobilizações de povos originários na América Latina em defesa da água, dos recursos naturais. Das manifestações da juventude no estado nacional espanhol, às mobilizações nas praças dos Estados Unidos, as ações dos estudantes britânicos contras os custos da educação, os cortes no orçamento e a privatização até o enfrentamento da agenda privatizadora do governo por parte dos ferroviários britânicos. Das greves gerais e mobilizações na Espanha, Portugal, França as comunidades em Moçambique se mobilizando contra os efeitos da mineração das multinacionais, das lutas dos imigrantes em várias partes do mundo a resistência do povo palestino.
A Primavera árabe, ao conseguir através das ações das massas derrotar e derrubar ditaduras de décadas de existência, trazem novos ares para o movimento apontando a possibilidade de vitórias a partir das mobilizações. Por isso é decisivo o apoio aos povos árabes, na sua luta contra as ditaduras, combinado com a denúncia e o rechaço de qualquer intervenção militar imperialista na região. Estas mobilizações, junto com resistência heroica do povo palestino pode levar o imperialismo a derrota do estado sionista de Israel, que teria consequências profundas para a situação internacional.
Infelizmente, o grande capital e seus governos, contam para impor seus planos com a colaboração da maioria das direções das organizações sindicais e populares pelo mundo. Organizações burocratizadas, sem democracia onde sejam os trabalhadores e as bases que de fato decidam os rumos das lutas e resistências. E que apesar dos discursos, negociam e aceitam pactos e planos de austeridade dentro da lógica do capital. E por isso se negam a construir a unidade de fato de trabalhadores, trabalhadoras e setores explorados e oprimidos em todo o mundo. Este papel de não apoiar, coordenar ou unificar as lutas é claro e categórico na situação europeia, onde se sucedem greves gerais e tantas e tantas mobilizações e manifestações com as direções tradicionais mantendo as no máximo no âmbito nacional.
Neste processo surgem inúmeras tentativas de novas expressões de organização para as lutas. Tentativas de resgatar a democracia onde a base possa lutar, mas também decidir, onde nossas lutas não sejam conduzidas para pactos e negociações onde a lógica é a preservação da ordem do capital, onde nossa unidade seja retomada nas várias expressões das nossas lutas. Movimento sindical, movimentos populares, lutas por moradia e terra, povos originários em defesa de seus territórios e culturas, desempregados, juventude, lutas contra todas as formas de opressão e preconceito, contra intervenções militares, em defesa do direito de organização e manifestação, em defesa do meio ambiente como recursos da humanidade e não para os interesses do capital. A forma como se dá este processo de resgatar organizações de luta e contra a conciliação com democracia operária e independência em relação aos patrões e seus governos tem expressões diferentes de acordo com a realidade e história de cada país.
Nossas organizações se comprometem a buscar fortalecer nas lutas e resistência um programa de luta classista, anti opressão e exploração, anti imperialista, de defesa dos direitos sociais e trabalhistas, da defesa dos recursos naturais e do meio ambiente todas as experiências de organização onde a democracia operária, a participação da base e que combine a defesa das reivindicações concretas do dia a dia com a necessidade de construção de uma outra ordem, econômica e social que negue de maneira radical toda forma de exploração e opressão.
fonte: CSP-Conlutas
sexta-feira, 4 de maio de 2012
CSP Conlutas promove 1º de Maio classista, de luta e internacionalista
Atividade reúne mais de 2 mil pessoas na Paulista e conta a participação de sindicalista egípcia, operários de Belo Monte (PA) e Comperj (RJ) em greve
Ato conta com trabalhadores da maioria dos estados brasileiros e representações de 20 países
A CSP-Conlutas – Central Sindical e Popular, junto com outras organizações de esquerda, reuniu mais de 2 mil pessoas em ato de 1° de Maio. Aconcentração foi no vão do Masp na Avenida Paulista, às 9h. Após a realização de um ato político com a realização de um ato político a manifestação desceu a rua Consolação e foi finalizada em frente à Igreja da Consolação.
A manifestação teve a presença de trabalhadores da maioria dos estados brasileiros. Participaram uma delegação de trabalhadores da hidrelétrica de Belo Monte e uma de trabalhadores do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), ambos em greve. Além dessas, estavam metalúrgicos de São José do Campos, trabalhadores rurais de Brasiléia e Xapuri (AC), bancários do Rio Grande do Norte, professores de diversos estados, metroviários de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, servidores públicos federais, estaduais e municipais, operários da construção pesada de Suape (PE), estudantes, rodoviários de Fortaleza (CE), representações quilombolas de diversos estados, movimentos populares de São Paulo e do Pinheirinho (SJC), além de outras categorias e organizações que atuam na luta contra as opressões (mulheres, negros e LGBT).
Presença de 20 países – Um dos pontos fortes da manifestação da CSP Conlutas foi a presença de uma delegação internacional, com representantes de organizações de trabalhadores de 22 países: Egito, França, Itália, Alemanha, Espanha, Inglaterra, Senegal, Benin, África do Sul, EUA, Canadá, Costa Rica, Haiti, México, Argentina, Chile, Peru, Bolívia, Paraguai, Uruguai.
A atividade foi encerrada pela presidente do Sindicato Independente dos Trabalhadores de Giza, membro do comitê de direção da Federação dos sindicatos independentes do Egito, Fatma Ramadan que saudou os trabalhadores aqui do Brasil e ressaltou o perfil classista e internacionalista da Central.
Fatma contou aos trabalhadores presentes no ato os problemas enfrentados em seu país. ” Lá no Egito também sofremos com as demissões em massa e as terceirizações que retiram direitos. O capitalismo quer que paguemos a conta da crise. A revolução no Egito deve se espalhar pelo mundo para combater esses ataques”, salientou.
O 1º de Maio organizado pela CSP-Conlutas encerrou o 1° Congresso Nacional da Central, que ocorreu na cidade de Sumaré (SP), de 27 a 30 de abril.
Diferente do 1º de Maio de outras centrais sindicais, a manifestação não foi patrocinada por empresas ou governos.
fonte: http://cspconlutas.org.br/2012/05/csp-conlutas-promove-1o-de-maio-classista-de-luta-e-internacionalista/
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Plano de ação aprovado em congresso reúne reivindicações, bandeiras e campanhas
O plano de ação foi aprovado por ampla maioria.
A Central Sindical e Popular – Conlutas deve reafirmar a busca da unidade como um objetivo permanente para a defesa dos direitos e da melhoria das condições de vida da classe trabalhadora. Não poupará esforços para construir mobilizações unitárias com todos os setores que se disponham, fazendo um chamado permanente às direções majoritárias do movimento para que rompam com o governo e as políticas contrárias aos interesses dos trabalhadores, somando-se à luta. Da mesma forma, nossa Central reafirma a manutenção de iniciativas próprias, autonomia de atuação e defesa de seu programa.
Vejas as principais reivindicações e bandeiras de luta:
- POR UM PLANO ECONÔMICO DOS TRABALHADORES
- REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO SEM REDUÇÃO SALARIAL- CONTRA AS PRIVATIZAÇÕES – DEFESA DO PATRIMONIO E DOS RECURSOS NATURAIS DO BRASIL
- PELO DIREITO À MORADIA DIGNA/ TERRA PARA QUEM NELA TRABALHA – REFORMA AGRÁRIA JÁ
- DEFESA DA APOSENTADORIA E DA PREVIDÊNCIA PÚBLICAS
- CONTRA OS CORTES DO ORÇAMENTO – DEFESA DO SERVIÇO PÚBLICO E DOS DIREITOS SOCIAIS DO POVO BRASILEIRO – COMBATE À CORRUPÇÃO
- EM DEFESA DA EDUCAÇÃO E DA SAÚDE PÚBLICAS
- EM DEFESA DOS (AS) SERVIDORES (AS) PÚBLICOS (AS)
- NENHUM DIREITO A MENOS – CONTRA A PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO
- CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO DA POBREZA E DOS MOVIMENTOS SOCIAIS
-DESMILITARIZAÇÃO DAS POLÍCIAS MILITARES E CORPOS DE BOMBEIROS
- CONTRA O NOVO CÓDIGO FLORESTAL/ EM DEFESA DO MEIO AMBIENTE
- CONTRA TODA FORMA DE DISCRIMINAÇÃO E OPRESSÃO
- ORGANIZAÇÃO SINDICAL LIVRE
- SOLIDARIEDADE E LUTA EM DEFESA DOS TRABALHADORES
- OPOSIÇÃO DE ESQUERDA AO GOVERNO DILMA POR UM GOVERNO DOS TRABALHADORES E POR UMA SOCIEDADE SOCIALISTA
Vejas as principais campanhas para o próximo período
- Unificação das lutas e fortalecimento da unidade de ação
- Campanha Salarial dos Servidores Federais
- Construir um grande ato nacional durante a realização da Rio+20 com todas as organizações que participarão da Cúpula dos Povo
- Unificação das campanhas salariais do segundo semestre de 2012
- Campanha contra os crimes da Copa do Mundo e a luta dos “Novos Pinheirinhos:
- Campanha pelo direito à organização dos trabalhadores em seus locais de trabalho
- Derrotar a reforma sindical e trabalhista
- Campanha contra as privatizações
Há ainda resoluções sobre a criminalização dos movimentos, o movimento negro, mulheres trabalhadoras, LGBT, mortes no campo, votação da PEC do trabalho escravo.
fonte: http://cspconlutas.org.br/2012/05/plano-de-acao-aprovado-em-congresso-reivindicacoes-bandeiras-e-campanhas/
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Plenário aprova resoluções sobre balanço e organização da Central
A atuação da CSP-Conlutas no último período e propostas referentes à organização da Central foram os temas das primeiras resoluções aprovadas pelos delegados neste domingo, dia 30, último dia do Congresso.
Sobre o balanço da atuação da Central, houve um consenso de que apesar de ainda ser uma central minoritária no movimento sindical e popular, a CSP-Conlutas interveio nas principais lutas ocorridas no país.
Ao plenário foram apresentadas duas propostas de balanço geral. A Resolução 1, aprovada por maioria em diversos grupos de trabalho, foi aprovada por maioria no plenário.
Foi destacado que a Central atuou ativamente em diversas campanhas políticas, lutas de categorias, eleições sindicais, congressos, jornadas do movimento popular, lutas estudantis, plebiscitos populares, entre outras. Destacou-se ainda a intervenção internacional, em países como Haiti, Palestina, Chile, Argentina, da Europa, entre outros.
A resolução destaca que apesar do balanço positivo, há muito que se avançar, seja na estruturação da Central, na plena incorporação dos movimentos populares, estudantis e de luta contra as opressões, no combate às praticas discriminatórias no interior das entidades, ao machismo e ao preconceito, no combate à burocratização e no fortalecimento da organização de base. “São deficiências que não hesitaremos em enfrentar”, diz trecho da resolução.
O balanço do Conclat, realizado em 2010, a política de Unidade de Ação da CSP-Conlutas, eleições e chapas sindicais também foram assuntos debatidos.
Outro tema que foi à votação foi um balanço específico sobre a questão do movimento popular, a partir de uma proposta de resolução discutida no grupo de trabalho. A resolução 3 reconheceu o avanço importante que foi a definição do caráter da central como sindical e popular, no Conclat, em 2010, a inovação da medida na história do movimento sindical brasileiro. Contudo, salientou dificuldades e limites da real incorporação do movimento popular, em questões financeiras, políticas e atividades. A resolução foi defendida pelo membro da Secretaria Executiva, Guilherme Boulos.
O tema foi para votação no plenário, pois houve posição contrária a essa resolução. Por ampla maioria, os delegados rejeitaram a resolução. Os delegados votaram a favor da defesa feita por Ana Pagamunici, que ressaltou o balanço positivo da decisão de incorporação do movimento popular na Central, em 2010, e apesar das dificuldades, conseguiu avanços sente sentido, apesar de considerar que muito ainda há de ser feito.
Organização e estatuto
Questões organizativas e estatutárias foram a voto no plenário. Em discussão temas como organização das instâncias estaduais e regionais, composição da Secretaria Executiva Nacional, percentual de contribuição à central, posição da Central em relação ao imposto sindical, entre outros.
Uma das principais discussões foi a proposta de mudança de nome da entidade para CSP – Central Sindical e Popular. A proposta, defendida pela presidente do Andes-SN, Marina Barbosa, e da executiva da Central, considerava que a mudança seria um sinal para outros setores no sentido de avançar na unidade e filiação à CSP-Conlutas.
José Maria de Almeida, da executiva nacional da CSP-Conlutas, defendeu a manutenção do nome, alegando que a marca atual é um patrimônio construído por todos que participaram da construção da CSP-Conlutas, que é reconhecida por todos aqueles que lutam no país e que rompem com o sindicalismo governista.
A manutenção do nome foi aprovada pela maioria dos delegados presentes.
1° Encontro de Mulheres da CSP-Conlutas reúne mais de 500 pessoas e elege sete delegadas para o Congresso
O 1º Encontro de Mulheres da CSP-Conlutas teve entre os objetivos principais debater a importância da organização de base para as mulheres trabalhadoras. Havia 487 delegadas vindas de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Pará, Alagoas, Pernambuco, Ceará, Paraíba, Rio Grande do Sul entre outros estados de todo país. O evento antecedeu o 1° Congresso da CSP-Conlutas cuja abertura começou às 18h30 desta sexta-feira na Estância Arvore da Vida, em Sumaré (SP).
A representante da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas , Ana Pagamunici, também integrante do Movimento Mulheres em Luta, fez uma saudação com a analise da conjuntura internacional e nacional e abordou a superexploração dos setores oprimidos pelo capitalismo.
Ana lembrou que o Brasil governado por Dilma, primeira mulher eleita presidente em nossa história, está longe de defender políticas que atendam realmente as necessidades das mulheres. “Não basta ser mulher, é preciso ter um programa que defenda a classe”, reafirmou em sua fala e frisou que infelizmente, os 16 meses deste governo mostram que Dilma optou por governar para banqueiros e empresários.
Foi explanado ao plenário o debate sobre o que é a classe trabalhadora hoje, onde 56% das mulheres trabalhadoras estão no serviço público e 20% no privado. Nos últimos anos houve 120% de adesão das mulheres no mercado de trabalho, e, por isso, foi discutida importância de se ter políticas para que as mulheres conquistem sua autonomia.
No debate foi levantado que 33% das mulheres ganham a menos que os homens, mesmo cumprindo a mesma função. Além disso, são 35% nos serviços terceirizados. “Não é possível pensar na classe trabalhadora, sem pensar nas mulheres”, afirmou Ana.
A dirigente ressaltou aos presentes que Dilma vetou a lei que exigia a aplicação de multa as empresas que pagavam salários inferiores às mulheres que cumpriam a mesma função dos homens. Para a dirigente, isso ocorre por conta do machismo ainda existente na sociedade e é preciso combatê-lo. Ana defende que essa é uma luta dos homens e das mulheres. “A violência contra as mulheres também precisa ser combatida, pois os índices de agressão tem sido alarmantes”, acrescentou.
“Não basta reafirmar que a luta das mulheres é importante, é preciso que a CSP-Conlutas continue intensificando o encontro das mulheres nos sindicatos, na organização de trabalho, nas CIPAs, construção de creches entre outras reivindicações das mulheres”, avaliou.
Ana disse, ainda, que é preciso ocupar os espaços de discussão nos movimentos sociais de luta por moradia, onde a maioria são mulheres, como no caso do Pinheirinho. Todas estas políticas tem o sentido de garantir e fortalecer a organização das mulheres trabalhadoras.
“A atual conjuntura nos impõem dois desafios: organização nos espaços políticos e o nosso fortalecimento. Somente com a organização vamos construir uma proposta de luta para ser aprovada no 1º Encontro Nacional das Mulheres da CSP-Conlutas”, conclui.
A plenária contou com a participação da estudante Daniela, da Federação Nacional dos Estudantes da Costa Rica, que apresentou a experiência das mulheres do seu país e reafirmou que a unidade é fundamental para superar os ataques contra a classe trabalhadora e contra as mulheres. Também saudou o encontro a sindicalista egípcia Fatma Ramadan, ue esteve à frente da luta recente dos trabalhadores egípcios.
A pós essa apresentação ocorreram outras saudações de ativistas sindicais e de movimentos sociais e a divulgação de experiências de organização de base no setor privado, público, movimento sindical e movimento popular.
Metalúrgicas – A dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de Sâo José dos Campos, Rosangela Calzavara, parabenizou a CSP-Conlutas pelo debate sobre organização de base. A sindicalista abordou a experiência e do fortalecimento das CIPAS, as delegacias sindicais e as comissões de fábrica, composta por mulheres.
Segundo Rosângela, é fundamental o debate sobre organização sindical, “desde que existe o capitalismo, os trabalhadores precisam se organizar”, falou. Lembrou ainda que desde a traição da CUT e com a política de retirada de direitos imposta pelo governo Dilma, contra a classe trabalhadora, é preciso intensificar a organização dos trabalhadores e trabalhadoras. “Precisamos fortalecer a luta em defesa dos nossos direitos e, para isso, precisamos trazer as mulheres para essas discussões”, salientou.
Para a metalúrgica, vários são os desafios das mulheres entre os quais dupla jornada, machismo, precarização do serviço com a terceirização e conquistar espaço dentro dos sindicatos e na política.
“A sociedade nos divide pela opressão e o machismo, por isso, a vinda das mulheres ao congresso nacional da CSP-Conlutas é fundamental”, ressaltou.
Construção civil – A coordenadora geral do Sindicato da Construção Civil de Belém, Deuzinha , trouxe as experiências de seu setor, retratando o crescimento da mão de obra feminina. “Em 2006 eram 99 mil trabalhadoras nos canteiros de obras e em 2010 já são 180 mil”, contou. O próximo passo, segundo ela, foi ocupar os espaços do sindicato e construir a Secretaria de Mulheres. Com isso, a campanha salarial da categoria incorporou todas as reivindicações das operárias.
“As nossas dificuldades, como em todos os locais, é o assédio moral, sexual e o machismo. Lutamos também por escolas e hospitais. Mas é preciso combater acima de tudo, o machismo dentro dos canteiros de obras”, ponderou.
Segundo Deuzinha, as mulheres da construção civil tem atendido o chamado da CSP-Conlutas e do sindicato, “a grande vitória da nossa organização foi a participação de 46 operárias no debate de mulheres no 8 de março, e hoje estamos em sete operárias presentes no 1º Congresso Nacional da CSP-Conlutas”, concluiu Deuzinha.
Após as falas da mesa o debate foi aberto para o plenário que enriqueceu o debate com a troca de experiências das mulheres trabalhadoras.
À tarde, uma companheira egípcia saudou o encontro e contou as mulheres aqui do Brasil as dificuldades e lutas das mulheres de seu país.
Foi a provada uma carta com as principais demandas e desafios das mulheres para o próximo período. Além disso, foi aprovada a realização de um próximo encontro para o primeiro semestre de 2013.
Em seguida foram apresentadas três teses que farão parte dos debates no 1º Congresso Nacional da CSP-Conlutas. São elas: “Por uma CSP-Conlutas de base e antigovernistas. Um sindicalismo para além do capital”, “Construir a unidade da classe trabalhadora da cidade e do campo para derrotar os ataques dos patrões e dos governos” e “Fortalecer a CSP-Conlutas: avançar na unidade da luta e na organização de base”.
Ao final foram eleitas sete delegadas para representar o Movimento de Mulheres em Lutas no 1° Congresso Nacional da CSP-Conlutas.
fonte: http://mulheresemluta.blogspot.com.br/2012/04/1-encontro-de-mulheres-da-csp-conlutas.html
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