Nós do coletivo Levante! CSP-Conlutas defendemos que os trabalhadores devem se apropriar de todas as ferramentas de comunicação para lutarmos contra a exploração da classe.
Por isso, mantemos o nosso bolg levanteunicamp.blogspot.com como um canal de comunicação aberto e que deve ser sempre aprimorado e apropriado pelos trabalhadores da Unicamp, seja para informações locais, regionais, nacionais ou internacionais das lutas dos trabalhadores.
Também estamos no facebook, onde temos um grupo de discussão e também uma lista de discussão por e-mail.
Participe conosco!
Levante! Coletivo Sindical dos Trabalhadores da Unicamp
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quarta-feira, 21 de março de 2012
domingo, 11 de março de 2012
Orientação sexual
O futuro é tão grande... Vamos de mãos dadas!
Políticas permanentes e combate às opressões: questão racial, gênero e orientação sexual
A
discriminação e o preconceito são constantes nos locais de trabalho, nos
discursos e práticas religiosas, nas relações sociais, nos meios de comunicação
etc. O preconceito pode ser fatal, são constantes os casos de agressões e
mortes de homossexuais.
Lamentavelmente,
a homofobia é prática no nosso cotidiano de trabalho. A violência física, moral
ou psicológica atinge centenas diariamente. Piadas e posturas preconceituosas e
homofóbicas são cotidianas. Isto faz com que milhares de trabalhadores não se
expressem livremente, com medo de constrangimentos, retaliações, agressões e
até demissões.
Aqui na
Unicamp não temos nenhum espaço que discuta e amplie o debate sobre o tema. O
STU deve promover este debate amplamente e participar de todas as lutas contra
a homofobia e por direitos aos setores LGBT.
Veja os demais itens da tese:
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
O futuro é tão grande... Vamos de mãos dadas!
Partindo da
perspectiva de avançar na organização de base, "O futuro é tão grande...
Vamos de mãos dadas!" é a tese do Coletivo Levante! CSP-Conlutas para o
Congresso do STU.
Tendo como
princípios a participação plena da base na elaboração política do STU, a
renovação da estrutura sindical e a defesa da liberdade de expressão e da
democracia nas instâncias da Unicamp, chamamos a base da categoria a ser protagonista
ativa das deliberações e das lutas na Universidade, com reais condições para
sê-lo. Seguimos esses mesmos princípios na elaboração desta tese, que foi
construída coletivamente.
A construção
coletiva se deu através de elaboração política, escrita ou em forma de debates,
com diversos ativistas, todos militantes de base. Esta experiência mostra que é
possível que a nossa organização sindical e institucional coloque a base como o
seu centro político, combatendo a burocracia, a criminalização dos movimentos
sociais e exigindo isonomia de salários e de direitos na Unicamp. O futuro é
tão grande... Vamos de mãos dadas!
Veja a tese completa:
Orientação Sexual
Assinam a presente tese:
Adriana Stella – IMECC
Álvaro Bianchi – IFCH/AEL
Daniel Roseno da Silveira – IA
Fernando Barbosa – IMECC
Geraldo Martins – IMECC
Geruza Ferreira de Lima Tanaka –
HC-aposentada
Lisete Rodrigues da Costa – HC
Lucimeire O. Silva da Rocha –
IFGW
Marcelo Leonardo Souza de
Oliveira – IQ
Marcelo Rocco – IFCH
Maria Dutra de Lima - IFCH/AEL
Maria Fabiana Muller – IMECC
Taigor Martino – FE, ex-IA
Zago – IMECC-aposentado
Conjuntura nacional e internacional
O futuro é tão grande... Vamos de mãos dadas!
Em São Paulo , os governos
do PSDB marcaram ao funcionalismo um período de perdas constantes de poder
aquisitivo e uma desvalorização da profissão. Como a política do Estado está no
bico tucano a pelo menos 16 anos, seus reflexos se traduzem em salários
aviltantes, repressão policial aos grevistas, confronto com o movimento
estudantil e criminalização dos movimentos sociais.
A crise
econômica mundial iniciou em 2008 e já é maior que a de 1929, abalando todos os
mercados e os governos imperialistas dos EUA e da Europa.
A crise começou
nos EUA, com a explosão da “bolha de crescimento artificial”: a especulação
financeira era maior do que a produção industrial. Enquanto a produção mundial,
em 2006, somava US$ 47 trilhões, a especulação movimentava US$ 170 trilhões, quase
4 vezes mais. A crise gerou desemprego em massa, fome, e a perda de milhares de
casas para garantir os lucros dos banqueiros.
Para conter a
crise, o governo Obama atacou os trabalhadores: cortou investimentos públicos e
doou quantias exorbitantes de dinheiro para os banqueiros. Essa política mostrou
que o “primeiro presidente negro” dos EUA não está ao lado dos trabalhadores,
mas sim do imperialismo e do grande capital.
Os reflexos
da crise se espalharam pelo mundo. Na Europa, a zona do Euro é a mais afetada.
Inicia-se uma recessão econômica com possibilidade de quebra de bancos e Estados.
Em países como a Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha e Itália, a entrada de Euros
está diminuindo, o que aumenta as dívidas públicas, e gera altas taxas de juros.
Para
preservar o Euro, as burguesias alemã e francesa exigem a submissão desses
países às políticas do FMI: corte de verbas para a saúde, moradia, educação e
transporte, diminuição salarial, corte de direitos trabalhistas, aumento do
tempo de contribuição para a aposentadoria, demissões e terceirizações.
Para defender
os lucros dos banqueiros, os governos descarregam a crise nos trabalhadores e
na juventude, que reagem lutando em greves gerais e manifestações na Grécia,
Portugal e Inglaterra, marcha dos indignados na Espanha e derrotas eleitorais
de partidos governistas, como na Alemanha.
O povo também
luta no mundo árabe, abrindo uma crise na dominação imperialista americana e
européia nessa região, que é estratégica pelas reservas de petróleo. A revolta
das massas árabes contra anos de exploração, miséria e desemprego, agravados
pela crise econômica mundial, derrubou ditaduras pró-imperialistas, como
Mubarak no Egito, e Kadafi na Líbia.
A fim de
manter seu domínio na região e deter a ação das massas, o imperialismo
americano e europeu apoia governos militares e civis de “transição” no Egito,
na Líbia e no Iêmen.
Na América
latina, a crise econômica e a dominação imperialista também produzem seus
efeitos. No Haiti, sob a falsa bandeira de “pacificar” o país, a ONU e os
governos que enviaram tropas militares de ocupação – entre eles o Brasil – apoiam
uma vergonhosa agressão imperialista contra o povo negro.
No país, após
o terremoto de 2009, os haitianos vivem acampados nas ruas, sem luz, alimento e
água potável. Ao mesmo tempo, dirigentes sindicais são demitidos, ativistas são
presos, ocorrem estupros e assassinatos, sempre com a participação direta ou
conivente das tropas de ocupação, que reprimem os movimentos sociais que lutam
contra o desemprego, a fome e a miséria. Essa política colonialista, racista e
de dominação econômica e militar sobre o povo haitiano se dá com a cumplicidade
do governo Dilma e do governo Obama.
Na Venezuela,
Hugo Chávez estabelece com o governo colombiano um pacto comercial cuja moeda
de troca é a colaboração militar e a perseguição, a tortura e morte de
ativistas dos movimentos sociais de ambos os países. Na Venezuela, ocorrem
perseguições a dirigentes camponeses, sindicais e populares, em um processo de
ataques contra aqueles que hoje se organizam e protestam no país por empregos,
melhores salários, moradia, educação, saúde etc.
No Brasil, a economia ainda não sente com
tanta intensidade os efeitos da crise e encerrou 2011 com crescimento de 3,5%, contrariando
todas as previsões do governo e demonstrando que já existe uma desaceleração
econômica. O Brasil não está imune à crise.
Diante disso, o governo e a patronal preparam
profundos ataques aos trabalhadores: corte de R$ 55 bilhões no orçamento
federal, o maior de toda a história, com grave redução na educação (R$ 3,1
bilhões) e destinação de 49,15% de todo o orçamento para o pagamento de juros e
amortizações aos banqueiros.
A continuidade
do modelo da economia brasileira como uma plataforma de produção e exportação
de commodities agrícolas para o mundo, e automóveis e eletrodomésticos para a
América Latina, aprofunda a vulnerabilidade da economia brasileira aos
sobressaltos da crise internacional.
O governo do
PT retomou as privatizações, com a entrega dos aeroportos à iniciativa privada e
também os Correios e Hospitais Públicos, dentre eles, os Universitários. Tramitam
ainda no Congresso Nacional projetos de lei que atacam direitos dos servidores
públicos e congelam seus salários. No campo, o novo Código Florestal é um
enorme retrocesso na luta ambiental e fortalece o agronegócio.
A falta de
políticas para a moradia também são marcas dos governos. A tragédia ocorrida na
região serrana do Rio de Janeiro deixou à mostra o desastre político, econômico
e social a que estão submetidos os trabalhadores frente ao governo Dilma e ao governo
Cabral (RJ). Após um ano, nenhuma casa foi construída na região.
Enquanto isso,
para favorecer a especulação imobiliária, o governo Alckmin e a justiça, numa
violenta ação policial, desalojaram os moradores do bairro Pinheirinho de São
José dos Campos/SP, construído desde 2004, onde viviam 8 mil pessoas, para
deixá-las ao relento, o que mereceu um amplo repúdio da sociedade brasileira e
da comunidade internacional.
A desocupação
do Pinheirinho não é um caso isolado. A realização de megaeventos, como a Copa
e as Olimpíadas, está significando mais ataques aos trabalhadores. Os governos
federal, estaduais e municipais estão implementando um plano de contra-reforma
urbana. Os governos e empresários, para
favorecer a especulação imobiliária, desencadearam uma campanha de higienização
sócio-racial (Favela do Moinho, cracolândia etc.) criminalizando a pobreza.
Assim, a
ineficácia do Programa “Minha casa, Minha vida” está demonstrada: existe no
país um déficit habitacional de 11 milhões de casas e a necessidade de uma
reforma urbana que possa dar casas para os necessitados e melhorar a situação
caótica nos bairros populares.
No Brasil, a
face repressora do Estado se manifesta na perseguição e criminalização dos
movimentos sociais, como ocorrido na prisão arbitrária de manifestantes do ato
contra a visita de Obama ao Rio de Janeiro em 2011, na repressão e perseguição
na USP, e, mais recentemente, na prisão de líderes e ativista das greves dos
PMs e bombeiros dos estados da Bahia e Rio de Janeiro.
Em Campinas, o
povo trabalhador é vítima dos escândalos de corrupção que o prefeito Hélio
(PDT) e seu vice Demétrio Vilagra (PT) cometeram contra a cidade, sucateando os
serviços de saúde, as creches e ainda atrasando o 13º salário dos municipais. Os
corruptos que roubaram mais de R$ 600 bilhões seguem impunes. A Câmara
Municipal, desmoralizada, votou um aumento de 126% para os vereadores, desprezando
a opinião da população e legislando em causa própria.
Como se não
bastassem todos estes ataques aos trabalhadores de Campinas, vem ainda o GOLPE
final: eleições indiretas para Prefeito. É a reedição dos tempos da ditadura,
onde 33 picaretas, que só pensam em como aumentar seus salários, vão querer
eleger, no lugar do povo, o próximo prefeito, e, para isso, ainda contam com o
aval da justiça.
Veja os demais itens da tese:
Veja os demais itens da tese:
Universidade
O futuro é tão grande... Vamos de mãos dadas!
Muito se fala
sobre a excelência da Unicamp, no entanto, nada se fala sobre o papel que ela
cumpre com mestria: o de se colocar ao lado do grande capital e de sua ganância
por novas tecnologias e mercadorias e o de oprimir e explorar os trabalhadores
e os estudantes.
Os altos
índices de produtividade dos trabalhadores não decorrem de melhores condições
de trabalho, e sim da precarização de suas atividades. A Universidade, que
deveria produzir conhecimento para a classe trabalhadora, é, na verdade, uma fábrica
de diplomas, de artigos, de super-exploração do trabalho, de desvalorização dos
servidores, de terceirizações e de alienação estudantil.
A existência
de plágio e falsificação de resultados de pesquisa que abalaram as
universidades paulistas, de trabalhadores terceirizados que não recebem
salários, da alta rotatividade de funcionários por insatisfações com trabalho e
salário, aliadas ao estágio probatório punitivo e a uma carreira ineficiente e
antidemocrática, são a face perversa dessa precarização.
A reitoria implementa há anos um projeto
privatizante que significa a destruição de qualquer resquício de serviço
público. No HC, com autarquização, por exemplo, quem puder pagar, terá
atendimento diferenciado. Haverá uma fila maior do que já há hoje, para que os
trabalhadores pobres possam democraticamente morrer na espera do atendimento. Na área da saúde, os equipamentos e as
pesquisas lá desenvolvidas ao longo dos anos beneficiam as empresas de saúde e
os convênios médicos. A Funcamp, que foi criada nos anos 80, já terceirizou
vários setores técnicos e operacionais, a grande maioria na área da saúde.
Trabalhadores dos restaurantes, vigilância, limpeza, marcenaria e vários
motoristas são hoje terceirizados por diversas empresas.
O preço dessa
política é elevado: as vozes dissonantes são criminalizadas. A abertura de
processo judicial contra 9 servidores que lutaram na greve de 2010, a suspensão por 6
meses de estudantes que lutaram por moradia estudantil, a aplicação de 50
faltas aos trabalhadores grevistas em 2011, o descaso frente às reivindicações
dos trabalhadores e às moções das Congregações que os apoiavam nesta greve e a
punição, em 2012, de um servidor que ousou discutir a greve, evidenciam a intolerância
da Reitoria no trato às diferenças, ao dissenso e à contestação, próprios da
vida acadêmica.
Os docentes
ligados ao projeto político da Reitoria são beneficiados com tudo que o
dinheiro pode comprar, sobrando para os demais docentes, servidores e estudantes
as portas fechadas ao diálogo.
A baixa
representatividade dos trabalhadores e estudantes nas instâncias decisórias
revela um descompasso com os princípios constitucionais, cujas premissas
democráticas são as bases das relações institucionais.
O CONSU é
antidemocrático: é formado pelo reitor e seu vice, seus 5 pró-reitores por ele
indicados; 22 diretores de institutos e faculdades por ele indicados a partir
de lista tríplice; seu superintendente do HC e 5 representantes da “comunidade
externa”, incluída a Fiesp, representando os patrões. Todos deliberam sem terem
sido eleitos. São 35 conselheiros natos, o suficiente para garantir maioria
para as propostas da Reitoria.
Os
conselheiros eleitos pela comunidade universitária são apenas 22 representantes
docentes; 9 discentes; 7 funcionários.
Ao longo dos
últimos anos, o CONSU foi reduzido à condição de órgão de homologação das decisões
do Reitor. As autoridades acadêmicas substituíram o livre debate e a democracia,
pelo monólogo autoritário, bajulação e as magníficas portarias da Reitoria.
No CONSU não
existe paridade na representação das categorias e respeito aos princípios democráticas
que deveriam nortear suas atividades. O anacronismo revelou-se acentuadamente na
última greve: a Reitoria mostrou completo desprezo pelas demandas por piso
salarial e vale-alimentação isonômicos com a USP reivindicados pelos
funcionários e apoiados pelos estudantes por diversas Congregações, com a
desculpa, já desmascarada, de falta de verbas.
A Reitoria, no CONSU de meados de dezembro, sequer ouviu tais
manifestações, desligando seu microfone e retirando-se do recinto.
No boletim da
Aeplan de jan/2012, ficou obvio que existe margem de negociação salarial e que,
há pelo menos 10 anos, há uma evidente perda de poder aquisitivo dos
funcionários da Unicamp. Ao invés de investir na valorização dos trabalhadores
e na adequação dos já existentes espaços de convivência, laboratórios e salas
de aula, a reitoria gasta milhões na fortificação de seus muros, na blindagem
de suas portas, na demolição e reconstrução da praça do Básico, na criação do
CB3 e na instalação de câmeras para vigiar e punir a comunidade universitária.
Veja os demais itens da tese:
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Estrutura Sindical
O futuro é tão grande... Vamos de mãos dadas!
Em 1991, logo
após a Constituição permitir que servidores públicos constituíssem sindicatos,
foi fundado o STU, com o lema “Um Sindicato de luta e independente da reitoria”.
Foram 2
décadas de lutas, greves, mobilizações, vitórias e derrotas: em defesa da
organização sindical, por melhores salários e benefícios, pela autonomia
universitária, pela democratização da universidade, por melhorias na carreira,
por cursos noturnos, no Fora Collor,
contra a recessão e o desemprego, contra as punições e demissões de
trabalhadores combativos, contra as terceirizações, contra o desmonte e a
precarização do trabalho, por vagas na creche, em defesa da saúde pública,
contra as políticas de FHC, participou da CUT burocratizada e governista e do
Fórum Social Mundial.
Mais
recentemente, a Entidade, burocratizada e isolada da base, filiou-se à
burocracia governista – CTB, pôs fim à proporcionalidade e esvaziou os
Conselhos de Representantes.
As lutas
recentes travadas pelo STU, como a greve de 2011, apontam a prioridade que
devemos dar à luta contra a sua burocratização, à organização da base e sua
plena participação nas elaborações políticas e nas atividades do Sindicato.
Em 2011, a categoria lutou
durante quase 50 dias por isonomia de salários e de direitos, mostrando muita
disposição de luta, com um grande saldo político. Em vários locais de trabalho houve
mobilização e bons exemplos de organização pela base.
Porém, o STU
foi derrotado economicamente e a postura da diretoria de centralizar o
planejamento político e os materiais da greve foram problemas que necessitam
ser revistos. Os Comandos por Locais de Trabalho e o Comando Central da Greve
são políticas fundamentais para a construção democrática do movimento. Desde o
início estes espaços foram desvalorizados pela diretoria do STU. Tais ações
causaram problemas diários, como o desencontro das informações e a
desorganização do movimento. A luta iniciou com 1500 trabalhadores em frente à
Reitoria e foi suspensa após um processo de enfraquecimento, com muitas baixas
de participação.
O STU precisa
superar a burocratização. Somente construindo pela base o Sindicato vencerá a
luta pela isonomia de salários e de direitos. Para vencer as lutas, precisamos
de uma nova estrutura sindical.
Reestruturação
do CR em Conselhos de Unidades construídos pela base: a realidade atual da luta
de classes e da Unicamp exige estímulo a uma maior participação dos
trabalhadores. Com um esforço consciente e sistemático é possível organizar uma
parcela ampla de ativistas dentro da Unicamp, nos seus locais de trabalho. A
reorganização do Conselho de Representantes com amplo debate na base para sua
plena participação nas elaborações políticas do STU, significa transformá-lo em
Conselhos de Unidade, que atuem como comandos de mobilização pela base. É
possível e necessário organizar centenas de ativistas dentro da Unicamp que
passem a atuar sindicalmente, de forma consciente, junto ao STU.
Democratizar a
comunicação do STU: para que a base tenha participação plena sobre a Entidade,
é necessário refazer o canal de comunicação do STU. Os Conselhos de Unidade
deverão garantir a voz do trabalhador e os jornais e boletins deverão ser o
espaço para este fim. O Conselho Editorial dos boletins e das publicações do
STU não podem representar uma gestão, mas sim a base. Durante a greve, foi
nítido que a comunicação centralizada na Diretoria do STU prejudicou a
organização dos trabalhadores: a base não sabia previamente das atividades do
dia, as discussões da greve nem sempre eram publicadas e toda a informação
ficava restrita à Diretoria. Para romper a comunicação burocratizada, o STU
deve ter um Conselho Editorial da base e adotar medidas de proteção aos
ativistas, para que possam expressar-se sem correr o risco de serem punidos. Todos
os canais de comunicação devem ser abertos para a livre manifestação dos
ativistas: os boletins deverão conter espaço para que a base escreva e as
mídias eletrônicas devem ser mais bem exploradas, com blogs de Unidades na
página do STU, listas de e-mails e envio de SMS para os trabalhadores. É
necessário que a informação seja acompanhada por formação política que garanta
que os processos de transformação partam da base, frutos da conscientização e
das lutas políticas e econômicas da categoria.
Avançar na organização
de base - a base decide: para que a organização de base possa democratizar a
vida sindical, é importante que esteja integrada ao processo de discussão e
deliberação do STU. A diretoria deve levar a sério a premissa de construir “com
a base”, e não “por cima da base” as lutas e atividades do Sindicato. Além de
possibilitar a democratização da vida sindical, a organização dos trabalhadores
nos locais de trabalho potencializa a sua capacidade de luta.
Fortalecer os
Comandos de Base: os momentos de mobilização dos trabalhadores são os mais
propícios para avançar na organização de base. Surgem mais ativistas e é maior
o interesse em participar das lutas. É preciso tomar como uma regra o esforço
para que, nas campanhas salariais, se constituam comandos de base que dirijam a
campanha junto com a diretoria do sindicato e o comando geral, fortalecendo os comandos
de greve com a participação plena da base.
Defesa da
proporcionalidade: a proporcionalidade deve servir para fortalecer o STU como
organizador das lutas unificadas de toda a classe, não como loteamento de
espaço entre correntes políticas. Para isso é necessário que esta
proporcionalidade se aplique na própria eleição da diretoria sem cláusulas de
barreira e seja direta e qualificada.
Limites de
reeleição: para combater a burocratização e o afastamento dos diretores da vida
cotidiana da categoria e das organizações de base, devemos aplicar limites de
reeleições.
Mandatos de
diretores revogáveis pela base: para garantir a participação política da base e
a implementação das suas decisões em Assembleia, os mandatos da diretoria devem
ser revogáveis por decisão da base.
Independência
de classe, a governos e Reitoria – autonomia em relação aos partidos políticos.
Fim do imposto
sindical: o imposto sindical quebra a autonomia do movimento sindical,
atrelando-o ao Estado, já que a estrutura sindical passa a ser financiada pelo
imposto e não pelas contribuições espontâneas dos trabalhadores. O STU deve ser
financiado exclusivamente por meio das contribuições da base, sempre a partir
de decisão soberana dos trabalhadores e o dinheiro do imposto deve ser
devolvido para a categoria.
Desfiliação da
CTB. A filiação à CTB foi definida em Congresso sem prévio processo de
discussão com a base, sem ser proposta no caderno de teses e antes da
constituição formal da Central. A definição de filiação a uma Central Sindical deve
se dar após amplo debate com a base. O STU deve ter participação orgânica no
processo de reorganização dos setores combativos do movimento sindical e na
construção de uma central que unifique estes setores.
Todos esses
aspectos são importantes porque fortalecem a luta, incentivam o controle da
organização sindical pela base e enriquecem o debate político. Desta forma, os
trabalhadores aprendem lições valiosas para os enfrentamentos de classe que
terão pela frente.
Veja os demais itens da tese:
Veja os demais itens da tese:
Alterações Estatutárias
O futuro é tão grande... Vamos de mãos dadas!
ARTIGO 19º (...)
d) Promover avaliação da Diretoria e
do Conselho de Representantes sindicais e decidir sobre a revogação do mandato
individual ou coletivo, assim como a exclusão de filiados. Para a exclusão da
Diretoria e do Conselho de Representantes sindicais e também de diretores,
conselheiros e filiados, o quorum exigido será de 2/3 dos membros presentes à
Assembleia especialmente convocada para esse fim, não podendo ela deliberar, em
primeira convocação, sem a maioria absoluta dos associados, ou com menos de 5%
dos associados nas convocações seguintes.
§ 3º - Os membros da Diretoria que tiverem seus mandatos
revogados deverão ser substituídos pelos suplentes das respectivas chapas pelas
quais foram eleitos.
ARTIGO 21º (...)
§
3° - Das Plenárias: As plenárias serão instâncias para o sindicato eleger
os delegados e posições indicativas para as plenárias, seminários e congressos
de Centrais, Federações e demais entidades gerais.
ARTIGO 36º - A Diretoria Sindical, órgão executivo do Sindicato,
será composta por 27 (vinte e sete) membros, eleitos proporcionalmente entre as
chapas concorrentes pelo voto direto e secreto de seus associados em dia com
suas obrigações estatutárias.
§ ÚNICO. A diretoria será distribuída em coordenações conforme
artigo 37.
ARTIGO 37º (...)
o) Coordenação de Mulheres com
uma diretora liberada
ARTIGO 38º (...)
§
ÚNICO – Responderá juridicamente pelo Sindicato um dos coordenadores gerais
indicado pela diretoria.
ARTIGO 40º - O mandato dos membros da diretoria será de 3 (três)
anos, sendo permitida somente uma reeleição imediata.
ARTIGO 41º - Na hipótese de renúncia coletiva de mais da metade dos
membros da Diretoria do Sindicato, esta será considerada destituída.
Adequação dos artigos se aprovada
a proporcionalidade.
Planos de lutas
O futuro é tão grande... Vamos de mãos dadas!
A Reitoria da
Unicamp prometeu elevar o vale-alimentação para R$ 600,00 em junho. Esse aumento
significa uma vitória econômica parcial para as lutas por isonomia com a USP. Ao
mesmo tempo, Fernando Costa ataca o patrimônio do sindicato tentando desmontar
a Entidade, intensifica a criminalização de estudantes e funcionários, tenta
desunir a categoria, promove ganhos salariais através de avaliações de
desempenho em uma carreira meritocrática e obscura, despreza as reivindicações
dos trabalhadores e quando incrementa benefícios, tenta esvaziar o sentido das
lutas, afirmando que “são os servidores da Unicamp que garantem sua excelência
universitária”. Essas são as mesmas políticas que Rodas implementou na USP: só
falta a PM no campus da Unicamp.
Estamos frente
a uma reitoria truculenta. Devemos cobrar nossos direitos e denunciar as
arbitrariedades do Reitor, exigindo que a participação dos funcionários nos
processos decisórios seja efetiva na defesa do interesse público que a Reitoria
nega-se a ter. Nosso movimento deve articular as denúncias com a defesa da
paridade nas instâncias da Universidade.
A greve tem de
ser tratada como direito e instrumento de mobilização, para expor a realidade
que vivemos para fora dos muros da Universidade, para politizar o debate e mostrar
as práticas antidemocráticas da Reitoria.
Porém, não é tarefa fácil sensibilizar a
sociedade de Campinas com nossas reivindicações. A Unicamp mantém pouca relação
com a cidade onde está localizada, exceto através do HC, em vias de
privatização. Os trabalhadores da região e da própria universidade, que mantêm
sua estrutura financeira com milhões de reais do ICMS arrecadados com o suor de
seu trabalho diário, sequer têm acesso à Unicamp, tampouco seus filhos. Logo, a
universidade, que se diz pública, não é aberta ao público. Também não é
gratuita, já que é financiada com dinheiro público. Sua qualidade é a de não
estar a serviço da classe trabalhadora, que a mantém com seu trabalho, mas sim
de joelhos ao grande capital, produzindo para a burguesia. A Unicamp não
oferece estruturas adequadas aos estudantes, como moradia, restaurantes, bolsas
etc.
Na luta pela isonomia, dentro e fora do Campus,
precisamos defender mais verbas para a educação, como fizemos na campanha dos
10% do PIB para a educação pública já e quando exigimos maiores repasses de
ICMS, sem a intervenção do capital privado ou de cursos pagos, articulando
essas campanhas com a exigência de uma universidade pública, gratuita e de
qualidade para a classe trabalhadora.
A nossa
defasagem salarial e o desrespeito à prestação do serviço público também devem
ser denunciados. Os servidores são tratados como colaboradores, sem quaisquer
resquícios de legitimidade para a elaboração do processo de trabalho que segue
centralizado nas mãos do alto escalão da universidade. Precisamos denunciar que
as universidades são tratadas como feudos por pessoas cuja vinculação ao
projeto político do governo estadual e federal elimina, na prática, a autonomia
universitária e submete a Unicamp aos interesses do imperialismo e do grande
capital.
Nesse quadro,
devemos continuar denunciando as políticas privatistas da Reitoria e fortalecer
o STU, através do controle efetivo da base sobre a Entidade e defender a
democracia e a paridade nas instâncias deliberativas da Unicamp. Desta forma,
nossas lutas gerais em defesa da classe trabalhadora e de denúncias e
exigências aos governos seguem na ordem do dia.
-Isonomia já
- Contra a autarquização do HC
- Fim do estágio probatório de 3
anos, das punições, dos descontos e da lei da mordaça
- Pelo regime jurídico único
- Contra a terceirização
- Paridade nas instâncias da
universidade
- Universidade pública para a
classe trabalhadora
- Redução da jornada: 30 horas é
você quem faz
- Carreira unificada entre as
estaduais paulistas construída pelos trabalhadores
- Valorização do servidor e do
serviço públicos
- Fim do imposto sindical
- Solidariedade aos moradores do
Pinheirinho
- Reforma urbana, com
investimento público em habitação, sob controle dos trabalhadores. Abaixo à
expulsão das comunidades ameaçadas de despejo pelos governos e polícia. Apoio ao
direito de autodefesa das comunidades ameaçadas
- Por um plano econômico dos
trabalhadores, aumento geral de salários e garantia de recomposição automática
para evitar as perdas salariais
- Redução e congelamento dos
preços, tarifas e aluguéis
- Salário mínimo conforme o
cálculo do DIEESE
- Estabilidade no emprego: fim da
demissão imotivada e da informalidade do trabalho. Emprego para todos
- Reajuste das aposentadorias
igual ao do salário mínimo; fim do fator previdenciário
- Defesa dos direitos
trabalhistas e sociais
- Estatização do sistema
financeiro
- Reforma agrária com o fim do
latifúndio e do agronegócio, políticas públicas, apoio técnico e financiamento
para o pequeno produtor rural
- Em defesa do meio ambiente.
Contra a construção de Belo Monte e a transposição do rio São Francisco
- Contra a criminalização do movimento social.
Em defesa do direito de lutar, do direito de greve dos trabalhadores e dos
dirigentes das lutas presos e perseguidos. Apuração e punição imediata dos
assassinatos dos dirigentes dos trabalhadores rurais
- Desmilitarização das polícias
militares e corpos de bombeiros, vetando seu uso na repressão aos trabalhadores
e aos movimentos populares
- Punição aos assassinos e
torturadores do regime militar
- Contra a privatização dos
aeroportos. Reestatização das estatais privatizadas sem indenização
- Não pagar a dívida pública
interna e externa para ter 10% do PIB já para educação pública e 6% do PIB para
a saúde pública
- Pelo direito à organização dos
trabalhadores nos locais de trabalho
- Contra todas as formas de
opressão às mulheres, negros e homossexuais e demais setores oprimidos. Salário
igual para trabalho igual. Creches para as famílias trabalhadoras. Abaixo à
violência policial contra os negros nos bairros pobres. Em defesa dos
territórios quilombolas. Pela criminalização da homofobia
-
Desenvolvimento de uma política de formação sobre a questão étnica e racial: em
defesa da semana da consciência negra
- Política de
cotas para ingresso de trabalhadores negros na Unicamp
- Exigir dos
governos Dilma e Alckmin que 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra,
seja feriado nacional e estadual
- Criação da
Coordenação de Mulheres, com uma diretora liberada, com pelo menos uma reunião
mensal aberta à participação de todas as trabalhadoras
- Campanha de
sindicalização de mulheres
- Garantir que
em todas as atividades do sindicato tenham creche, especialmente nas greves e
nos congressos
- Promover
atividades relacionadas à sexualidade
- Defesa da
união estável civil homossexual
- Orientação
sexual nas escolas
- Combate à
homofobia e punição aos que discriminam ou agridem com comportamentos
homofóbicos
- Cursos de
formação e atividades que discutam as opressões
- Realização
de Encontros bienais da luta contra as opressões, intercalados com os anos de
Congresso do STU
- Publicações
mensais que tratem das opressões
- Levantamento
sobre a realidade funcional dos setores oprimidos dentro da Unicamp,
considerando salário, evolução funcional, cargos, assedio sexual e moral em
função de raça, gênero ou orientação sexual
- Todo apoio à revolução árabe e
às lutas dos trabalhadores europeus contra os planos de austeridade
- Fora as tropas brasileiras do
Haiti
- Pela unidade da luta
internacional dos trabalhadores
- Nenhuma confiança nos governos
Dilma, Alckmin e Serafim
- Por um governo dos
trabalhadores e uma sociedade socialista
Veja os demais itens da tese:
Questão racial
O futuro é tão grande... Vamos de mãos dadas!
Políticas permanentes e combate às opressões: questão racial, gênero e orientação sexual
O governo
Dilma vende a ideia de que o Brasil combate o racismo através da Secretaria
Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (um órgão que se quer tem
verba), do ProUni (que joga a população negra e carente em universidades
privadas de baixa qualidade) e da proposta de cotas (inserida no projeto de
Reforma Universitária que visa privatizar o ensino).
Na Unicamp, o racismo
é evidente: os negros ocupam os piores postos de trabalho. Entre a década de 80
e 90, quando a Unicamp contratava servidores de nível fundamental, os negros
ocupavam estes postos de trabalho e eram os mais combativos da categoria. Com a
terceirização, a maioria dos negros são submetidos a relações de trabalho
precarizadas e perdem seu direito de lutar.
O ingresso de
servidores negros via concurso público é ínfimo, pois a seleção não é isonômica:
a maioria dos negros está sujeita aos piores sistemas educacionais. Por este
motivo, uma política anti-racista é o sistema de cotas para ingresso no serviço
público.
O combate ao
racismo foi negligenciado pela atual gestão do STU. No auge da greve, na Semana
da Consciência Negra, a Diretoria não promoveu debates sobre os negros e o
racismo, mesmo com diversos ativistas dispostos a construir a Semana. Não
podemos admitir que isto ocorra novamente. Devemos incorporar o combate ao racismo
no nosso calendário de lutas.
Veja os demais itens da tese:
Veja os demais itens da tese:
Gênero
O futuro é tão grande... Vamos de mãos dadas!
Políticas permanentes e combate às opressões: questão racial, gênero e orientação sexual
Políticas permanentes e combate às opressões: questão racial, gênero e orientação sexual
A desigualdade
de gênero inicia-se com a divisão social do trabalhado, limitando a mulher à
tarefa da maternidade, que passa a ter a função “sagrada” de procriar e educar
as novas gerações, sendo praticamente excluída do trabalho e reduzida aos
afazeres domésticos. Esta situação se perpetua até o início do século XIX,
quando a mulher é inserida no mercado de trabalho, recebendo pagamentos menores
que os homens para fazer a mesma atividade.
As mulheres
são excluídas até das estatísticas de trabalho, que só consideram o número de
mulheres economicamente ativas, ou seja, que trabalham fora de casa. As
atividades de dupla e tripla jornada de trabalho, como cozinhar, lavar, passar,
cuidar da casa e da educação dos filhos não são contabilizadas como trabalho, desobrigando
o Estado de fornecer educação, saúde, restaurantes, lavanderias públicas.
O capitalismo
não inventou o machismo, mas se utiliza dele para aumentar a exploração da
classe trabalhadora e, com isso, seus lucros. Por este motivo, o movimento de
mulheres tem de ter um enfoque classista.
O governo
Dilma mostra isto claramente. O fato de Dilma ser mulher não significa que ela está
ao lado dos trabalhadores. Como ela, mulheres como Hillary Clinton, Condolezza
Rice, Cristina Kirshner, entre outras que assumem postos de comando nos
governos burgueses, estão a serviço do imperialismo, aplicando as políticas
neoliberais de superexploração da classe trabalhadora e, dentro dela, das
mulheres trabalhadoras.
A exemplo disto,
na 3ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres realizada em dezembro
de 2011, Dilma tratou as mulheres nos marcos da maternidade e dos cuidados
familiares, descaracterizando a mulher trabalhadora. Seu governo não quer
discutir a descriminalização do aborto e tampouco a sua legalização, e sem um
recorte classista, não há políticas públicas para a proteção do emprego da
mulher nem de combate à dupla jornada de trabalho. Em seu governo há um avanço da
violência contra a mulher e a banalização e o aumento do machismo. Isto nos
mostra que as mulheres estão divididas em classes sociais distintas e isso faz
com que tenham programas de luta distintos.
Neste marco, a
luta das trabalhadoras da Unicamp deve incorporar bandeiras gerais e específicas
da Universidade.
Licença
maternidade: as trabalhadoras devem lutar unidas pela licença maternidade de 6
meses, de modo que se constitua num direito desvinculado da contribuição ao
Estado, de forma obrigatória e sem isenção-fiscal, garantida a todas as
mulheres, trabalhadoras e estudantes, extensivo às trabalhadoras que estão na
informalidade. Na Unicamp, temos de lutar para que a licença não seja
considerada como “ausência” em nenhum tipo de avaliação, seja da carreira ou do
estágio probatório.
Sistema
educacional: diversas mudanças foram implantadas pela nova Direção do Dedic sem
a participação dos pais e professores. Houve mudanças em cargos de chefia e
diversos profissionais foram realocados. Não existem mais plantões de férias
nos meses de janeiro e julho e o DGRH paga uma quantia nas férias para que a
criança fique em casa, o que não resolve o problema da mãe trabalhadora que tem
somente 30 dias de férias e não tem com quem deixar seus filhos além deste
período. A alegação do DGRH é que este período de férias é necessário para que
se faça a manutenção das creches e eventuais reformas sem colocar as crianças em risco. Mas não é o que
tem acontecido. O que os pais se deparam, ao voltar do período de férias, é com
uma desorganização total: salas bagunçadas, brinquedos ensacados e as reformas
e manutenções ainda ocorrendo. Além disso, a direção do Dedic, ao contrário do
que acontecia anteriormente, monta as turmas sem levar em conta a opinião dos
professores, gerando descontentamento tanto dos professores quanto dos pais. A
intenção da Reitoria é claramente a de desmontar o sistema educativo até ficar
com o que é obrigatório para a empresa, ou seja, o berçário, sendo que até este
direito pode ser terceirizado pela instituição pagando-se um auxílio-criança.
Acontece aqui, o que já aconteceu com outros serviços da Universidade como a
limpeza, manutenção e segurança: a terceirização e o desmonte gradual com
graves prejuízos para o trabalhador e para a própria Universidade Pública.
Precisamos resgatar a participação efetiva dos trabalhadores (pais e
professores) nas instâncias de decisão do Sistema Educativo e promover
discussões e grupos de trabalhos que tratem da questão e também das
reivindicações das profissionais de educação.
Combate à
violência: após 4 anos da Lei Maria da Penha, a violência contra a mulher não
diminui. A cada 2 minutos 5 mulheres são agredidas e há cada 2 horas morre um
mulher vítima de agressão. Nem a “ilha” da Unicamp escapou: em 2011 diversas
denúncias de estupros trouxeram o problema à tona para as trabalhadoras e
estudantes. É preciso que a Lei seja aplicada e ampliada, punindo os agressores
e que políticas públicas possibilitem a melhora de condições de vida para a
classe trabalhadora.
Descriminalização
e legalização do aborto: dentre as mulheres com idade até 40 anos, 1 em cada 5
já fez aborto. Cerca de 2/3 das mulheres que fizeram aborto são católicas, 1/4
protestantes ou evangélicas. Isto mostra que a maioria das mulheres que pratica
o aborto é religiosa, o que coloca em contradição as afirmações das Igrejas
contra o aborto. Milhares de mulheres morrem vítimas de aborto clandestino. A
primeira medida é descriminalizar o aborto: as mulheres não podem ser presas
por abortar. A legalização é bastante polêmica, por isso é preciso avançar
neste debate entre as trabalhadoras da Unicamp. O STU deve promover espaços de
debates e discussões que abordem o tema, que instrumentalize e oriente as
mulheres.
Movimento de
mulheres: embora ninguém assuma ter um comportamento machista, podemos notar
que o espaço sindical é masculino. As mulheres assumem tarefas de organização,
secretaria, cuidados, mas não encabeçam as tarefas de elaborar a política e falar
em assembleias. É preciso romper com esta lógica, aplicando medidas que
promovam as mulheres. Por isso, defendemos um movimento unificado das mulheres
ativistas não apenas para organizar espaços, como o 8 de março, mas para uma intervenção
unificada, afirmando o papel das mulheres como protagonistas das atividades
sindicais.
Combate ao
machismo: temos de travar a discussão do machismo dentro do Sindicato, fazer
amplas campanhas de sindicalização das mulheres e trazê-las ao combate contra o
machismo como ideologia burguesa que envenena e desagrega a classe
trabalhadora.
Veja os demais itens da tese:
Veja os demais itens da tese:
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
O futuro é tão grande... Vamos de mãos dadas!
O prazo para entrega das teses para o Congresso do STU é dia 23/02 (quinta-feira).
Nós, do coletivo Levante! CSP-Conlutas defendemos que este congresso deverá ter como eixo central avançar na organização da base. Por isso, estamos construindo coletivamente, junto à base, a tese "O futuro é tão grande... Vamos de mãos dadas!".
Participe! Envie suas contribuições até o dia 17/02 para o e-mail levanteunicamp@gmail.com ou para levante@hotmail.com.br.
Nós, do coletivo Levante! CSP-Conlutas defendemos que este congresso deverá ter como eixo central avançar na organização da base. Por isso, estamos construindo coletivamente, junto à base, a tese "O futuro é tão grande... Vamos de mãos dadas!".
Participe! Envie suas contribuições até o dia 17/02 para o e-mail levanteunicamp@gmail.com ou para levante@hotmail.com.br.
Lutas de 2011 conseguem arrancar auxílio-alimentação de R$ 600
Em, 2008, após as lutas da categoria, a Universidade insere o programa de vale-alimentação aos servidores técnico-administrativos. Os valores eram escalonados, iniciando-se em R$ 20,00 e contemplavam apenas uma fração dos trabalhadores.
As lutas continuaram e o programa deste benefício foi ampliado gradativamente. A principal reivindicação dos trabalhadores era que o vale-alimentação fosse para todos e isonômico com a USP.
Em 2011, indignada, nossa categoria organizou-se em uma das maiores mobilizações dos últimos anos: foram 50 dias lutas e mais de 200 trabalhadores tiveram corte de ponto e alguns ativistas receberam a lei da mordaça, sendo punidos por simplesmente expressar a sua indignação.
Estas medidas fizeram com que a categoria ficasse ainda mais indignada. E, justamente neste momento, o auxílio-alimentação aumenta, nos marcos das reivindicações dos trabalhadores (clique aqui para ver os novos valores).
Essa conquista da categoria mostra a importância de lutarmos unidos. Agora, nossa luta avança para a isonomia salarial com a USP, pela retirada das punições, pelo fim da lei da mordaça, pelo fim do estágio probatório e das terceirizações, contra a autarquização do HC e o desmonte do sistema educacional (CECI e PRODECAD).
Vamos avançar na nossa organização de base para fortalecer a união dos trabalhadores por uma universidade democrática, que valorize os servidores e o serviço público!
As lutas continuaram e o programa deste benefício foi ampliado gradativamente. A principal reivindicação dos trabalhadores era que o vale-alimentação fosse para todos e isonômico com a USP.
Em 2011, indignada, nossa categoria organizou-se em uma das maiores mobilizações dos últimos anos: foram 50 dias lutas e mais de 200 trabalhadores tiveram corte de ponto e alguns ativistas receberam a lei da mordaça, sendo punidos por simplesmente expressar a sua indignação.
Estas medidas fizeram com que a categoria ficasse ainda mais indignada. E, justamente neste momento, o auxílio-alimentação aumenta, nos marcos das reivindicações dos trabalhadores (clique aqui para ver os novos valores).
Essa conquista da categoria mostra a importância de lutarmos unidos. Agora, nossa luta avança para a isonomia salarial com a USP, pela retirada das punições, pelo fim da lei da mordaça, pelo fim do estágio probatório e das terceirizações, contra a autarquização do HC e o desmonte do sistema educacional (CECI e PRODECAD).
Vamos avançar na nossa organização de base para fortalecer a união dos trabalhadores por uma universidade democrática, que valorize os servidores e o serviço público!
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
TESE: O futuro é tão grande... Vamos de mãos dadas.
Convidamos todos a participar da construção coletiva desta tese e avançar na organização de base. Até o dia 17/02, sexta-feira, envie a sua contribuição para levanteunicamp@gmail.com
1. Conjuntura nacional e internacional
A crise econômica veio para ficar e seus efeitos já são considerados maiores que a crise de 1929, gerando mobilizações na Europa. No mundo árabe, revoluções derrubam ditaduras. No Haiti, a ocupação militar brasileira está a serviço do imperialismo para oprimir o povo.
No Brasil, o Governo Dilma aumenta os juros, diminui os investimentos públicos e arrocha salários, favorecendo os banqueiros e a grande burguesia. Ao mesmo tempo, privatiza os aeroportos e avança na privatização dos Correios e dos hospitais universitários.
Em São Paulo, Alckimin promove a higienização sócio-racial e a criminalização dos movimentos sociais, como em Pinheirinho e na Cracolândia.
Em Campinas, os vereadores aumentam o próprio salário em 126% e não abrem eleições diretas para Prefeito.
2. Universidade
A Reitoria não ouve as reivindicações dos trabalhadores por isonomia de salários e de direitos e prioriza os investimentos em obras faraônicas, como a reforma do Básico e o CB3. Também não discute paridade e democracia dentro na Universidade, aplicando a lei da mordaça aos trabalhadores grevistas e descontando seus salários.
3. Estrutura sindical
- avançar na construção pela base: a base decide
- reestruturação dos CRs em Conselhos de Unidades construídos pela base, com plena participação na elaboração política do STU
- proporcionalidade
- mandatos de diretores revogáveis pela base e limite de reeleições
- autonomia em relação a partidos políticos
- independência de classe, a governos e Reitoria
- fim do imposto sindical
- desfiliação da CTB
- definição de filiação à Central Sindical após amplo debate com a base
- participação orgânica do STU no processo de reorganização dos setores combativos do movimento sindical e na construção de uma central que unifique estes setores.
4. Alterações estatutárias
Todas as mudanças necessárias para efetivação da participação plena da base na elaboração política do STU e na renovação da estrutura sindical.
5. Planos de lutas
- Isonomia já e R$ 510 pra todo mundo!
- Contra a privatização do HC!
- Pelo fim do estágio probatório!
- Fim das punições, dos descontos e da lei da mordaça!
- Paridade nas instâncias da universidade!
- Redução da jornada: 30 horas é você quem faz!
- Carreira unificada entre as estaduais paulistas construída pelos trabalhadores!
- Fim das terceirizações!
- Contra a criminalização dos movimentos sociais: lutar não é crime, é um direito!
6. Políticas permanentes e combate às opressões: questão racial, gênero e orientação sexual
- Criação da Coordenação de Mulheres, tendo uma diretora liberada
- Encontros bienais da luta contra as opressões, intercalando com os anos de Congresso do STU
- Construção de creches para atender toda a demanda
- Combate à homofobia, ao racismo e à violência contra a mulher!
- Pelo fim da violência contra a mulher! Punição aos agressores! Construção de casas-abrigo! Ampliação e aplicação da Lei Maria da Penha!
- Anticoncepcionais para não abortar. Aborto legal, seguro e gratuito para não morrer!
- Ampliação da licença paternidade para 30 dias
- Cursos de formação, debates e demais atividades que discutam o tema das opressões e sexualidade
- Defesa da união estável civil homossexual
- Garantir publicações mensais e periódicas ou boletins especiais que trate especificamente das opressões
- Levantamento minucioso sobre a realidade funcional dos setores oprimidos e da manifestação das opressões nas relações de trabalho: assedio sexual, assedio moral em função de raça, sexo ou orientação sexual e outras formas de opressão.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Balanço da Greve
por Adriana Stella
Foram cerca de 50 dias em que construímos, juntos, a luta por isonomia de salários e de direitos na Universidade. Essa luta, que apenas começou, necessita de um balanço coletivo para sua continuidade.
É claro que em poucas palavras não daremos conta de todo o debate, por isso, disponibilizaremos o blog (http://www.levanteunicamp.blogspot.com), o e-mail (levante@hotmail.com.br ou levanteunicamp@gmail.com) e o facebook e do Coletivo Levante! CSP-Conlutas (http://pt-br.facebook.com/groups/levante) para aprofundarmos as discussões. Seja bem vindo(a) e envie a sua contribuição. Aqui, deixarei um pouco das minhas considerações.
Primeiro, destaco que construímos nossa greve nos marcos de um ascenso das lutas da classe trabalhadora: internacionalmente estão nas lutas populares do mundo árabe, na Europa, lutam para resistir aos ataques contra seus direitos e nível de vida, nos marcos da crise financeira que abala o capitalismo no mundo. No Brasil, as lutas na construção civil, greves de professores, bancários, trabalhadores dos correios etc. FASUBRA, ANDES e SINASEFE lutaram por melhorias nos salários, carreiras e estrutura das Universidades.
Aqui na Unicamp, tivemos um grande saldo político: nossa categoria mostrou muita disposição de luta! Em vários locais de trabalho tivemos muita mobilização e bons exemplos de organização pela base. Aprovamos moções de solidariedade à greve em Congregações de diversas Unidades como IMECC, IA, IFGW, FE, IB etc.
Além disto, construímos bons debates na greve: Democracia na Universidade, Investimentos na Educação Pública, Orçamento da Universidade e Criminalização dos Movimentos Sociais. Mas ainda temos muito para discutir, como, racismo, homofobia, machismo, conjuntura, entre outros.
Porém, “nem tudo são flores”: fomos derrotados economicamente e a postura da nova diretoria do STU em centralizar o planejamento político e dos materiais da greve foi um problema que precisamos rever. Os Comandos por Locais de Trabalho e o Comando Central da Greve são políticas fundamentais para a construção democrática do movimento. Desde o início esses espaços foram desvalorizados pela diretoria do STU. Tais ações causaram-nos problemas diários, como o desencontro das informações e a desorganização do movimento. Iniciamos a luta com 1500 trabalhadores em frente à Reitoria. Suspendemos o movimento após um processo de enfraquecimento, com muitas baixas de participação.
Nós defendemos a construção das lutas pela base e sempre com a base. Esta prática temos de levar não só para as greves, mas também para o congresso do STU, que ocorrerá em breve. Por isso, propomos rever os CRs e transformá-los em Conselhos de Unidade, construídos pela base, com plena participação na elaboração política do STU. Construindo pela base, avançaremos nas conquistas por nossas reivindicações!
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
BALANÇO DAS ELEIÇÕES
A vitória da chapa de oposição mostra que temos um grande espaço de construção no movimento, pois reflete que a categoria está indignada com o imobilismo da gestão anterior que frustou as mobilizações dos últimos 4 anos.
É uma vitória do movimento porque a chapa eleita traz as reivindicações do próprio movimento e abre uma possibilidade de mobilização muito grande. Reflete-se também o fato de haver um descontentamento com as políticas do PT e do PCdoB com relação ao Governo Hélio na cidade de Campinas e que a categoria está descontente com o modelo sindical da CUT/CTB de atrelamento e aliança governista e de um sindicato de negociação.
Demonstra que a categoria tem disposição para lutar e desejam um sindicato combativo, ampliando as possibilidades de mobilização.
Entretanto, a chapa eleita sai fortalecida já que existe uma grande expectativa. É preciso ter cuidado e sensibilidade para não cairmos no sectarismo nem sermos colocados no mesmo ponto que o PT/PCdoB somente por sermos oposição. Para tanto, precisamos avançar no debate político com a categoria, não deixar o sindicato restringir-se ao partidarismo como norte às discussões.
Nosso papel será manter a luta pela construção de um sindicalismo de luta e combativo, por isso deveremos fazer muita campanha e propaganda para a retomada dos eixos da campanha e das discussões congressuais.
Como as eleições refletiram a insatisfação da categoria com relação ao Alerta e ao PT, significa que a categoria via que era a oposição que puxava as lutas.Todas essas reflexões, análises e balanços fazem com que nós repensemos a nossa tarefa e até mesmo o nosso encontro para o dia 07 de setembro.
Frente a todos os pontos colocados, precisamos conhecer o calendário, as datas para pautarmos a nossa atuação nas tarefas para o próximo período
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
NÃO BASTA VOTAR, É PRECISO LUTAR
Estamos em processo de eleições para o STU com duas chapas em campanha: a chapa 1 - Vamos à Luta - se apresentan- do como oposição sindical e a chapa 2 - Unidos para Lutar - afirmando a continuidade da atual gestão do sindicato.
A chapa 2 representa a continuidade, está aliada à Reitoria e as lideranças que comandam esta chapa não tem interesse nas mobi-lizações e em avançar nas lutas d@s trabalhadore/as.
A chapa 1,traz um programa mais avançado para @s trabalhadore/as e para o movimento sindical, incorporando bandeiras histó-ricas e novas, como a proporcionalidade na Direção do STU, a reativação dos CRs, contra o estágio probatório, fim das punições. O problema é que as lideranças desta chapa são burocráticas e usam um programa avançado para atrair ativistas honest@s, mas não mantêm uma prática em que aplicam o seu próprio programa.
Isto fragmenta o movimento e enfraquece o projeto do sindicalismo combativo e democrático. Exemplo desta prática foi que as lideranças desta chapa não queriam se incorporar na luta contra as punições, não participaram da construção da luta contra a violência sexual, não discutiram as mudanças na avaliação de desempenho e se fecharam sem dialogar com outr@s ativistas. Por isso, não basta votar, é preciso que todos participem das lutas.
Nós do Levante! pretendemos discutir amplamente ao longo das eleições e enviaremos e-mails, publicaremos em nosso blog artigos de nossos ativistas sobre as eleições. Entendemos que é preciso participar dos debates, acompanhar todas as discussões e fazer um voto crítico. Antes de votar, pense e reflita: o que garante os avanços para a classe trabalhadora é a organização e a luta de tod@s @s trabalhadore/as. Vote na chapa 1 ou vote nulo, mas faça um voto crítico contra a chapa 2.
A chapa 2 representa a continuidade, está aliada à Reitoria e as lideranças que comandam esta chapa não tem interesse nas mobi-lizações e em avançar nas lutas d@s trabalhadore/as.
A chapa 1,traz um programa mais avançado para @s trabalhadore/as e para o movimento sindical, incorporando bandeiras histó-ricas e novas, como a proporcionalidade na Direção do STU, a reativação dos CRs, contra o estágio probatório, fim das punições. O problema é que as lideranças desta chapa são burocráticas e usam um programa avançado para atrair ativistas honest@s, mas não mantêm uma prática em que aplicam o seu próprio programa.
Isto fragmenta o movimento e enfraquece o projeto do sindicalismo combativo e democrático. Exemplo desta prática foi que as lideranças desta chapa não queriam se incorporar na luta contra as punições, não participaram da construção da luta contra a violência sexual, não discutiram as mudanças na avaliação de desempenho e se fecharam sem dialogar com outr@s ativistas. Por isso, não basta votar, é preciso que todos participem das lutas.
Nós do Levante! pretendemos discutir amplamente ao longo das eleições e enviaremos e-mails, publicaremos em nosso blog artigos de nossos ativistas sobre as eleições. Entendemos que é preciso participar dos debates, acompanhar todas as discussões e fazer um voto crítico. Antes de votar, pense e reflita: o que garante os avanços para a classe trabalhadora é a organização e a luta de tod@s @s trabalhadore/as. Vote na chapa 1 ou vote nulo, mas faça um voto crítico contra a chapa 2.
POR UM SINDICATO COMBATIVO
Em outubro haverá o Congresso do STU, momento para decidirmos os rumos de nossa entidade. E para que nós da base, possamos participar cotidianamente das decisões do nosso sindicato, através de um sindicalismo de luta e combativo, nós do Coletivo Levante! defendemos:
UNIFICAÇÃO NAS LUTAS DAS UNIVERSIDADES E DA CLASSE
- Nosso sindicato deve lutar com o Sintusp, Sintunesp e todos os movimentos de trabalhadore/as;
- Carreira única e isonômica: o STU deve lutar pela criação de uma carreira única e isonômica entre as três Universidades;
- Contra a criminalização dos movimentos sociais. LUTAR É UM DIREITO!
TODO DECISÃO É DA BASE
- Fortalecimento das bases: reestruturação dos CRs como Conselhos de Unidades;
- Poder para a base destituir qualquer membro da diretoria se entender que ele/a não está lutando pel@s trabalhadore/as;
- Desfiliação da CTB e que a discussão sobre filiação à Central Sindical seja feita com o conjunto da categoria;
- Proporcionalidade na direção;
- Não ao imposto sindical: devolução integral do imposto recebido pelo STU.
UNIFICAÇÃO NAS LUTAS DAS UNIVERSIDADES E DA CLASSE
- Nosso sindicato deve lutar com o Sintusp, Sintunesp e todos os movimentos de trabalhadore/as;
- Carreira única e isonômica: o STU deve lutar pela criação de uma carreira única e isonômica entre as três Universidades;
- Contra a criminalização dos movimentos sociais. LUTAR É UM DIREITO!
TODO DECISÃO É DA BASE
- Fortalecimento das bases: reestruturação dos CRs como Conselhos de Unidades;
- Poder para a base destituir qualquer membro da diretoria se entender que ele/a não está lutando pel@s trabalhadore/as;
- Desfiliação da CTB e que a discussão sobre filiação à Central Sindical seja feita com o conjunto da categoria;
- Proporcionalidade na direção;
- Não ao imposto sindical: devolução integral do imposto recebido pelo STU.
EXIGIMOS A DEVOLUÇÃO INTEGRAL DO VALOR DO IMPOSTO SINDICAL – E PARA TOD@S!
Em julho o STU começou a devolver, apenas para os trabalhadore/as sindicalizad@s, parte do valor descontado em folha a título de cobrança do imposto sindical. Essa cobrança, que corresponde ao valor de um dia de trabalho, começou no último ano e vai continuar se repetindo anualmente.
Somos contra a cobrança de mais esse imposto, pois entendemos que são @s própri@s trabalhadore/as, de maneira voluntária e consciente que devem financiar nossa entidade. Por isso, defendemos que o sindicato devolva todo o valor descontado, independente d@ trabalhador/a ser sindicalizad@ ou não.
Somos contra a cobrança de mais esse imposto, pois entendemos que são @s própri@s trabalhadore/as, de maneira voluntária e consciente que devem financiar nossa entidade. Por isso, defendemos que o sindicato devolva todo o valor descontado, independente d@ trabalhador/a ser sindicalizad@ ou não.
AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO E CARREIRA
A Reitoria aposta na avaliação de desempenho como forma de “abafar” as nossas lutas salariais.
Porém, nós servi-dores não aceitamos esta avaliação e o Fórum das CSAs encaminhou inúmeras propostas para reformulação a avaliação. Apoiamos a iniciativa do Fórum das CSAs e defende-mos que é preciso continuar com as discussões para carreira melhor e criar uma carreira unificada com a USP e com a UNESP!
Porém, nós servi-dores não aceitamos esta avaliação e o Fórum das CSAs encaminhou inúmeras propostas para reformulação a avaliação. Apoiamos a iniciativa do Fórum das CSAs e defende-mos que é preciso continuar com as discussões para carreira melhor e criar uma carreira unificada com a USP e com a UNESP!
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