Nesta semana vários setores estão em luta em Campinas e região: quarta-feira (16/05) inicia a greve dos motoristas por tempo indeterminado; os trabalhadores municipais já estão em greve desde sábado (12/05) e em Hortolândia cruzaram os braços os metalúrgicos da CAF com 100% de adesão (em greve há 18 dias) e os trabalhadores da Rodofort (desde 14/05).
A CAF é uma empresa espanhola que fabrica trens e metrô e a Rodofort empresa também da base metalúrgica que faz chassis e baús para caminhões.
A luta dos trabalhadores
Os trabalhadores estão em luta por reajustes salariais dignos, contra a retirada de direitos, contra demissões e punições. O ataque aos trabalhadores é, na maioria das vezes, justificado pela crise econômica. A crise está chegando ao Brasil: que os ricos paguem a conta!
Os trabalhadores não vão pagar pela crise.
As grandes multinacionais querem recuperar, no Brasil, o lucro que estão perdendo na Europa por conta da crise, fazendo com que os trabalhadores brasileiros paguem por ela com verdadeiros planos de austeridade mascarados de políticas de investimentos, à custa de sangue e suor dos trabalhadores.Dilma tem de governar para os trabalhadores
Se as montadoras e multinacionais são tão rentáveis aqui, por que precisam de redução de impostos, empréstimos do BNDES e demissões em massa? Não há justificativa para tamanho ataque aos trabalhadores.
Não há nada que justifique as concessões de impostos e empréstimos para empresas que demitem covardemente os trabalhadores. Ao contrário, temos de exigir que Dilma governe realmente para os trabalhadores e garanta nossos empregos e nossas conquistas, que suspenda os empréstimos e a redução de impostos imediatamente, exigindo que as empresas parem de fazer ataques aos trabalhadores brasileiros.
Exigimos dos governos
· Nenhuma demissão!
· Estabilidade no emprego!
· Lutar é um direito: fim da criminalização dos movimentos sociais e dos lutadores
· Reajuste geral dos salários e aposentadorias!
· Não à reforma trabalhista!
· Redução da jornada de trabalho para 36 horas, sem redução de salários e direitos
· Estatização das empresas que demitirem, que devem passar ao controle dos trabalhadores
· Plano de obras públicas para absorver os desempregados, financiado com o não pagamento das dívidas
· Controle dos capitais, impedindo o envio dos lucros das multinacionais para o exterior e a fuga dos investimentos
· Nenhum dinheiro para banqueiros e especuladores!
· Estatização do sistema financeiro, sem indenização e sob controle dos trabalhadores!
· Romper com o imperialismo!

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