Levante! Coletivo Sindical dos Trabalhadores da Unicamp

terça-feira, 15 de maio de 2012

Semana é marcada por luta dos trabalhadores em Campinas e região

por Adriana Stella


           Nesta semana vários setores estão em luta em Campinas e região: quarta-feira (16/05) inicia a greve dos motoristas por tempo indeterminado; os trabalhadores municipais já estão em greve desde sábado (12/05) e em Hortolândia cruzaram os braços os metalúrgicos da CAF com 100% de adesão (em greve há 18 dias) e  os trabalhadores da Rodofort (desde 14/05).
           A CAF é uma empresa espanhola que fabrica trens e metrô e a Rodofort empresa também da base metalúrgica que faz chassis e baús para caminhões.

A luta dos trabalhadores
           Os trabalhadores estão em luta por reajustes salariais dignos, contra a retirada de direitos, contra demissões e punições. O ataque aos trabalhadores é, na maioria das vezes, justificado pela crise econômica. A crise está chegando ao Brasil: que os ricos paguem a conta!

Os trabalhadores não vão pagar pela crise.
           As grandes multinacionais querem recuperar, no Brasil, o lucro que estão perdendo na Europa por conta da crise, fazendo com que os trabalhadores brasileiros paguem por ela com verdadeiros planos de austeridade mascarados de políticas de investimentos, à custa de sangue e suor dos trabalhadores.

Dilma tem de governar para os trabalhadores
           Se as montadoras e multinacionais são tão rentáveis aqui, por que precisam de redução de impostos, empréstimos do BNDES e demissões em massa? Não há justificativa para tamanho ataque aos trabalhadores.
           Não há nada que justifique as concessões de impostos e empréstimos para empresas que demitem covardemente os trabalhadores. Ao contrário, temos de exigir que Dilma governe realmente para os trabalhadores e garanta nossos empregos e nossas conquistas, que suspenda os empréstimos e a redução de impostos imediatamente, exigindo que as empresas parem de fazer ataques aos trabalhadores brasileiros.

Exigimos dos governos
·         Nenhuma demissão!
·         Estabilidade no emprego!
·         Lutar é um direito: fim da criminalização dos movimentos sociais e dos lutadores
·         Reajuste geral dos salários e aposentadorias!
·         Não à reforma trabalhista!
·         Redução da jornada de trabalho para 36 horas, sem redução de salários e direitos
·         Estatização das empresas que demitirem, que devem passar ao controle dos trabalhadores
·         Plano de obras públicas para absorver os desempregados, financiado com o não pagamento das dívidas
·         Controle dos capitais, impedindo o envio dos lucros das multinacionais para o exterior e a fuga dos investimentos
·         Nenhum dinheiro para banqueiros e especuladores!
·         Estatização do sistema financeiro, sem indenização e sob controle dos trabalhadores!
·         Romper com o imperialismo!

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