Por Adriana Stella*
A construção de um sindicato combativo é cotidiana e se faz com a inserção de toda a base nas discussões, nas políticas, nas ações. Para que possamos enfrentar todas as lutas com combatividade, não podemos simplesmente delegar a tarefa sindical às lideranças do movimento.
Por este motivo, não basta simplesmente votarmos nas eleições sindicais; precisamos participar ativamente das lutas e, nas eleições, temos de fazer um voto crítico com relação aos programas das chapas.
A chapa 1 se apresenta como grupo de oposição. Suas lideranças são filiadas ao PSOL, seu campo majoritário é formado por estudantes ou ex-estudantes da Unicamp que há muitos anos estão no DCE. Os demais integrantes da chapa são lutadores e ativistas independentes que se referenciam em um novo projeto sindical.
Esse novo projeto sindical que a chapa 1 apresenta traz bandeiras históricas do movimento sindical, agrega as novas bandeiras de luta (como o problema do estágio probatório) e, principalmente, apresenta-se como independente à Reitoria e governos.
Todos nós devemos reivindicar esse programa e esse projeto sindical. Não devemos nos enganar com as lideranças da chapa 1 que pedem a nossa "confiança para enfrentar a reitoria juntos". Não é questão de confiança.
Isto significa que não podemos simplesmente votar e acreditar naqueles que "confiamos". O voto não pode substituir a nossa ação, a nossa prática cotidiana. Devemos votar na chapa 1, fazendo um voto crítico, votando no programa que é do movimento sindical da Unicamp, não da chapa. Devemos votar na chapa 1 sabendo que as suas lideranças têm interesses "eleitoreiros", mas sabemos que os demais companheiros dessa chapa são lutadores combativos.
Já a chapa 2, que representa a continuidade, que não se apresenta com independência frete à Reitoria e aos governos. As lideranças desta chapa não têm interesse nas mobilizações e em avançar nas lutas dos trabalhadores.
Por isso, convidamos todos os ativistas e lutadores da chapa 1 e chapa 2 que questionem suas lideranças nas suas contradições e venham debater conosco um novo modelo de sindicalismo para o STU.
E a todos os lutadores e ativistas da Unicamp, vamos fazer um voto crítico à chapa 1. Mas, para além das eleições e independente de quem seja eleito, precisamos mudar o STU para um sindicalismo autônomo, de luta e combativo com as seguintes bandeiras:
TODO DECISÃO É DA BASE
- Fortalecimento das bases: reestruturação dos CRs como Conselhos de Unidades;
- Poder para a base destituir qualquer membro da diretoria se entender que ele/a não está lutando pel@s trabalhadore/as;
- Desfiliação da CTB e que a discussão sobre filiação à Central Sindical seja feita com o conjunto da categoria;
- Proporcionalidade na direção;
- Não ao imposto sindical: devolução integral do imposto recebido pelo STU.
UNIFICAÇÃO NAS LUTAS DAS UNIVERSIDADES E DA CLASSE
- Nosso sindicato deve lutar com o Sintusp, Sintunesp e todos os movimentos de trabalhadore/as;
- Carreira única e isonômica: o STU deve lutar pela criação de uma carreira única e isonômica entre as três Universidades;
É PAPEL DO SINDICATO LUTAR CONTRA QUALQUER TIPO DE VIOLÊNCIA E CONTRA TODAS AS OPRESSÕES AOS TRABALHORES E TRABALHADORAS
- Contra a criminalização dos movimentos sociais. LUTAR É UM DIREITO!
- Pelo fim do estágio probatório: o STU tem de assumir a luta contra o assédio;
- Lutar contra toda forma de opressão à classe trabalhadora.
* Adriana Stella, IMECC
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