A vitória da chapa de oposição mostra que temos um grande espaço de construção no movimento, pois reflete que a categoria está indignada com o imobilismo da gestão anterior que frustou as mobilizações dos últimos 4 anos.
É uma vitória do movimento porque a chapa eleita traz as reivindicações do próprio movimento e abre uma possibilidade de mobilização muito grande. Reflete-se também o fato de haver um descontentamento com as políticas do PT e do PCdoB com relação ao Governo Hélio na cidade de Campinas e que a categoria está descontente com o modelo sindical da CUT/CTB de atrelamento e aliança governista e de um sindicato de negociação.
Demonstra que a categoria tem disposição para lutar e desejam um sindicato combativo, ampliando as possibilidades de mobilização.
Entretanto, a chapa eleita sai fortalecida já que existe uma grande expectativa. É preciso ter cuidado e sensibilidade para não cairmos no sectarismo nem sermos colocados no mesmo ponto que o PT/PCdoB somente por sermos oposição. Para tanto, precisamos avançar no debate político com a categoria, não deixar o sindicato restringir-se ao partidarismo como norte às discussões.
Nosso papel será manter a luta pela construção de um sindicalismo de luta e combativo, por isso deveremos fazer muita campanha e propaganda para a retomada dos eixos da campanha e das discussões congressuais.
Como as eleições refletiram a insatisfação da categoria com relação ao Alerta e ao PT, significa que a categoria via que era a oposição que puxava as lutas.Todas essas reflexões, análises e balanços fazem com que nós repensemos a nossa tarefa e até mesmo o nosso encontro para o dia 07 de setembro.
Frente a todos os pontos colocados, precisamos conhecer o calendário, as datas para pautarmos a nossa atuação nas tarefas para o próximo período
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