Levante! Coletivo Sindical dos Trabalhadores da Unicamp

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Balanço da Greve

por Adriana Stella

Foram cerca de 50 dias em que construímos, juntos, a luta por isonomia de salários e de direitos na Universidade. Essa luta, que apenas começou, necessita de um balanço coletivo para sua continuidade.
É claro que em poucas palavras não daremos conta de todo o debate, por isso, disponibilizaremos o blog (http://www.levanteunicamp.blogspot.com), o e-mail (levante@hotmail.com.br ou levanteunicamp@gmail.com) e o facebook e do Coletivo Levante! CSP-Conlutas (http://pt-br.facebook.com/groups/levante) para aprofundarmos as discussões. Seja bem vindo(a) e envie a sua contribuição. Aqui, deixarei um pouco das minhas considerações.
Primeiro, destaco que construímos nossa greve nos marcos de um ascenso das lutas da classe trabalhadora: internacionalmente estão nas lutas populares do mundo árabe, na Europa, lutam para resistir aos ataques contra seus direitos e nível de vida, nos marcos da crise financeira que abala o capitalismo no mundo. No Brasil, as lutas na construção civil, greves de professores, bancários, trabalhadores dos correios etc. FASUBRA, ANDES e SINASEFE lutaram por melhorias nos salários, carreiras e estrutura das Universidades.
Aqui na Unicamp, tivemos um grande saldo político: nossa categoria mostrou muita disposição de luta! Em vários locais de trabalho tivemos muita mobilização e bons exemplos de organização pela base. Aprovamos moções de solidariedade à greve em Congregações de diversas Unidades como IMECC, IA, IFGW, FE, IB etc.
Além disto, construímos bons debates na greve: Democracia na Universidade, Investimentos na Educação Pública, Orçamento da Universidade e Criminalização dos Movimentos Sociais. Mas ainda temos muito para discutir, como, racismo, homofobia, machismo, conjuntura, entre outros.
Porém, “nem tudo são flores”: fomos derrotados economicamente e a postura da nova diretoria do STU em centralizar o planejamento político e dos materiais da greve foi um problema que precisamos rever. Os Comandos por Locais de Trabalho e o Comando Central da Greve são políticas fundamentais para a construção democrática do movimento. Desde o início esses espaços foram desvalorizados pela diretoria do STU. Tais ações causaram-nos problemas diários, como o desencontro das informações e a desorganização do movimento. Iniciamos a luta com 1500 trabalhadores em frente à Reitoria. Suspendemos o movimento após um processo de enfraquecimento, com muitas baixas de participação.
Nós defendemos a construção das lutas pela base e sempre com a base. Esta prática temos de levar não só para as greves, mas também para o congresso do STU, que ocorrerá em breve. Por isso, propomos rever os CRs e transformá-los em Conselhos de Unidade, construídos pela base, com plena participação na elaboração política do STU. Construindo pela base, avançaremos nas conquistas por nossas reivindicações!

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