Levante! Coletivo Sindical dos Trabalhadores da Unicamp

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Questão racial

O futuro é tão grande... Vamos de mãos dadas!

Políticas permanentes e combate às opressões: questão racial, gênero e orientação sexual

O governo Dilma vende a ideia de que o Brasil combate o racismo através da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (um órgão que se quer tem verba), do ProUni (que joga a população negra e carente em universidades privadas de baixa qualidade) e da proposta de cotas (inserida no projeto de Reforma Universitária que visa privatizar o ensino).
Na Unicamp, o racismo é evidente: os negros ocupam os piores postos de trabalho. Entre a década de 80 e 90, quando a Unicamp contratava servidores de nível fundamental, os negros ocupavam estes postos de trabalho e eram os mais combativos da categoria. Com a terceirização, a maioria dos negros são submetidos a relações de trabalho precarizadas e perdem seu direito de lutar.
O ingresso de servidores negros via concurso público é ínfimo, pois a seleção não é isonômica: a maioria dos negros está sujeita aos piores sistemas educacionais. Por este motivo, uma política anti-racista é o sistema de cotas para ingresso no serviço público.
O combate ao racismo foi negligenciado pela atual gestão do STU. No auge da greve, na Semana da Consciência Negra, a Diretoria não promoveu debates sobre os negros e o racismo, mesmo com diversos ativistas dispostos a construir a Semana. Não podemos admitir que isto ocorra novamente. Devemos incorporar o combate ao racismo no nosso calendário de lutas.


Veja os demais itens da tese:


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