Políticas permanentes e combate às opressões: questão racial, gênero e orientação sexual
O governo
Dilma vende a ideia de que o Brasil combate o racismo através da Secretaria
Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (um órgão que se quer tem
verba), do ProUni (que joga a população negra e carente em universidades
privadas de baixa qualidade) e da proposta de cotas (inserida no projeto de
Reforma Universitária que visa privatizar o ensino).
Na Unicamp, o racismo
é evidente: os negros ocupam os piores postos de trabalho. Entre a década de 80
e 90, quando a Unicamp contratava servidores de nível fundamental, os negros
ocupavam estes postos de trabalho e eram os mais combativos da categoria. Com a
terceirização, a maioria dos negros são submetidos a relações de trabalho
precarizadas e perdem seu direito de lutar.
O ingresso de
servidores negros via concurso público é ínfimo, pois a seleção não é isonômica:
a maioria dos negros está sujeita aos piores sistemas educacionais. Por este
motivo, uma política anti-racista é o sistema de cotas para ingresso no serviço
público.
O combate ao
racismo foi negligenciado pela atual gestão do STU. No auge da greve, na Semana
da Consciência Negra, a Diretoria não promoveu debates sobre os negros e o
racismo, mesmo com diversos ativistas dispostos a construir a Semana. Não
podemos admitir que isto ocorra novamente. Devemos incorporar o combate ao racismo
no nosso calendário de lutas.
Veja os demais itens da tese:
Veja os demais itens da tese:
Nenhum comentário:
Postar um comentário