O futuro é tão grande... Vamos de mãos dadas!
A Reitoria da
Unicamp prometeu elevar o vale-alimentação para R$ 600,00 em junho. Esse aumento
significa uma vitória econômica parcial para as lutas por isonomia com a USP. Ao
mesmo tempo, Fernando Costa ataca o patrimônio do sindicato tentando desmontar
a Entidade, intensifica a criminalização de estudantes e funcionários, tenta
desunir a categoria, promove ganhos salariais através de avaliações de
desempenho em uma carreira meritocrática e obscura, despreza as reivindicações
dos trabalhadores e quando incrementa benefícios, tenta esvaziar o sentido das
lutas, afirmando que “são os servidores da Unicamp que garantem sua excelência
universitária”. Essas são as mesmas políticas que Rodas implementou na USP: só
falta a PM no campus da Unicamp.
Estamos frente
a uma reitoria truculenta. Devemos cobrar nossos direitos e denunciar as
arbitrariedades do Reitor, exigindo que a participação dos funcionários nos
processos decisórios seja efetiva na defesa do interesse público que a Reitoria
nega-se a ter. Nosso movimento deve articular as denúncias com a defesa da
paridade nas instâncias da Universidade.
A greve tem de
ser tratada como direito e instrumento de mobilização, para expor a realidade
que vivemos para fora dos muros da Universidade, para politizar o debate e mostrar
as práticas antidemocráticas da Reitoria.
Porém, não é tarefa fácil sensibilizar a
sociedade de Campinas com nossas reivindicações. A Unicamp mantém pouca relação
com a cidade onde está localizada, exceto através do HC, em vias de
privatização. Os trabalhadores da região e da própria universidade, que mantêm
sua estrutura financeira com milhões de reais do ICMS arrecadados com o suor de
seu trabalho diário, sequer têm acesso à Unicamp, tampouco seus filhos. Logo, a
universidade, que se diz pública, não é aberta ao público. Também não é
gratuita, já que é financiada com dinheiro público. Sua qualidade é a de não
estar a serviço da classe trabalhadora, que a mantém com seu trabalho, mas sim
de joelhos ao grande capital, produzindo para a burguesia. A Unicamp não
oferece estruturas adequadas aos estudantes, como moradia, restaurantes, bolsas
etc.
Na luta pela isonomia, dentro e fora do Campus,
precisamos defender mais verbas para a educação, como fizemos na campanha dos
10% do PIB para a educação pública já e quando exigimos maiores repasses de
ICMS, sem a intervenção do capital privado ou de cursos pagos, articulando
essas campanhas com a exigência de uma universidade pública, gratuita e de
qualidade para a classe trabalhadora.
A nossa
defasagem salarial e o desrespeito à prestação do serviço público também devem
ser denunciados. Os servidores são tratados como colaboradores, sem quaisquer
resquícios de legitimidade para a elaboração do processo de trabalho que segue
centralizado nas mãos do alto escalão da universidade. Precisamos denunciar que
as universidades são tratadas como feudos por pessoas cuja vinculação ao
projeto político do governo estadual e federal elimina, na prática, a autonomia
universitária e submete a Unicamp aos interesses do imperialismo e do grande
capital.
Nesse quadro,
devemos continuar denunciando as políticas privatistas da Reitoria e fortalecer
o STU, através do controle efetivo da base sobre a Entidade e defender a
democracia e a paridade nas instâncias deliberativas da Unicamp. Desta forma,
nossas lutas gerais em defesa da classe trabalhadora e de denúncias e
exigências aos governos seguem na ordem do dia.
-Isonomia já
- Contra a autarquização do HC
- Fim do estágio probatório de 3
anos, das punições, dos descontos e da lei da mordaça
- Pelo regime jurídico único
- Contra a terceirização
- Paridade nas instâncias da
universidade
- Universidade pública para a
classe trabalhadora
- Redução da jornada: 30 horas é
você quem faz
- Carreira unificada entre as
estaduais paulistas construída pelos trabalhadores
- Valorização do servidor e do
serviço públicos
- Fim do imposto sindical
- Solidariedade aos moradores do
Pinheirinho
- Reforma urbana, com
investimento público em habitação, sob controle dos trabalhadores. Abaixo à
expulsão das comunidades ameaçadas de despejo pelos governos e polícia. Apoio ao
direito de autodefesa das comunidades ameaçadas
- Por um plano econômico dos
trabalhadores, aumento geral de salários e garantia de recomposição automática
para evitar as perdas salariais
- Redução e congelamento dos
preços, tarifas e aluguéis
- Salário mínimo conforme o
cálculo do DIEESE
- Estabilidade no emprego: fim da
demissão imotivada e da informalidade do trabalho. Emprego para todos
- Reajuste das aposentadorias
igual ao do salário mínimo; fim do fator previdenciário
- Defesa dos direitos
trabalhistas e sociais
- Estatização do sistema
financeiro
- Reforma agrária com o fim do
latifúndio e do agronegócio, políticas públicas, apoio técnico e financiamento
para o pequeno produtor rural
- Em defesa do meio ambiente.
Contra a construção de Belo Monte e a transposição do rio São Francisco
- Contra a criminalização do movimento social.
Em defesa do direito de lutar, do direito de greve dos trabalhadores e dos
dirigentes das lutas presos e perseguidos. Apuração e punição imediata dos
assassinatos dos dirigentes dos trabalhadores rurais
- Desmilitarização das polícias
militares e corpos de bombeiros, vetando seu uso na repressão aos trabalhadores
e aos movimentos populares
- Punição aos assassinos e
torturadores do regime militar
- Contra a privatização dos
aeroportos. Reestatização das estatais privatizadas sem indenização
- Não pagar a dívida pública
interna e externa para ter 10% do PIB já para educação pública e 6% do PIB para
a saúde pública
- Pelo direito à organização dos
trabalhadores nos locais de trabalho
- Contra todas as formas de
opressão às mulheres, negros e homossexuais e demais setores oprimidos. Salário
igual para trabalho igual. Creches para as famílias trabalhadoras. Abaixo à
violência policial contra os negros nos bairros pobres. Em defesa dos
territórios quilombolas. Pela criminalização da homofobia
-
Desenvolvimento de uma política de formação sobre a questão étnica e racial: em
defesa da semana da consciência negra
- Política de
cotas para ingresso de trabalhadores negros na Unicamp
- Exigir dos
governos Dilma e Alckmin que 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra,
seja feriado nacional e estadual
- Criação da
Coordenação de Mulheres, com uma diretora liberada, com pelo menos uma reunião
mensal aberta à participação de todas as trabalhadoras
- Campanha de
sindicalização de mulheres
- Garantir que
em todas as atividades do sindicato tenham creche, especialmente nas greves e
nos congressos
- Promover
atividades relacionadas à sexualidade
- Defesa da
união estável civil homossexual
- Orientação
sexual nas escolas
- Combate à
homofobia e punição aos que discriminam ou agridem com comportamentos
homofóbicos
- Cursos de
formação e atividades que discutam as opressões
- Realização
de Encontros bienais da luta contra as opressões, intercalados com os anos de
Congresso do STU
- Publicações
mensais que tratem das opressões
- Levantamento
sobre a realidade funcional dos setores oprimidos dentro da Unicamp,
considerando salário, evolução funcional, cargos, assedio sexual e moral em
função de raça, gênero ou orientação sexual
- Todo apoio à revolução árabe e
às lutas dos trabalhadores europeus contra os planos de austeridade
- Fora as tropas brasileiras do
Haiti
- Pela unidade da luta
internacional dos trabalhadores
- Nenhuma confiança nos governos
Dilma, Alckmin e Serafim
- Por um governo dos
trabalhadores e uma sociedade socialista
Veja os demais itens da tese:
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